terça-feira, 30 de abril de 2013

O matuto


O país inteiro acomodado
Uns, lutando pelos direitos que lhes convêm
Outros, sabem nem o que acontece

E a gente aqui, nessa terra sufrida
Tudo lascado, sem água, sem gado
Sem nem isperança im Deus
Num cai uma gotinha d'água derde sei lá quando
Home, esse calor num para de mi judiar!
Eu queria era uma chuvinha boinha dessa
Pra meu gado bebê água
Pra mó d'eu sustentar minha família
Mai nem ispaço pra desejo parece que tem mais
Todo dia é um calor da disgraça
Num passa nem vento na roça
Num passa rente
Num canta passarin
O rio de trás das mata secou-se todin
Valei-minha nossa sinhora!
Me acude, santíssima trindade!
Or menin tudin morreno de fome
Ar galinha, tudo maga
Dá nem pra apruveitar
Ar carcaça dos gado tudo ali, no meio da roça
Essa terra toda rachada
Toda lascada
Nóis tudo sujo, sem puder tumar bain
Sem consiguir arranjar trabaio fai tempo
E agora, eu faço o que da vida, bença?
Êssi guverno tá matano nóis tudin
Comé que essa pulítica foi acabar lascando o Nordeste todo?
Num sei, só sei que foi assim...

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Críticas não... Palavras

Não são críticas construtivas,
Também não são destrutivas.
Aliás, sequer são críticas.
Não é descrição,
São meras palavras
Sem segundas intenções,
E sem pretenção de interpretação.
São singelos pensamentos,
E conversas nossas,
Postas num papel.
É dito isso de você
Por você,
É o que te escuto dizer,
De forma poética talvez.
Mas isso tudo
Não passa de palavras,
Quem sabe,
Sem significado algum.
Não critico ninguém,
Muito menos descrevo.
Palavras como aquelas
Não é uma definição,
É apresentação.
É como dizer seu nome
Para alguém que acabas de conhecer.
Você reclama
Sem nem ao menos
Ver o que é que se foi dito,
O que se foi escrito.

Românticos


Românticos são ultrapassados
Com sentimentos exagerados,
São dramáticos inveterados
E loucos apaixonados.

Somos eu, a Viajante e o Vander Lee.
O Falecido, a Cosmopolita e a Rita Lee.
A Lisianthus, o Apogaeis e o Jeneci.
O Bandeira, a Prima-Dona e o Machado de Assis.

A Duda, o Alencar e o Álvares de Azevedo.
O Castelo Branco, a Nínive e o Manuel de Macedo.
O Antunes, o Quintana e a Laís.
Lispector, Dilaércio e Júlio Dinis.

O Blunt, o Shakespeare e a Calcanhotto.
Nando Reis, Cazuza e Tony Bellotto.
Ana Carolina, Seu Jorge e o Bernardo Guimarães.
Chico, Caetano e Gonçalves de Magalhães.

Poderia eu passar a noite a recitar
Nomes e nomes, infindáveis como o mar.
Mas basta apenas que saibas leitor, 
Que pra ser romântico, nem precisa ser bom escritor.
Basta mostrar o que tens guardado no coração.
Deixe fluir o ar do romance e da emoção.
E quando sentires como é romântico ser,
Nunca mais com desencantado pelo mundo irás viver.

domingo, 28 de abril de 2013

Querendo.

Como queria um piropo
mas queria um cantado
queria esse galanteio
que tudo tem de safado

Queria um pierrot.
que chora desolado
por um amor
que quase sempre é inventado

Queria um hino
um canto desesperado
saído de entranhas
e em choro embebedado

Queria uma canção
um incendeio
mesmo que não exista realmente
queria trocar a parte pelo inteiro





Sinto Falta

Não há nada que se possa fazer.
Não há nada que se possa crer.
Entendo de tal maneira,
Pois nada foi resolvido.
Nada foi realmente compreendido.

Talvez sentimentos passem
E desejos também
Sonhos de um dia poder vencer
Superar, continuar a viver.

Quero poder ver seu rosto
E expressar tudo que realmente sinto.
Rever conceitos,
Saber a verdade,
A realidade.

Descobrir talvez que nada foi em vão.
Lugares distintos se formaram.
Distância...
Eternidade.
Sinto falta.

Mente máscula desfigurada


Proteína
Creatina.

Malhar
Ganhar.

Carro,
Tirar sarro.

Pegar
e não se apegar.

Não sei onde
os princípios masculinos 
foram parar.

sábado, 27 de abril de 2013

Grande Amigo


Não preciso fazer nada,
Nem demonstrar,
Ao simples olhar,
Você sabe me identificar.

Que belo este amigo eu estou,
Conversas loucas e longínquas.
Sorrisos e risadas explícitas,
Não tenho vergonha de quem tu és.

Gosto tanto de estar com você,
Acredito ser um grande amor
Fraterno,

Sincero.

Jéssica


Quando via nas primeiras vezes, pensava "mas que bela...".
Quando conheci, percebi o desastre.
Grita, berra, faz escândalo.
Barraqueira.
Tem cara de gente de classe, mas espírito de uma mal-educada.
Não sabe respeitar. 
Faz as coisas na gambiarra, no jeitinho brasileiro.
Faz sem dó nem piedade e não se sente culpada.
"A culpa é dos outros, que estão reclamando".
"Incomodados que se mudem".
Se acha a dona do pedaço.
Acha que tem mais direito que os outros.
Se considera a anciã do povo.
Coitada.
Mal sabe ela que vale tanto quanto sua altura.
50 centímetros? Hum... Talvez menos.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Pense-se!


Pensar 
Liberta.

Faça a
Coisa certa.

Mantenha sua
Mente aberta.

Maldição

A mulher que
Me deixou ver
Este mundo,
Hoje não me deixa viver.
Ela sofreu no amor,
E por isso seu coração chora.
Ela sofreu uma vez,
E nunca mais confiou em ninguém.
Chove ao seu redor,
Impedindo a aproximação.
Mas ela também me nega a luz do sol.
Em sua primeira desilusão,
Ela cantou uma maldição.

"Nenhum ser parecido
Terá amor merecido
Ao alcance da mão,
Se esse amor
Vir de mulher com meu sangue.
O infeliz enganará outra mulher
Com suas mentiras.
A mulher encontrará tantos contras
Que irá desistir de lutar a favor.
O indivíduo errado
Não terá seu sentimento espelhado"

A mulher
De mesmo sangue que o meu,
Com mais experiência que eu,
Amaldiçoa a mim
E a todas seguintes.
Canção...
Maldição...
Como quebrar-te?

Perdido

     Achas confuso se te encontras em estranhos, mas não percebes que, à frente do espelho, és um estranho a si mesmo.

Amizade Verdadeira

Chamo de verdade
tudo aquilo que imagino ser,
tudo aquilo que quero
ou o que um dia eu vou querer.
Chamo o que eu espero
de algo que podia ter.
Minha amizade verdadeira
não vive comigo todo dia,
não é do meu sexo
e cinema, comigo não via.
 Raramente vai a minha casa,
nunca vou a casa dela,
uma vez, jogamos bola,
"por obrigação", diria ela.
Minha amiga as vezes fala comigo
e as vezes eu converso
quem sabe, desabafo amigo
outras vezes, nos dispersa,
no final eu só fico.
Minha amiga é minha filha,
ou assim a chamamos,
um dia vai precisar assim,
todo dia que estamos.
 Todo dia é dia dela e,
quando não é, eu dou pra mim.
 Quase sempre não é, enfim,
no final eu amo ela,
não de precisar muitão,
mas de tar no coração,
na minha melhor viela.
Minha amiga é sem fronteira,
também é toda TIM.
Ela que ama viajar,
e vai embora sempre sem mim,
e vai com o namorado
meu amigo, encabulado
que ela não sabe porque,
mas que eu garanto a você
nunca chegou a esse lado.
Minha amiga tão palhaça
que eu elogio, ela embaraça
que me deixa tão preocupado
por tar longe, afastado,
mas confiando na segurança
por eu conhecer sua cabeça,
e, mesmo que na frança,
não que eu te esqueça,
eu fico bem relaxado
ainda estou preocupado
esperando que para aqui você desça.
Minha amiga que nem parece.
O povo vê e, da gente, esquece.
Minha amiga que, mesmo escuro,
eu sei que estará no meu futuro.
Minha amiga tão besta e inteligente
só as vezes me abraça, no presente.
Minha amiga desde o passado
que, mesmo sem nossa nossa presença,
estaremos lado a lado.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Bipartição


Sou um verme
De vida livre.
Plano na área.
Planária.
Essa é minha reprodução.


Prima-dona Daaé, Cosmopolita e Dinossauro Solitário

Pensamentos e diálogos d'uma tarde no café


Uma lácrima no olho ou nos lábios
Estou sendo torturada ao máximo
Tenho uma vida pela frente, com morte no fim
Lembranças neutras de uma vida sem sal
Na mesa redonda, cabeças que falam
Bolsos, chapéis e dinheiro, acabando
O café sugando minhas forças e minha vida
Na bilheteria do trem da vida, deuses e monstros
Rir da desgraça, só
Sonhos todas as noites, sem intervalo
Me fecho em portas entreabertas
E sonho com a minha cadela
Saiu. Saiu e foi com o vento, ao vento, pro infinito
Caiu, a cabeça latejando, era libertador
Isso é muito complexo
Janelas ao redor. Sem luz, mesmo assim
A perfeição não é deste mundo
Eu acordo pra ficar doidão
Macrocosmo e microcosmo resultam no mesmo
Comendo petit-gateau, acabei raspando o prato
Elementar, meu caro julgador
Copo, mesa, pai, amor e sexo e mais um café, por favor (que se dane o por favor, me dá essa merda)
Meu relógio e meus anéis incomodam, mas não os tiro
Dadá era um menino muito inteligente
Não consuma ácido
E além disso, preciso ligar para o meu pai
Bora, precisamos de agilidade
Não, não, não, não...
Preciso de uma dose grande de insulina! Me deem logo!
A cabra do meu avô comeu os próprios filhotes
Dama na rua, selvagem na cama
Ame quem não te ama!
Quero ir pra casa
Não era lua, nem bananeira, era a mãe de Pedro Bó!
Celular toca a todo segundo... em minha mente
Cadê meus óculos escuros? Eu sou uma planária!
Sem ideias. Mente vazia, oca
Mais uma xícara, por favor
Acabei de começar a pensar
Este silêncio deixa-me surdo
Os cavalos estão vindo, então é melhor correr!
Acabou.
Mas já?


Créditos: Nós todos, seres retroguardianos e nossa querida amiga Rhaíssa Feitosa, comemorando um mês de textos e poemas.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O grande julgador e as atitudes moldadoras


     Encontrou-se andando numa manhã agitada. Com uma bela harmonia na cabeça, começou a andar tranquilo, sereno e sem paciência pra nada. Pensou estar livre de julgamentos que o fariam sentir queimar suas cicatrizes outra vez.
     Viu a carroça de um estranho que nunca vira na vida atolada na lama. O homem se esforçava incessantemente para resolver a situação e nada conseguia. O grande julgador pensou então em ajudá-lo. Olhou de relance e simplesmente decidiu não fazê-lo. Não achava que aquilo ia fazer diferença em sua vida. Continuou andando, indiferente, mirando seu rumo.
     Poucos metros adiante, viu um antigo amigo com quem não tinha mais tanto contato vindo em sua direção. Parou em sua frente e o convidou a ajudar. O grande julgador, indisposto, preferiu não se meter na situação. Queria apenas continuar sua trajetória. Seu antigo amigo chamou-o então de "pessoa ruim".
     E enquanto tentava prosseguir seu caminho, ouvia ecoar em seus passos e seus pensamentos as palavras proferidas pelo antigo amigo. Sua consciência pesava cada vez mais. Foi aí que, depois de ajudar o estranho da carroça, o antigo amigo voltou e o julgou mais. "As pessoas ruins não são aquelas que matam. São aquelas que veem matarem alguém e não fazem nada", disse o antigo amigo, se retirando da presença do grande julgador.
     Sentiu, outra vez, suas feridas lhe dilacerando, lhe abrindo por dentro. Suas cicatrizes queimavam. Sentiu o gosto de seu próprio remédio outra vez. Percebeu que estava em um novo cheque-mate. Dessa vez, perdera o jogo. 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Por um abraço dele, eu espero

Mãos que me impedem de ver.
Será ele?
Braços que me abraçam
Com força...

Força demais!
Não, não é ele,
Pois não há abraço como o dele.

Mas ele não me abraça mais,
Não me toca,
Ou se aproxima.

Só que ainda tenho esperança.
Espero aquelas mãos brincalhonas,
E aqueles braços abertos
Prontos para um abraço.

Vazio (coração sem amor)


Vazio
Sombrio
Sábado
Sem animação

Assobio
Lombinho
Almoço
Com feijão

Cansaço
Descaso
Com a
Obrigação

Tudo faço
Olho o espaço
E a nuvem
De algodão

Mas o vazio
Sombrio 
Continua
Sem perdão

Até escrevo
Me esforço
Sem a linguagem
Padrão

Mas é vazio
Vazio
Vazio
O coração

Do macho
deixado
Pra sempre 
em alonação

Invento
Pretexto
Palavra
E expressão

Tento
Lento
Preencher

Sem hesitação

O espaço
Largo
Cavidade
Com um rombão

Mas sem amor
É vazio
Pra sempre
O coração

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O grande julgador


     Tinha vontade e espírito de um rei. Queria tudo como desejava. Não gostava de ser criticado, mas sabia julgar como ninguém. Parava, analisava e apontava coisas sobre todo mundo, não necessariamente ruins, é claro. Deixava tudo guardado em sua mente, mas quando externava seus pensamentos, fazia as coisas virarem um caos.
     Certo dia, viu-se diante de uma situação bastante peculiar. Viu colegas de trabalho divergentes discutirem e não chegarem a um acordo conciliativo. Rei de seu próprio reino imaginário, decidiu intervir na discussão. Julgou o "lado certo" a defender e decidiu por criticar quem achava que estava errado.
     Depois de várias tentativas de defender o que era "certo", ganhou o apoio de pessoas ao redor que pensavam da mesma forma. Mas como não há como agradar a todos, foi duramente criticado pelos que dele discordaram. Por não conseguirem ser tão convincentes quanto ele, começaram a julgá-lo. E julgaram, xingaram, gritaram. E o grande julgador logo pensou "Ignorantes! Não sabem argumentar e tentam espernear qualquer coisa para me fazer parar de falar".
     Se retirou da discussão por achar que aquilo não ia ter o resultado esperado. Subiu a colina sob a luz das estrelas e parou para refletir. Quando se deu conta, estava sangrando. Percebeu que tinha provado de seu próprio remédio, e o gosto era péssimo. O grande julgador tinha sido finalmente atingido por um nocaute arrebatador que abrira uma grande ferida em suas entranhas. Uma ferida profunda. Uma que nunca mais ia sarar.

Amor... estranho. Amor?

E então não nos falamos enquanto próximos.
Mas é algo tão engraçado,
Dias passam, oportunidades se vão,
E sinto não só que a quero,
Sinto que preciso dela em meu coração.

Cada palavra deixada de lado,
Enquanto o tempo, rapidamente,
Preenchia o lago da vida com vazio.

Por que não posso simplesmente dizer,
"Ei, não gosto de você, adoro você."?
Por que não parece criar esperança?

Enquanto isso, me loucura acorda.
Essa tamanha distância logo acaba.
Estaremos juntos após eu terminar...
Nossa profunda e inseparável cova. 


Música

O piano,
A guitarra,
O violão,
Exprimindo nosso interior.
Os dedos, as palhetas,
Todos escorregando sobre o instrumento em perfeita harmonia.
O artista, passando todo seu sentimento para as cordas tensas.
Os legatos, distorcidos arpejos, arranjos de teclado.
Nasce a música, entende-se sua expressão, enquanto o público contempla.  

Somos um.

Então você espera realmente,
Contar com aquela pessoa para sempre.
Por ti  apenas sinto pena.

Nada é para sempre.
Nem você mesmo é infinito,
Imagine aquele que se diz seu amigo.

Aquele mesmo amigo que diz,
"Resolva sua vida, rapaz",
Mas o mesmo não ajuda
O mesmo amigo não dá proposta.

Amigo, ao invés de simplesmente dizer,
"Vá cuidar de seu futuro",
Não transforma essa frase?
Não modifica o comum "te cuida",
Por um "Cuidarei de ti" ?

Não quero simplesmente me organizar,
Quero NOS organizar...
Como apenas um, irmos seguindo,
Enquanto a lua serena continua sorrindo.

domingo, 21 de abril de 2013

Bárbara


Essa não tem pra onde correr.
Nunca foi inteligente.
Mente aberta, nunca quis ter.
Pra completar, fala tudo como uma demente.

Acha que tudo tá errado,
todo mundo é defeituoso.
Todos devem ser iguais
e homem tem que ser gostoso.

Bonito de corpo, não basta.
Tem que ser "diferente".
Quase um orgiasta,
mas com ar de inteligente.

De estupidez e ignorância
não sei como ela tem tanta.
Trata todos com irrelevância
e acaba sendo uma anta.

Quando quer discutir
e seus argumentos são derrubados,
berra logo e sai por aí
como se alguma coisa tivesse ganhado.

Se acha superior,
complexa, cheia de fases.
Deixe de ser imbecil, por favor.
Vá criar suas próprias frases.

Conto de uma Alma. Alma? (parte II)

Minhas lágrimas... não há motivo para sair!
Por que buscas liberdade, gotas? Te contentes!
2s, e já caio novamente. Sucumbo sem ar. Sem vida. Sem razão.
2s de esperança. 2 anos em punição.
Não pode ser real, minha realidade é só força, sentimento, energia que me consome e
envolve de maneira tão exasperada, sem saliva, sentindo a adrenalina. ah adrenalina!
Não. Já não faz sentido novamente. Não caio, pois não existe sensação alguma.
Sem dor, sem prazer, sem lírios, sem tulipas. Nada.
Não respiro. Não vivo.
O que há de errado? Por quê?
por  favor, de novo não. Pare vento, pare água! - são pedidos ignorados- E num segundo
são palavras sem sentido.
Aconteça logo. Acabe com isso. Com esse fingimento.
Frustração.
Já é turquesa novamente. O mundo acorda. Mas onde está a minha alma?
Ainda dormes. Porque dormes?
Não respiro, Já não vivo novamente.

sábado, 20 de abril de 2013

Mulheres


Inúmeras belas ao meu redor
e nenhuma que combine comigo.

Mas que desperdício...

Frente e trás das grades

Estou eu refletindo novamente
Sem saber qual é a verdade
Apenas se estou preso na mente
Ou se também preso nessa grade
Eu não quero estar dentro
E fora não quero estar
Eu queria liberdade
Uma que seja de verdade
Uma pra poder descansar
Onde a saída fica?
Desse ferro que me segura
Que a vida da gente estica
Pra uma longa vida escura

Não adianta mais procurar
Nem sei qual lado eu quero
A resposta está em todo o lugar
Pra ela aparecer eu espero
Por que gostar dessa segurança,
Se ela nos tira as verdades?
Ela quem limita a dança
Na frente ou atrás das grades.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Seu olhar, seu domínio

Com um toque inexplicável,
E um brilho de cobiça,
Seus olhos me conquistaram.

Pareciam guardar um segredo seu,

Um enigma que gostaria de ser desvendado.
Se entretia com a curiosidade
Que o meu olhar transmitia.

Mas eu não podia negar:

Aquele mistério me prendia a você,
Aquele desejo fazia com que a vontade de te ter
Aumentasse cada vez mais.

Se você soubesse do poder que tens,

Mesmo que uma parte dele,
Eu não sei o que seria de mim.

Ironia


Ah! Presente de Deus
pra ser usado pelo inteligente.

Calma

Me abraça, me faz tremer de frio e de calma
Sem avisar, sem ser suave
Do jeito que é, escancarada
Simples.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Meu Ébrio

Vazio, ébrio,
Um ser ex-apaixonado,
Exilado do éden,
Acompanhado por abantesmas,
Fantasmas do passado,
Prístinos.

Lembrança edaz, 
Que me deixa vesano,
Completamente insano,
Primícias de uma relação,
Vício dominador
Esse sentimento dúbio,
Que é o amor.

Me abastada,
Me torna crédulo,
Sobre tudo me dito
E me leva por uma senda,
Caminho estreito e sem saída.

Mas quando tamanho sentimento
Chega em seu limite,
Alcança um estado de sensaboria.
Eu o deixo extinguir com proeminência
E atinjo meu vazio,
Meu ébrio

Novamente.


Ass: Viajante Celeste e Lisianthus Noturno

Meros Zumbis

Estão parados,
Não agem.
Não reagem,
Estão paralizados.
Não se manifestam,
Não têm opinião,
Não têm razão.
São controlados.
Existem sem existir.
Não pensam.
Eles não vivem,
Sobrevivem.
Alguém precisa ensiná-los à viver.
São induzidos,
E a nada reduzidos.
Precisam ser reanimados,
Restaurados,
Recuperados.
Quem poderá ajudá-los,
Tirá-los desse poço sem fundo?
Quem irá trazê-los para a superfície?
Quando virão para a realidade?

Marina


Mulher forte, inteligente, independente, decidida.
Meiga quando quer.
E ainda, por trás de atitudes boas de um ser humano capaz,
Fraca. De mente aberta, mas limitada.
Sabe argumentar, mas sabe que está errada.
Está errada e não muda.
Se olhas pra ela, ela logo pergunta "O que há? O que você quer?"
Cada olhar seu dirigido pra ela parece ser totalmente ofensivo.
Como se ela achasse que você não tem direito de olhá-la,
afinal, ela é "superior".
Não que ela se ache, por que sei que no fundo é insegura.
Mas que é paranoica, ah, isso sim.
Paranoica até não poder dizer mais.
Acha que todos estão ali pra criticar.
Acha que sempre quando falam, estão apontando coisas ruins,
falando rudemente e proferindo ofensas a ela.
Como reação, escolhe ser grossa, louca, descontrolada.
Escolhe dar fora nos outros, sem mínima necessidade.
Sem o menor entendimento.
Fazem QUALQUER coisa ao seu redor e ela já se incomoda,
como se fosse uma rainha que está insatisfeita e que todos temos que agradar.
Mal sabe ela, que a vida é feita de variáveis.
Nem sempre todos estão ali pra criticar.
Nem sempre todos estão ali pra julgar.
E ela julga. Ah! Como julga!
Julga qualquer olhar direcionado a ela.
Qualquer palavra proferida ao seu redor.
Não procura saber o que se passa realmente.
Age pela grosseria.
E assim, afasta quem só está ali para viver sua própria vida,
e não relacioná-la com uma paranoica qualquer.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Minha última carta, não enviada.

Meu Anjo,

      Eu deveria manter-me calada, fingir que não te conheço e não responder aos seus chamados. Deveria fingir que não te escuto. Mas eu não consigo agir assim. Não para sempre. Não consigo fingir ser o que não sou, e eu não sou de deixar ninguém esperando resposta minha. Você, provavelmente, seguiu com a vida. Você, provavelmente, não quis esperar minha resposta. Mas eu não te culpo... ninguém esperaria. Talvez eu esteja agindo mal escrevendo somente agora, mas eu tive medo de escrever antes. Na verdade, nesse exato momento que escrevo, eu tenho medo. Tenho medo do que pode acontecer, tenho medo do futuro, tenho medo por você, tenho medo por mim, tenho medo por nós dois. Espero imensamente que você tenha seguido como se eu tivesse sido meramente um sonho, como se eu tivesse sido uma mera brisa confundível com o resto do vento. Porque, por eu ser uma daquelas pessoas que diz que a palavra 'sofrer' não define a verdadeira dor do 'sofrimento do coração', eu não iria querer tamanha mágoa para ninguém, muito menos para você. Não iria querer saber que você sente minha falta do mesmo modo como eu sinto a sua.
       Eu deveria não ter te respondido. Eu deveria ter deixado as coisas como estavam. Quem sabe as coisas não seriam mais fáceis... Eu sinto muito se estraguei tudo, mas eu senti... sinto sua falta. Não é aquela saudade que uma foto a amena. Não... a saudade que sinto é muito mais complexa que uma saudade física. Sinto falta da sua atenção, do seu olhar, das suas palavras, dos seus pensamentos.
Você pode me deixar no escuro. Fazer o que fiz e manter-se no silêncio... eu não me importo. Podes ignorar-me como tentei... eu não te culparia. Mas eu precisava falar-te. Eu precisava responder-te. Eu não me importo de ficar no escuro. Já fui cega antes, e como da outra vez, voltarei a enxegar sozinha. Mas todos os males que passo e passei, e todas as dores que sinto e senti, não desejo à ninguém. Nem à você, e nem mesmo aos meus inimigos.
Com amor, Viajante Celeste.

Avenida


Cada avenida é só mais uma avenida,
como aquela em que meu coração você deixou.
Destruísse minha alma, minha mente iludida,
e assim, meu amor por você evaporou.

Mas eu sei que toda avenida
nasce e morre em algum lugar.
E que assim, ao longo da vida
outros amores hei de encontrar.

Junto aos meus grandes amigos
eu sei que posso caminhar.
Meu sentimento, há muito perdido
já sei onde vou achar.

Com o sol vermelho em crepúsculo,
na avenida longa, me sinto minúsculo.
E como toda avenida tem início e fim,
deixarei o amor assim voltar para mim.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Tudo...

Abri os olhos aquela manhã...
Nada.
Tentei voltar pro meu mundo,
O mundo dos sonhos...
Nada.
Peguei um livro qualquer,
E tentei absolver suas palavras...
Nada.
Tentei ouvir alguma música...
Nada.
Tentei... tentei... tentei...
Nada. Nada. Nada.
Há dias que nada ouvimos,
Que nada falamos,
Que nada somos.
Há momentos que o vazio
Enche nossas horas do dia.
Mas hoje é diferente...
O que eu sou hoje?
Eu sou tudo.

Dança de amor e ódio


Tuas belezas naturais, ninguém pode negar.
Te vejo tão perfeita quanto uma estrela a brilhar.
Por isso, facilmente consegues me fazer sorrir
quando uma vida contigo penso em dividir.

Seus belos cabelos de ouro
valem mais que mil tesouros.
Às vezes loiro, ruivo, castanho.
Mas sempre ondulado, do mesmo tamanho.

Teus olhos claros eu vejo brilhar
quando a felicidade chega em teu olhar.
Nunca mais vou vê-los sorris
na minha direção, sorrindo pra mim?

Tuas mãos delicadas não vou mais sentir
arrepiando-me a pele, despertando em mim
o desejo da paixão que sempre perdura,
que transforma todo esse amor em loucura.

O teu corpo, esculpido por deuses
nunca mais terei nas mãos.
Sua leveza, brancura e toda a belezura
me deixam em estado de lamentação.

Agora, por fim, peço que (não) voltes pra mim.
Te amo e te odeio, sentimento intenso sem fim.
Me beije, me bata, me ame, me mata.
Mas me perceba, que eu não sou homem de lata.

Te vejo feliz.
Estais sempre a sorrir.
E me pergunto se te fiz
morrer de amores por mim.

Sei que hoje não, mas um dia talvez
você me amou, como pensei.
Mas ao quebrar meu coração e em sofrimento me deixar
me fez cada vez mais te odiar/amar.

Viraste um monstro de repente pra mim,
pois nunca achei que me magoarias assim.
Me dilacerando por dentro e por fora, 
sem parar de pensar em ti toda hora.

E nessa dança de confusão sem fim,
não sei se há amor ou se há ódio em mim.
Se é paraíso ou inferno, não consigo ver.
Sei só que me resolveria se tivesse você.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Monólogo do espelho


E ele chegou em casa outra vez, cansado.
     u as escadas e parou diante do espelho.
    i
   b
  u
S
Se via bem por fora, mas percebeu que não estava 100% contente.
B  a  t  e  u  repetida e consecutivamente em seu rosto acabado.
Olhou-se mais de perto. Percebeu que faltava algo.
Lembrou do que sempre lhe disseram sobre seus relacionamentos amorosos.
"Você vai achar alguém". "Quando você menos espera, acontece". "Não foi culpa sua".
Parou e falou pra si mesmo:
"Estou satisfeito. Não completamente feliz, mas tenho pelo menos em que me concentrar agora. Sei o que fazer, tenho o que fazer. Só me falta fazer. Sei que posso extrair felicidade de qualquer outro lugar, só preciso colocar isso em prática."
Virou-se e enquanto   se     afastava        do           espelho,       percebeu, parou e voltou.
Olhou-se de novo e apenas pensou:
"Felicidade, realmente há várias formas de alcançar. Mas, me perdoem os que já tentaram me mostrar o contrário, o amor é a melhor delas".

domingo, 14 de abril de 2013

Conto de uma alma. Alma? (Parte I)

Por que eu? (pergunta ridícula)
Não consigo respirar. Não posso me deixar viver.
Tem algo errado. Algo falta.
Por que sinto?
Há algo. Ao avistar a escuridão. Ela não para, Ela não se cala.
Continua a sussurrar gritantes sensações distintas, desconhecidas, demasiadas e fortes.
Em mim.
O que está acontecendo?
Não havia, eu, me libertado?
Não vivo. Não é real. Nada nesta vida parece real.
Minha verdadeira alma dorme tranquila enquanto me esforço para não esquecê-la e não pertubá-la.
00:00 .. 12:00 ..00:00..
Não para, Não passa.
Por que não chegas?
Inquietude, Transtorno.
Aconteça! Aconteça! Me desperte, Me liberte.
De onde vem tanta dor?
Torno-me como quem já viveu grandiosos amores, grandiosas vidas, mas se perdeu.
Poeta sofrida. Sofrida de Alma, não de Vida.
Vida.
Já não vivo novamente. Nada é.
Me canso. Meus ossos tremem de dor, minhas entranhas parecem desaparecer.
novamente.

Pare-se!


Vida à velocidade da luz.
Informação correndo a mil.
O "boyzinho" acha que seduz
usando seu jeito tão viril.

As pessoas correm todo dia,
não assistem o luar.
Tem gente que nem conhecia
as maravilhas desse lugar.

A natureza calma e cativante
em meio à destruição humana 
está numa luta incessante
contra a burrice soberana.

Os superiores corrompidos
sugam os bens da população.
Nunca são desmentidos
por aqueles que não recebem seu pão.


E a juventude narcisista
quer tudo apenas em sua mão.
Se diz muito progressista 
mas quando demora, pensa que é tudo em vão.

Violência na tevê.
Estupro no jornal.
Pare-se, você!
Deixe de ser tão banal.

Vá ler um livro,
discuta sobre algo que preste.
A mudança começa em você,
nem adianta fazer uma prece.

sábado, 13 de abril de 2013

Mania morta


Tristeza? Não.
Estranhamente, não.
Ele decidiu, ou talvez apenas sentiu, que não era momento pra isso.
Simplesmente não a sentiu.
Não sei por que, muito menos ele sabe.
Mas, incrivelmente, foi assim.
Até parece loucura, por que drama e tristeza rodam sua vida cada vez que ele leva um tombo.
Sempre teve mania de se rebaixar, se entristecer, se conter no seu canto e ficar ali por horas, cantando músicas tristes e sentindo a dor se espalhar por sua mente.
Mas hoje, não. Não dessa vez.
Ele viu que há coisas mais importantes.
Coisas que valem à pena.
E viu que hoje está feliz. Elétrico. Animado.
Conseguiu dar valor às coisas pelo menos uma vez.
E hoje, quer apenas escrever.
Seja
     assim
           ou
              a
               s
                s
                 i
                  m. Pouco importa.
Está apenas feliz por se livrar dessa mania morta.

Amor eterno, amor sincero...

A senhorita conhecida
Comprava pão para a familia
Estudava e já sonhava
Com sua tão sonhada filha

E no colegio encontrou
Um rapaz bem romantico
Simpático e direto
Atrás e um amor eterno
E ela se apaixonou
Ela encontrou
O seu amor sincero

O amor de sua vida
Não havia percebido
Que teria encontrado
Que seu sonho teria sido
Finalmente realizado
Um amor eterno
E ele se apaixonou
Ele encontrou
O seu amor sincero

Ele falou com ela
Deu um sorriso sarcástico
E ela o respondeu
Com seu rosto clássico
E dos sorrisos surgiu
O amor que queriam
Nem verdadeiro, nem apático
Nem do céu, nem do inferno
Acharam seu amor eterno

E tudo se eternizou
Numa vida tão bela
Ela não o abandonou
E ele não abandonou ela

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ecos do ão


Não diga que foi tudo ilusão.
Sei que assim os sentimentos são,
muitas vezes, induzidos ao seu coração.
Pra você, foi tudo indução.
misturado com intuição.
E eu diria até que opinião
te fez aceitar meu coração.
Mas se não me dissestes "não",
e pra ti, ainda assim, foi tudo ilusão,
volto e te digo que foi nada em vão.
Toda aquela sentimentalização
eu senti, ardendo loucamente a paixão.
Não te lembras da minha mão
suando frio como quem está sob pressão?
Batia incrivelmente forte meu coração.
Acelerava descontrolada minha respiração.
Sentia um aperto no pulmão.
E quando deixastes minha mão,
abalado meu coração,
chorou com razão
a perda de uma nova paixão.
Pode ficar sem certeza, então.
Eu sei que vivi uma emoção
que ainda outro dia ou não
vou reviver com comemoração.
Geralmente, não tenho pé no chão,
mas minha opinião
é que você viveu uma ilusão
e eu, sem saber, parei na tua mão,
dominado, como um animal de estimação.
Mas ainda assim, não vivi ilusão.
Meus sentimentos eram sinceros, digo de coração.
E se infelizmente no fim me destes um "não",
mesmo saindo cabisbaixo como um chorão,
depois de passar por um momento de revelação,
percebi e te garanto que nada foi em vão.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

É você


Acordo e o dia já não é mais o mesmo.
Vou até a varanda e já não sei o que vejo.
Mas em meus pensamentos, é por você que eu chamo.
Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo!

A luz do sol na janela do quarto,
nada me incomoda, não importa o que eu faço.
Nem mesmo o fato de estar aqui
ao saber que não se encontras ao lado.

Pois não estais aqui em presença,
e sim, sempre, no meu coração.
Diria que até em meus pensamentos
não desgrudo de ti, não te esqueço, paixão.

Infelizmente, já não te vejo a dias,
mas é simplesmente impossível te esquecer.
Por que, apesar de não pensar que isso algum dia diria,
sim, a mulher que eu amo é você.

Voraz Segredo

Que voraz segredo
Guarda esta chama infinita?
Um fogo ardente de paixão,
Vontade de tocá-lo para amar,
E sentir seu calor.

Inesquecível lembrança!

Desdobrar-se sobre os lençóis que me acomodam,

Pecar luxúrias humanas com você,
Entre abraços e carícias,
Beijos e prazeres,
Para no final apenas ver seus olhos.

Assim vagarosamente envolver-me, 

Num sorriso de ternura,
Para no fim sonhar,
Doces ilusões

Ah, eterna felicidade!


Que apenas aquele sentimento faz.

Que apenas aquele sentimento nos trás.

Eu te amo.

Efeito Borboleta

Não me importo, nem finjo importancia
Perceber isso não é um ato de grande inteligencia
Mentiras delicadas rodeiam os dias
Chutam-se as portas, rasgam-se as folhas
Não faça assim, dizem
Gritam
Insistem no transforme agora, amor no futuro
A cicatriz do agora, rirá da sua ingenuidade quando o dia amanhecer
Meu bem, entenda
Nada vai mudar o efeito borboleta.


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Retorno ao puro

Carros a toda hora
Televisões, jornais
Todos mostrando suas tragédias.
Todo maldito dia.
Trabalho, revolta, assaltos, miséria.
Apenas desejo fugir desta deprimente rotina
Rotina do cidadão contemporâneo,
Da globalização, da falsa liberdade. 

Quero apenas fugir.
Na divina floresta residir.
Apenas o puro é o que quero sentir,
Ao mesmo tempo em que em conjunto
Ar, Água, Animais naquele pedaço de mundo
Façam com que eu possa aproveitar.
A poderosa energia das plantas,
Que minha alma quer tanto se conectar.
Sentir todo o microcosmo, todo o macrocosmo, 
Fluindo de forma harmonicamente imperfeita.


Te amar (Anna...Anna)

Amar você é como escutar o meu coração bater o seu nome. 
"Anna... Anna". 
É como respirar teu nome cada vez que inspiro ou expiro. 
"Anna... Anna". 
É como andar, e em cada passo escutar teu nome. 
"Anna... Anna". 
É como escrever e em cada rabisco, cada traço, enxergar teu nome. "Anna... Anna". 
É como pensar e, em cada imaginação realizada pela minha mente, te ver brilhando. 
"Anna... Anna". 
É como sonhar e perceber que é você quem eu sonho. 
"Anna... Anna". 
É saber que você é tudo que eu faço, tudo o que eu sou, tudo o que eu quero, quis e vou querer. 
"Anna... Anna". 
Te amar é loucura, é ser louco, mas se não é amor, nada mais há de ser.

Meu anjo...

Que brilho é este que tens no olhar?
Que me cativa,
Me facina
E me faz querer te conquistar?
É um brilho único,
Visto em nenhum outro lugar.
Um brilho tão belo
Que me faz pensar que és um anjo.
Um anjo destinado a me mostrar
O segredo da vida que é amar,
Destinado a caminhar
Do meu lado sem recuar,
Sem me deixar ser derrubado,
Sem me deixar desistir pela covardia,
E sem me deixar sentir
A solidão que antes sentia,
Nem por um momento sequer.
Não és uma pessoa qualquer
Que encontrei por acaso.
És meu futuro, minha sina, meu pecado.
Minha ilusão, meu sonho, minha perdição.
Minha salvação.

terça-feira, 9 de abril de 2013

E foi com o vento...

       Acordo e me vejo numa manhã fria e nublada de setembro. Não chove, apenas venta. E a cada brisa que passa próxima aos meus ouvidos escuto teu nome. Meu coração acelera um pouco. Minha mente fica confusa. Quando consigo voltar à minha sanidade (ou insanidade), vejo que sinto sua falta. Não consigo me conectar com teu mundo. Queria que estivesses aqui ao meu lado e que conseguisses ouvir cada pensamento meu e ler cada gesto que eu faço. Queria tu ao meu lado, para assim ser feliz, nem que seja por um momento, nesse dia aparentemente triste. Sentir o calor da tua pele e o cheiro dos teus cabelos. Te ver ficar vermelha toda vez que eu fizesse alguma coisa. Essa minha insanidade me deixa louco, pois não consigo parar de pensar em ti. Acordo, e quando me dou conta estou pensando, não qualquer pensamento, mas pensando em te encontrar. Será que você também estaria pensando em me encontrar? Eu não sei exatamente o que é isso que se passa dentro de mim, só sei que passa. Às vezes me pergunto se te amo de verdade. Não sei. Nunca me senti como me sinto perto de ti. Não fico tão nervoso como já fiquei perto de outras paixões. Muito pelo contrário, me sinto confiante e totalmente seguro. Se me coração bate mais forte ou minha respiração fica ofegante e minhas mãos tremem, eu nem sinto. Quando estou ao teu lado, eu só sinto um calor exalando do meu peito e penso comigo mesmo: "isso parece estar tão certo". Talvez a única coisa que posso comparar com as outras paixões é que eu ainda penso muito mais em ti do que em qualquer outra coisa. Penso o tempo todo, desde quando acordo até a hora em que já não consigo pensar em mais nada e praticamente desmaio de sono. "Se isso não é amor, o que mais pode ser?". Se os ventos conseguem chegar aqui carregando teu nome, peço para que cheguem a ti carregando meus pensamentos, ou melhor, meus sentimentos. Não sei se realmente devo dizer isso, mas sei que penso isso o tempo todo. Então, que a brisa matutina leve até você e sussurre ao pé de seu ouvido: Eu te amo.

Signos, emblemas, figuras...

Traços, curvas, retas...
tudo combinado... 
um símbolo, um significado. 
Uma frase numa imagem. 
Muito pode ser dito com uma insígnia qualquer.

Ciclo

       Em uma rua, no meio da noite, falta luz e um vulto estranho vem em minha direção. Eu desesperadamente corro. Corre até parar em um beco sem saída. Eu apenas fecho os olhos, choro e rezo. Você sabe como rezar, mas aquele vulto não queria ir embora. Após tantas preces para que aquilo que me amedrontava fosse embora, começava o silêncio. Ao abrir lentamente os olhos, você vê durante poucos segundos, uma moça angelical que possuía uma aura de cor azul-celeste envolvendo-a. Sua pálida porém perfeita face. Suas asas como as de uma borboleta. Espírito divino. Que eu, envolvido pelo meu medo, apenas ignorei. Ignorei tão divina presença em minha frente materializada. Sei que estará lá algum momento. Quando largar meus medos na sarjeta e apenas como admirador da beleza, sentarei e esperarei... O que faz aquela pobre alma em uma rua tão escura? Devo guiá-la...

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Desejos de pôr do sol


Queria sentir teu calor no meu pescoço,
Atravessando minha pele até atingir e fazer tremer meus ossos,
Tremulando minhas mãos.
Ver o teu rosto, claro como giz.
Ou talvez, apenas ver seu sorriso e ser feliz.
Depois, beijar-te a boca e ver que és humana.
E atirar meu corpo aos teus braços.
Quero assistir ao amor e o nervosismo tomando conta de seus olhos.
Sentir o cheiro da paixão se aproximando.
E finalmente ver que me amas e que isto está em seu rosto estampado,
Enquanto assisto ao belo pôr do sol contigo.

Sonho x Realidade

Abrindo os olhos,
Vejo o amanhecer,
A brisa acaricia meu rosto
E faz um sorriso preguiçoso aparecer.

Queria estar voando nas maravilhas de um sonho.
No descansar, no viajar.
No mundo sem tempo.
No mundo infinito.

Por que esse mundo não é real?
É tão sem sal a realidade,
É tão sem açúcar,
É tão sem cores,
É tão difícil...

No que ela pensa...

Espero...
Eu espero ele todas as noites.
Quando ele chega,
Falar comigo é o que ele faz.
Ele me beija,
Me abraça com carinho.
E então, nós saímos
Perseguindo a lua.
Ao voltarmos para casa,
Ele me deixa sozinha novamente
E mergulha em seu inconsciente.
Eu o acompanho nessa jornada
Caindo em sono profundo,
Sem nunca o deixar só.
Eu sei que amanhã,
Passarei o dia solitária,
Novamente esperando,
Aguardando sua chegada.
Mas eu não me importo
Pois confio que ele vai voltar na noite seguinte.


domingo, 7 de abril de 2013

Cobra

Em seu olhar
Tem um veneno que te paraliza.
Que animal tão belo,
E também tão traiçoeiro.
Te encanta
Só para te machucar.
Te paraliza
Só para se aproximar.
Um toque contra tua pele
Vai te matando aos poucos.
Que veneno é esse?
Age de modo tão rápido no início,
Que te faz querer viver
Com medo da morte.
E age de modo tão vago em seu desenrrolar,
Que te faz desejar a morte
Por conta da dor que seria continuar viver.
Não há antídoto para esse veneno que te consome.
Você precisa de forças,
Para aguentar a dor,
E precisa de coragem
Para enfrentar a morte.

Sou o que sou

Sou assim, desse jeito.
Do meu jeito me acho e vivo sempre.
Não complico o que não preciso.
Não escondo o que sou quando espreitam à minha porta.

sábado, 6 de abril de 2013

Poema perdido!

Escrevi um poema e ele foi embora.
Esvaziei um pouco da minha alma e ela foi embora.
Se a encontrares, não deixe-a andando sozinha por aí.

Também já não peço por devolução pois esta já me foi a algum tempo.

Ah!! Que tragedia me ocorreu.
Como pude? Logo eu, perde-la de vista.
Talvez ela volte quem sabe um dia.

Ou tenha se encontrado nos braços de um soneto cafajeste.
Sorte daquele pedaço de alma, ingrata.

Mande lembranças se a vedes,
mas não diz que estou com saudades.
Se eu a ver, apenas acenarei com carinho e nostalgia.
Saudade do que era?
Saudade não. Apenas respeito.

Declaração à Lua


      Eu queria poder ficar parado apenas te assistindo surgir. Te ver o dia inteiro. Infelizmente, você nunca está lá sempre. Nunca está nos meus momentos tranquilos e mais iluminados. Só apareces quando finalmente a escuridão tenta tomar conta de tudo ao meu redor. Às vezes, nem apareces por completo ou demoras tanto que chego a perder minhas esperanças. Mas quando vens, brilhas tão bela que enlouqueço, me apaixono, me reapaixono por ti e fico louco pra observar cada movimento delicado que fazes a meu redor. Por que és assim tão bela? Por que és assim tão inalcançável pra mim? 
      Outros já chegaram aos seus pés e te aproveitaram, ou pelo menos assim dizem. Ninguém sabe ao certo. Só temos esperança de que sejas mais acessível do que mostras que és e assim acreditamos que podes ser alcançada. Com esforço incrível, mas podes. 
      Queria poder te falar que não vejo mais linda. Se quisesse fazer uma loucura de amor, te pegaria pra mim, e não para outra como já ouvi falarem. Você é mais essencial que elas. É maior que todas elas juntas. Sei que sempre que falei, você nunca me ouviu, mas Lua, quer se casar comigo?

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Misterioso charme das Annas.


Essas Annas que surgem em minha vida.
É incrível que quase todas que conheci me fascinam.
Com seus singulares e, por vezes, tímidos sorrisos.
Seus olhares apaixonantes, de deixar em transe.

Oh, que pena. O tempo acabou
E naquela troca de olhares perdidos,
Sem a capacidade de falar com a mesma.
Apenas pensei em como ficará na minha mente,
Mas provável que não muito tempo em minha vista.

Encantadoras Annas.
Malditas Annas.
Divinas. Annas.
Enigmáticas Annas.
Ainda tentarei entendê-las.
Seu mistério compreender.

Mas de tantas tão belas,
Apenas desejo a pensar naquela.
Aquela que, em um momento aleatório,
Atingiu-me de forma realmente profunda.

É pura poesia...

           O amor é um sentimento poético, pois não é algo simples. Para algumas pessoas, um poema, assim como o amor, chega fácil no coração. Mas ele não deixa de ser complicado. Um sentimento como o amor ataca alguém sem esperar, sem calma, sem hora marcada. E um sentimento como esse não é fácil de expressar, porque são tantos sintomas diferentes, que se confundem entre si. Um poema pode ser tão complicado quanto, pois são tantas ideias para se colocar no papel que você não sabe como começar, nem quando terminar. Você tem a intenção de escrever duas linhas, e escreve duas páginas. E a inspiração para um poema vem num estalo, e vai embora com o vento num segundo qualquer. O amor é uma poesia: não tem limites para quem escreve, mas pode facilmente cansar quem lê.

Geração ativista do Iphone.

           Nota-se que temos apego à palavra dita. Mas não suficientemente. Tantos falam da injustiça da coisa, da passagem de ônibus, das notas erradas, do desvio de dinheiro público, de representante dos direitos humanos que fere aos direitos humanos.. Mas a verdade é que ninguém se importa muito. Esses que se dizem intelectualizados, atualizados, ativistas. Uma geração em busca de ideologia, de algo para mudar o mundo, mas com medo demais de sair de casa, de estar sozinho. Protestam por trás de seus computadores. Computadores têm memórias variáveis, apagáveis, de muita informação mas pouca promessa. Não deve ser por falta de querer, deve ser por comodismo. Se ele não levanta, por que eu deveria? Aí ele não levanta, eu não levanto e ninguém muda nada. Ultimamente está tudo tão fácil, que correr atrás do difícil não vale a pena, é perda de tempo. Temos medo de perder nossas coisas mais que nossos amigos. Perder. Sim, e por que estamos perdendo o apego à palavra dita? Será que é por causa desse nosso silêncio agora, diante de nossos computadores?

Como tudo deve ser

      Uma manhã fria e ensolarada. Você na cozinha, vestindo uma de minhas camisas velhas e grandes e fazendo chocolate quente. Vem até mim, me dá um abraço, um beijo e diz que me ama. Pega minha mão e me leva pra varanda. Juntos, assistimos o sol acabar de nascer junto às nuvens de branco algodão. Sentindo aquele aroma de grama molhada e o ar gelado passando por nossas peles e nos abraçando na rede. Juntos, colados, perfeitos, como tinha de ser.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Já?

Já teve vontade de gritar? Pro mundo, do mundo, de fora pro mundo?
Simplesmente gritar, berrar.
Já teve vontade de parar? Desligar tudo, todo mundo?
Não pensar em nada, só parar.
Já quis perseguir um sonho? Um que fosse só seu e que ninguém
mais tenha sonhado?
Já não teve a mínima noção do que você quer? Onde tudo estivesse bagunçado
e quis não sentir culpa por isso?
Qual o problema em não querer nada?
Qual o problema em querer nada?
Qual o problema?
Problema?
Qual?

Carta de saudade

            Todo esse tempo sem te encontrar é uma tortura. É como procurar algo que está escondido onde nunca será achado. Estar sempre nos meus pensamentos não é a mesma coisa que estar sempre ao meu lado, em carne e osso. Não é a mesma coisa quando eu sinto seu cheiro suave de perfume. Quando toco tua pele lisa e macia. Quando acaricio seus cabelos fofos ou seu rosto delicado. Quando te beijo a boca e sinto teus lábios doces. Eu preciso de você. Preciso te encontrar, te abraçar, te beijar, te amar. Dizer que te amo é o melhor remédio pra tudo que eu tenho. Te ouvir dizer que me amas, é a melhor sensação do mundo. Mas viver sem poder te falar ou te ouvir, eu juro que é mais que ruim. É desesperador, angustiante e entristecedor. Mas apesar de tudo, meu amor, um dia vou reencontrar você. Eu sei, é drama falar desse jeito, mas como você já sabia, eu sou nada perfeito. Daqui a pouquíssimo tempo, eu sei, vou te ver e, meu amor, mal consigo esperar pra ver você.

Outro

Em algum lugar ou Ainda não é, mas poderá vir a ser Estou em nenhum lugar Imagina que louco seria Se eu não estivesse aqui Em que outro lugar estaria. Quais outros olhares. Seriam melhores? Quão insatisfeito sou Por sempre achar que o que tenho Seria melhor se eu não o tivesse. Outros lugares, amores e sabores. Tudo é melhor quando em outro lugar habita.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Valores


Coloquem um preço sob a minha cabeça.
Coloquem em mim uma etiqueta do mercadinho da esquina.
Coloquem meu nome no cardápio da cantina.
Coloquem meu nome, pra que ninguém me esqueça.

A sociedade virou consumista.
Tanto que acabou perdendo seus valores.
O que antes podia ser chamado de amores,
hoje é só sentido capitalista.

Se antes, o homem perfeito era aquele que te amava,
hoje virou aquele que mais é esnobe.
Claro, ele não é nada pobre,
e ainda ria de todos quando de carro novo passava.

E eu, que nunca fui rico,
bonito, simpático nem divertido,
entregava-me de corpo e alma às donzelas, derretido,
sem saber que esse era meu erro. Agora suplico;

Deem-me valor, pessoas e afins.
Com certeza não sou humilde, e não me gabo por nada,
mas sei que inteligente eu sou, e depois dessa mancada
nunca mais vou deixar de dar valor a mim.

Declaração.

Enxerguei o amor, e foi assim.
Tão simples quanto havia de ser.
Por hora, sem mistérios, sem segredos.
Só amor mesmo.

Ai se ele soubesse!
O quanto é prazeroso
sentir o meu ser observando
(atentamente)
não como quem espera,
mas quem sente.

Enxerguei o amor.
E foi assim que comecei a viver :
Deslumbrada com a sua beleza.
Óbvia, honesta,clara mas complexa.
(assim como a natureza)

Mas eis que não o tive com frequência
e fui vivendo assim, a vida na pausa.
Uma hora se vive.
Outra se para.

Combate Interno

O estímulo entra no recinto!
Inicia-se o combate:

Inspira... 1
Expira... 2
Mantem distância... 3
Não joga nada... 4
Não xinga... 5
Não pensa... 6
Fecha os olhos... 7
Mantem a lucidez... 8
Não se mexe... 9
Conta 10...

O estímulo sai do recinto!
Paz restaurada.

Chuva


Vem começando a chuva.
Som tão potente e sereno.
Vêm as emoções.

A alegria,A tristeza,
A vida,A morte,
O ódio,O amor,
O calor,O frio.

A visão perfeita.
Evento temporal que me faz pensar:
MARAVILHOSA CHUVA
MALDITA CHUVA
ENFIM CHUVA
DE NOVO ESSA CHUVA?

Chuva, chuva,
Apenas desejo que suma
...de meu coração.
Suma, e dê tempo para que cresçam,
As sementes, as boas e as ruins,
Que tanto de sua água receberam
E que agora, só esperam o momento...

...O momento, em que o Sol venha,
Que o Sol elas sintam, que elas vejam
Que com Sol elas vivam, que elas floresçam
Mas que não se vá para sempre.

A questão não é que eu te ame e te odeie.
Venha e em mim se instale,
Mas apenas peço que não fique sempre
Mas porém, por toda a eternidade.


" A Chuva dentro de um artista é necessária para que o mesmo experimente as sensações que ela trará e que, depois, com a poderosa luz da mente, ele colha sua própria arte. " (Praun, Mario Hugo)

Suicídio. A luz, a renúncia, a dúvida.


Quando a loucura e a dor predomina,é decidida a hora da jornada ao vale dos suicidas.E sem de nada lembrar, acordar em uma outra vida.Uma vida em morte, porém essa parece que brilha mais intensamente.Deixei minhas últimas escritas, e ,pouco tempo depois, já estava de ida.Mas algo aconteceu na hora.Eu vi A Luz, meu amigo.A luz se aproximava de mim na forma de uma outra luz.Luz serena, luz de uma ninfa.Que tocava suavemente em mim,Enquanto lentamente morria.Levaria-me com ela, e com ela estaria durante a lua infinita.Mas ao mesmo tempo, recusei a partida.Estranho impulso mostrava que eu voltaria.E volto para minha cama, às 3 da matina.É relativamente bom estar de volta ao dia.Mas realmente venho a pensar:
por que eu quis voltar?por que maravilhosa oferta recusar?Sentirei falta daquela bela moça aos pouco me acolhia no processo da morte. Mas posso vê-la até hoje. Em suas belas formas e seu jeito interior
característico. Mesmo que de longe. Deixa a vida mais tolerável.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Abraço

O conforto mais forte
pra quem nota, o mais quente
pra quem sente, o mais íntimo
pra quem morre, a vida
pra quem vive, o carinho
pra quem teme, o escudo
pra quem avança, a segurança
pra quem defende, a honra
e pra quem honra, o destino

Abraçar não é cobrir
abraçar é sentir
Envolver com sentimentos
fazer sem arrependimentos
abraçar não desgasta
abraçar só acaba
com toda e qualquer morte
dá vida, e é sorte
ter alguém que se importe
com qualquer ida
e se preocupa com que volte
seja um ou mais seres
vai ser sempre o abraço
que pode ser com língua ou braço
que vai curar qualquer corte
e qualquer ferida
que tiveres na vida
só o abraço...

Pensamentos de um aborrescente contemporâneo


Hoje não penso, não faço, disfarça.
Talvez seja o dia do estopim.
Não sei mesmo, não acho graça
envelhecer, fazer "seventeen".

Sinto que o tempo passa,
e a cada minuto vou morrendo assim.
Se hoje a vida até que tá massa,
amanhã já penso em usar uma bala de festim.

Adultice dá preguiça,
quero tudo na mão.
Nunca procurei saber o que é premissa,
quero apenas discutir sem razão.

Pra finalizar esse poema,
eu quero apenas rimar:
sol, chuva, céu, mar
laiá laiá laiá laiá

Como um sonho


Como um sonho singelo
Foi como tudo pareceu,
Lembranças frívolas
E saudosas de ser.

Aparente seu rosto adormece,
Para em minha alma ficar,
Imagens de outono
A uma primavera findar.

Pernoites ao seu nome sussurro,
Sem persuadir com outrora melancolia,
Desejando por final suprimir
Todas as memórias duras,
Guardadas sem dispersar.