quinta-feira, 25 de abril de 2013

Pensamentos e diálogos d'uma tarde no café


Uma lácrima no olho ou nos lábios
Estou sendo torturada ao máximo
Tenho uma vida pela frente, com morte no fim
Lembranças neutras de uma vida sem sal
Na mesa redonda, cabeças que falam
Bolsos, chapéis e dinheiro, acabando
O café sugando minhas forças e minha vida
Na bilheteria do trem da vida, deuses e monstros
Rir da desgraça, só
Sonhos todas as noites, sem intervalo
Me fecho em portas entreabertas
E sonho com a minha cadela
Saiu. Saiu e foi com o vento, ao vento, pro infinito
Caiu, a cabeça latejando, era libertador
Isso é muito complexo
Janelas ao redor. Sem luz, mesmo assim
A perfeição não é deste mundo
Eu acordo pra ficar doidão
Macrocosmo e microcosmo resultam no mesmo
Comendo petit-gateau, acabei raspando o prato
Elementar, meu caro julgador
Copo, mesa, pai, amor e sexo e mais um café, por favor (que se dane o por favor, me dá essa merda)
Meu relógio e meus anéis incomodam, mas não os tiro
Dadá era um menino muito inteligente
Não consuma ácido
E além disso, preciso ligar para o meu pai
Bora, precisamos de agilidade
Não, não, não, não...
Preciso de uma dose grande de insulina! Me deem logo!
A cabra do meu avô comeu os próprios filhotes
Dama na rua, selvagem na cama
Ame quem não te ama!
Quero ir pra casa
Não era lua, nem bananeira, era a mãe de Pedro Bó!
Celular toca a todo segundo... em minha mente
Cadê meus óculos escuros? Eu sou uma planária!
Sem ideias. Mente vazia, oca
Mais uma xícara, por favor
Acabei de começar a pensar
Este silêncio deixa-me surdo
Os cavalos estão vindo, então é melhor correr!
Acabou.
Mas já?


Créditos: Nós todos, seres retroguardianos e nossa querida amiga Rhaíssa Feitosa, comemorando um mês de textos e poemas.