sábado, 30 de novembro de 2013

Amor (II)

O amor é um livro
Eu sei por todo o clímax que dá
Quando você pensa que hoje vai encontrar
Quem dá ao seu viver, motivo
Eu sei pela imaginação que tem
E pela atmosfera que retém
Pelos personagens que lhe prendem
E pelas coisas que todos aprendem
Quando o amor chega no fim
E quando a gente supera
E se abre de novo a primavera
E o livro recomeça, enfim

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Catando flores

Bem me quer?
Bem te quero
Mal me queres
Mal te quero
Quem me quer?
Mal te faço
Mal te espero
Bem tolero
Mal de fé
Corpo espero
Ganho pé
Dou-lhe até
E receber, espero
Má paixão
Bem tolero
Uma moderação
Séria, solidão
Mal tolero
Não tolero, não
Sou mais que mero
Puro coração
O que queres?
Os quereres tu me dás
Se tu me esperes
Te dou amor tenaz
Mal me queres?
Outro bem me quer?
Bem me quer?
Bem quer não
Bem quer solidão
Mal dará seu coração
Bem dará desilusão
Outra flor espero
Nos braços da fé
Será que ela me quer?
Não quer, não
E ela, me quer?
Também não
Dancei com pé
Caí de coração
Terminou ilusão
Mal me quer?
Bem me quer!
Não quer, não

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Cross

Eu imagino se eu cruzo sua mente alguma vez
Como cruzei seu corredor
Pois isso acontece comigo o tempo todo
E é o suficiente para arrancar meu normal
Me deixar palpitando total
Quase assassinando minha respiração
Quando olhares se percebem e se desviam
Por outro lado, tudo bem
Nunca mais fui o mesmo
Era pra ter sido o motivo da minha morte
Mas deixei de lado meu suicídio
Comprei uma bússola e estou indo para o norte
Serei dórico, jônio e mixolídio
Pois o que uma vez eu fiz já não é coisa que se faz
Eu não serei quem sentenciará minha própria morte
Nunca mais
Eu tenho preciosos amuletos que me fazem forte
E capaz
Eu tenho minhas torres
E te espio por atalaias
Com meus olhares de águia
Já sei dos teus movimentos
E vou te deixar em paz
Antes que tu vire meus tormentos
E eu invente de te querer ainda mais
Não é e nunca foi assim
Já mudei, vou me libertar
Ainda não encontrei o futuro da vida
Mas posso descobrir o mundo inteiro até lá
Não custa nada tentar

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A mulher de verde

Aí eu acordei nos meus sonhos
E levantei
O escuro, o escuro e a escuridão
Rastros de claridade perdida
Se escondiam ou eram refletidos
Pelo verde
Sim, pelo vestido verde
A mulher de verde
Surpreendetemente parada na minha porta
Apenas sorrindo
Como se todo esse cenário fizesse algum sentido
Como se ela estivesse feliz em me ver
Em voltar para mim
E eu a pensar
Mas quem diabos é você?
E nada de ela falar...
Era verde de quê?
De esperança?
Não era nada de amor...
Não era nada de nada
Era só medo com raiva e pavor
E eu, sei lá
Nem sabia o que fazer
Também não entendi
Joguei tudo que tinha pela frente em sua direção
Para impedi-lá de avançar
E nada funcionou
Por que, na verdade, ela apenas ficou lá
Com seus olhos sorridentes
Me observando
Quase esquizofrênica
Mas claramente feliz em me ver
E eu, com mais confusão
Me injetei adrenalina
E parti pra cima
Não sabia o que seria
Só queria findar aquela história ali
Agarrei meu violão com firmeza
E avancei sem titubear
Cheguei mais perto...
E mais perto...
E mais perto...
Tudo em milésimos de segundos
Que passaram bem devagar
Mas a expressão dela não mudava
Sempre sorridente, convidativa
Apenas satisfeita por me observar
E isso me explodia por dentro
Me fazendo perder a cabeça
O que me fez querer tirar a cabeça dela, ao invés de perder a minha
Como golpe final, bati sem perdão
Estourei mesmo o violão
Em seu corpo, pensado por mim, frágil
Mas nada acontecia
Ela nem se movia
Estava calmamente toda cheia de olhares
E meu desespero me subia
Já não sabia mais o que fazia
Bati de novo e de novo sem perdão
Mas nada movia ela do lugar
E eu, louco de raiva de confuso
Derramei minhas lágrimas angustiadas
Sem sentido algum
Mas com direção e velocidade
E depois de tanto esforço
De tanto choro e desespero
Baixei minha cabeça e a presença dela se foi
Não sei se foi andando e se retirou
Não sei se se teleportou
Só sei que sumiu
E em mim deixou
Meu quarto vazio
E meu coração acelerado
Palpitando errado
Por ódio e amor
Pulei pra fora do meu devaneio
E me vi sentado na cama outra vez
Com apenas algumas luzes refletidas no corredor
A porta estava aberta
E todo o resto, escuro
Mas agora, já não tinha ninguém lá
Só a rápida confusão
A forte indagação
Os resíduos de um nervosismo
E meu acelerado coração

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O corvo

Era uma madrugada de quinta sombria
Nem um único morto piava no silêncio da noite
Nem uma alma penada
Eis que, atordoado no meu quarto
Avisto um intruso rompendo a angústia do momento
De penas negras e olhos vermelhos, trazia notícias de morte
Era corvo, era cavaleiro da desesperança

Já desiludido de todos os amores
Perguntei pra aliviar meus temores
Se é que era assim que aconteceria
Queria deixar de maresia
O corvo, soberano, chegou pomposo
Repousou sobre a ponta do guarda-roupas
E disse:
 - Sou negro, sou forte! Sou cavaleiro da morte! Vim te mostrar que pro futuro não terás sorte. Me pergunta o que quiseres, desde que te conforte.
 - Viverei o resto da vida assim? Elas todas correrão sempre de mim e amargurarei uma solidão sem fim? - Perguntei.
 - Tua alma foi amaldiçoada pelo próprio Satanás! Se queres amor de volta, nunca terás. Nunca mais! Nunca mais! - Respondeu o corvo imponente.
E eu, desesperado e delinquente:
 - Por que é tão injusta a vida? Meus amores estão sempre de partida e meu coração, alma dividida.
 - Teu coração não é coisa que se faz. Estás num mundo de ilusão, odiado como o próprio Barrabás. A justiça que queres, nunca terás. Nunca mais! Nunca mais! - Disse o corvo.
E eu, pra descobrir minha sentença:
 - O amor que espero da vida posso algum dia ter? Pode um dia essa alma sofrida ver um amor acontecer?
 - Foste sentenciado vidas atrás. Tudo o que queres de amor nunca terás. O divino não volta atrás. Sofra, rapaz! Não terás nada disso. Nunca mais! Nunca mais!

E rompendo a tensa estática da conversa
O corvo bateu em retirada
Minha alma ficou pálida, desesperada
Fui à janela, gritei para ele voltar
Mas já estava entre as nuvens, sob o luar
E soltou um grito de suspiro tenaz
Sobre aquilo que nunca vou encontrar
Nunca serei digno de amar
Ou, se quer, capaz
Nunca mais! Nunca mais!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

As almas

E que tal mais uma xícara de café?
Saboreio meu pedaço negro de câncer
Não tenho reclamação nova
Deixe estar como o mar
Me dê motivo pra repensar
Ou até pra pensar...
Um suspiro
Quão produtivo, cheio de qualidade
A divindade é pura como o luar
E as nuvens representam as areias do deserto
O qual fui embutido
Por uma razão e um segundo
Nada mais faz sentido
Nunca tem explicação no mundo
E é braçada de novo e outra vez
E pensa, resolve, digita, telefona
Vira fã da telinha e da telona
Da alienação um pouco mais freguês
Se perde, esvai
No espaço, se decompõe
Sentido não vai procurar
Vamos morrer assim(?)
Não sei a quem questionar
Já não consigo achar
E ainda assim, nem procurei
As almas não sabem o que podem ser
Deixam todo o planeta num frio...
E a vida corre, sem se perceber
O quanto nós todos somos um grande vazio

domingo, 24 de novembro de 2013

You and I

I like those ones I can only have with you
The feeling about them is incredible
It's the way how I don't need a shotgun
But our subjects start as a single thing
And they could just end up like a whole album
You just have that one thing I want
And you won't leave me alone when I ask for more of it
I don't need to steal your good will
Or take a shortcut
'Cause our words run free and together
It doesn't matter what you decide
It will ever be you and I

Você e eu (tradução)
Eu gosto daquelas que só consigo ter contigo
O sentimento que elas passam é incrível
É a maneira que eu não preciso de uma espingarda
Mas nossos assuntos começam com uma coisa só
E eles podiam acabar como um álbum inteiro
Você tem aquela coisa única que eu quero
E você não vai me deixar só quando eu quiser mais disso
Eu não preciso roubar tua boa vontade
Ou pegar um atalho
Pois nossas palavras correm livres e juntas
Não importa o que você decida
Sempre será você e eu

sábado, 23 de novembro de 2013

Amor (I)

O que é o amor?
Eu tento entender
Não sei explicar
Nem vou controlar
Vou apenas deixar
À cabeça subir
E ele vai perpetuar
Daí, eu vou descobrir

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

E foi-se

Já tenho as canetas
As letras
As palavras
As sentenças
Os papéis
As teclas
Os dedos
As dores
Os amores
As paixões
Os corações
As pessoas
Os problemas
Os descasos
Os sofrimentos
As vidas
As esperanças
Os luares
Os sóis
As solidões
Os suspiros
Os desejos
As rimas
As críticas
Os pensamentos
As metas
Os erros
Só me falta
Ser poeta
Ou escritor

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Palavras de um andarilho urbano

Mas como ser feliz apenas consigo?
O humano surge para deixar algo para outros.
Humanos surgem para ter contato com seus iguais.
Pode ser aquela linda virgem no fim do corredor.
Pode ser também um não tão gentil bêbado,
O mesmo que lhe deu uma voadora,
Enquanto comprava cigarros na mercearia.
O humano está aqui, além de tudo, para ser feliz em conjunto.


Tempo

Tempo, tempo, tempo
O tempo não tem parada
Se arrasta pelo vento
Te mete em emboscada

Tempo, tempo, tempo
O tempo não tem parada
Se não há nada, passa lento
Como passa a madrugada

Tempo, tempo, tempo
O tempo não tem parada
Vai deixar em descontento
Quem se mete em roubada

Tempo, tempo, tempo
O tempo não tem parada
De preto, preencher eu tento
O vazio que eu tenho é nada

Tempo, tempo, tempo
O tempo não tem parada
Vem me encher de sentimento
Que eu me vou em disparada

Tempo, tempo, tempo
O tempo não tem parada
Com o silêncio, é um tormento
De deixar alma desesperada

Tempo, tempo, tempo
O tempo não tem parada
Tu vem que eu te aumento
Pra não ter que fazer nada

Tempo, tempo, tempo
O tempo não tem parada
Venha que eu lhe esquento
Com bebida e balada

Tempo, tempo, tempo
O tempo não tem parada
Vai-te embora, meu tormento!
Melhor eu ser desalmada

A primeira última vez...

Não tenho mais chão.
Minhas pernas tremem.
Quero que você me segure.
Não sei porque perco as forças,
Mas o que sei
É que só acontece quando estou contigo.
Se não for com você,
Nada sinto além de saudades suas.
Percebi que sem você
Não há prazer
E eu desejo te ter
Mesmo sem poder.
Você não me daria uma última vez...
Daria?
Um primeiro último beijo,
Um primeiro último sorriso,
Um primeiro último toque,
Um último momento só nosso.
Me presentearia com sua companhia
Uma primeira vez?
Não...imagino que não,
Afinal, você tomou sua decisão
E afastou meus desejos da realidade
Sem nenhuma piedade.
Agora somente em sonhos
Eu te tenho em meus abraços.
Agora em momentos de solidão
Só o que tenho é você no coração.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Poetas

Poemas, poesias, versos e rimas
Seus respectivos poetas
Quem és tu e quem sou pra chegar dizendo, ou melhor, escrevendo
Se autodenominando poeta
Quem nós somos senão meros indivíduos? 
Não, não meros indivíduos.
Fugimos da realidade, mergulhamos em nossa realidade e eis um novo mundo
Ah, a utopia e olha só a diversidade que nós temos
Donos da própria letra, escritores de um mundo contemporâneo
Nossas palavras tão interligadas
Oh, mar de sensações que desembocam umas nas outras
Por arte tu, tu e tu me dá inspiração
Nenhum de nossos textos hão de ser em vão
Nos alimentamos dessa energia, engolimos essas letras 
Nos preparamos para novos dias
Novas rimas, novos versos
Novas inspirações, novos incentivos
Novos nós.

Drácula

Eu sou a criatura anciã
O que devora a noite
Insaciável por desejos carnais
Mas incompleto
Vazio de peito
De alma
Vazio de amores
Em busca de um só
Aquela mesma
Que reencarna e tende a voltar
Mas que nunca aproveitou ao meu lado
Ela que pode ter a oportunidade
Mas nunca me enxerga no espelho
Nem na escuridão
Nem sob a luz do dia
Que me arde
E me queima de paixão
Um tanto antiquado
Como só eu mesmo
Como eles, como eles
Dreno o vital
Me transformo num poço
De palavras e maldades
De loucuras e trucidades
Tenho cara de moço
E essência de mau
Eu sou quem luta
Contra a cruz e a espada
Pois minha alma foi levada
Quando me transformei
Se queimaram outros na fogueira
É bom que à noite não deem bobeira
Por que eu acordei

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Gardênia

Em lugares distantes,
Em sua mais pura essência,
Brota-se uma gardênia.
Uma flor rubiácea,
Das mais belas flores brancas.

Gananciosa gardênia,
Traz falsas esperanças ao amor secreto.
Quantos amantes já não a entregaram
Com seus corações cheios de esperança?

Mesmo em tempos mais rigorosos,
Sua beleza e plenitude nunca acabam.
Bela gardênia mostre-me como ser tão forte quanto ti!

Sua alma exala perfumes mais intensos,
Trazendo paz e tranquilidade aos homens.
Como consegues ser tão perfeita?

Em tempos ocultos, seu valor era inigualável.
Consagrada e magnífica.
Traz harmonia a quem acredita
E admiração a quem procura.


(Não) venha

Amor, não venha de novo pra me endoidar
Já tenho uma nêga pra me negar
Já tenho pernas pra nadar
Eu só preciso de um mar
Ainda não sei namorar
Mas sei com quem quero ficar
Sei onde vou me deitar
Escolhi quais lábios beijar
Me senti todo dia incendiar
Vou me arranjar um candiá
Bater na porta dela pra entrar
No coração dela eu vou sonhar
E em seus sonhos, me deleitar
Pra, quando tudo findar
Eu ir ali e recuperar
Tudo que eu gastei com ar
Eu não deveria ter amado mais ninguém
Ninguém além de mim, dos meus amigos e familiares 
Mas eu errei, eu falhei ao dizer
"Não, nunca vou me apaixonar"

Eu errei e amei.
Não, na verdade eu acertei e acertei em cheio!
E assim fiquei dependente de um amor
Não só do teu, do nosso ou do que a gente criou

Mas do amor romântico
O amor mais cruel e crucial
É sim, esse amor que não se esgota
Pelo menos não em mim. 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Como música

Como a musica
Atordoou-me
Arrebatou-me
Respirou-me
Tomou-me
Como a musica
Acabou-se

Dessa casa

Nessa casa que eu nasci, me transformei em quem sou
Contruí meus sonhos e me modelei
Decidi o lado do futuro que vou
E faria tudo outra vez
Passei de mero leigo, procurando conhecimento
A um quase adulto
Sem dispensar meu atos imaturos,
Mas com toda a experiência e responsabilidade que adquiri
Adicionei novos temperos ao prato da vida
Novos amigos à minha árdua tarefa
Novos amores ao meu coração há muito partido
Mas, principalmente, novos amigos
Daqueles que são e vão estar sempre
Dos que não têm nada de especial
Além do fato de serem meus
Foi e é nessa casa que eu me condicionei
A ser o homem que sou ou serei
E ainda muito aprenderei
O tanto quanto preciso for
Nesses cômodos, me tornarei o que for
Cada manhã, tarde e madrugada de aprendizado
Cada coração ao meu lado
Me transformará no que sou
Já não importa mais a minha idade
Daqui, não tirarão minha saudade
Nem meu coração

domingo, 17 de novembro de 2013

Divino

Pai, perdoe-me se me desviei
Penalize-me, eu errei
Se na vida eu disse muitos "sim"
Forgive me, father. Forgive my sins
Já estou condenado e tomei nota disso
Não tive com sua palavra, nenhum compromisso
E continuo errante em minha jornada
Me satisfazendo e me concentrando em coisas variadas
Sem entender o sentido real da vida
Sigo caminho como uma alma completamente dividida
Pai, eu não entendo
Eles não entendem
Eles não veem como eu
É complicado me sentir acéfalo, retardado
Eu queria ter te conhecido a uma semana atrás
Eu queria descobrir a tua vida, saber o que tu faz
Mesmo após experiências desafortunadas
Você poderia ser meu pai, meu guia
E meu amigo, e meu herói também
Eu quero conversar pra me jogar
Eu quero um sentido
Me ensine! Me ensine!
Pois sou homem e apenas isso
O mestre aqui é tu
O maestro de todos
Mas não sou bom regente
Tenho que estar paciente
Depender da tua fermata
Não chego ao justo em todos os graus
Sou tua criatura, um animal
Fácil de domar, apenas leigo
Tu és meu poema que nunca acabarei
És meu amor que nunca conhecerei
A busca que não finalizarei
E o sentido que sempre procurarei

sábado, 16 de novembro de 2013

Chuva

Eu não gosto quando o céu chora
Quando as nuvens choram
Tudo cai e se destrói
A ferrugem me corrói...
Um homem de lata
De loucura que mata
E destrói
Desgosto o frio que traz
E o calor que faz
Que me deixa aqui
É tudo sobre isso
Você não sabe que é?
Sobre a solidão que odeio
E faz parte de mim
É a loucura pela qual choro
É o que me chega e eu devoro
É minha doença, minha virtude
Minha alma e minha saúde
O que me move e me comove
A chuva me perde
E é onde eu me encontro
Onde não sou homem qualquer
É onde me purifico
Me liberto
Me descamo
Onde eu odeio e amo
Tudo sem fim
Sou um pouco mais de mim
Sem um pingo de mistério
Apenas gotas que me limpam
Me revelam
Me destacam
Por milímetros cúbicos, sou eu mesmo

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Vanguarde-se!

E pra finalizar,
Não vou hesitar
Em te inspirar
Te aspirar
Te expirar
Te revolucionar
Não vou pensar duas vezes
Se for pra te mudar
Quero meus gritos de volta
Pra poder me moldar
E talvez me aventurar
Com palavras que me soltam
Quero pensar no futuro de novo
Pra aprender o que é surreal
Quero teu instinto sincero
Teu lado de amor carnal
Quero teus olhos grudados aqui
Onde eu posso te viciar com palavras
Sou antigo, mas quero o novo
Como fizeram as vanguardas
Quem me dera ter conhecido
Meus amigos naquela bela época
Mas chegaram atrasados
E feliz fui eu a esperar
Cheguei aqui e estou com vontade de te artezar
Eu era um abandonado
E agora sou da Retroguarda

Eu queria...

Por que tem de ser assim
se a luz bate em outras, também
não é a mesma luz, enfim
mas porque a resposta não me vem?
Eu quero saber diferenciar apenas de ver
pra não me precipitar nesse tanto
não é todo mundo que sabe viver
Por que essa cara de espanto?
Até parece que você não sabia
se fazia de tonta e não me respondia
agora vai ficar sozinha, te deixo para trás
e que você consiga achar logo a sua paz
pra me deixar live dessa tortura profunda
que é estar ao seu lado, apenas me afunda
fala comigo como um amigo do peito
mas me olha com um grande desprezo
eu só quero viver em paz...
eu só quero viver...
Eu queria...

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Em memória

Você me esfaqueia
Me corta com uma guilhotina
E eu volto, vivo
Nada como um fantasma
Mas insisto
Quero que você lembre de mim
Quando eu estiver há muito a descansar
Que você guarde consigo minhas palavras de amor
Meus juramentos
Meus momentos
Meus batimentos
Que sinta a minha falta
Quando pensar em se satisfazer na boca de outro
Que pense em mim até quando não estiver pensando
Quero ser o que vai te deixar cambaleando
Tuas melhores memórias
Teus mais sinceros sorrisos
Quero ser a tua saudade no fim da tarde
Sentindo aquilo que arde...
Quero, numa cadeira de balanço
Que tu lembre de mim e sorria
Quero te libertar e te mostrar que és melhor
Aí, minha alma desembarcará desse mundo em paz

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

É duro ter que lutar
É duro ter que partir
É duro ter que chorar
É duro às vezes sorrir
É difícil apaziguar
É difícil às vezes ficar
É difícil até não chorar
É difícil não ter que sorrir
É duro ser tão difícil
É difícil não ter que ser duro

Poema por C.A.C.M.

Alcance

Não vou competir com ninguém
Irei atrás, quando preciso for
Mas se quiseres dividir riso e dor
Não vais me achar em outro alguém
Me conheces ou não?
Interessante pergunta
Garanto que tens o que descobrir
Ultimamente, sou metamorfo
Enquanto me descubro, me forço
Lentamente a não te amar
Alma inquieta, nunca vou conseguir
Lamentos continuarão a escorrer
Assim, eu poderei crescer
Na tua vida, ser o que até
Então não consegui ser

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Preta

Não chore
As coisas vão melhorar
A gente só precisa ter em quem se apoiar
Pra que tudo melhore
Eu sei
Um dia vai acabar
E continuaremos a nos encontrar
Por que isso é uma lei
Da tua amizade
Eu não abro mão
Não importa o que dirão
Farei com que isso nunca acabe
Quando estiver tudo frio
E você se sentir abandonada
Olhe pela janela ou pela sacada
Eu vou estar lá e não deixarei espaços vazios

Escrito por: Mano V1D4 L0K4

Aquele das hipóteses

Talvez eu queira apenas me deixar cair no teu abismo
Eu quero aproveitar teu café, mas só talvez
Me alimentar da tua escuridão
Pra tu se satisfazer do que eu tenho de bom
Talvez eu esteja apaixonado pelo jeito que estou apaixonado por você
E tudo parece um poema sem fim
Um romance, uma novela
Uma boa peça do destino
Um suspiro e um desespero
Uma música de amor
Uma ópera inteira
Um baile
Mas não quero máscaras
Pois, com elas
Não poderei tocar teus lábios

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Lados

Mesmo que sejas cheia de si
Vou insistir nessa busca louca
Cantar até minha voz estar rouca
Tocar até trocar de roupa
Para achar tuas outras faces
Tu vais se abrir
Toda flor desabrocha
E tu, preciosa e rara, nisso não és diferente
Nunca vou entrar na tua mente
Nem acender tua paixão feito uma tocha
Mas posso ser capaz de tudo isso
Vou tirar tua cara séria e sexy
E substituir por um sorriso
Eu serei, pra ti, como a velha infância
Um sonho
Pensamentos diários
Prazer
Melhor amizade e maior amor
Daí, tu lembrarás
Que tem um lado criança

Naúfrago

Feito um barco no meio de um mar agitado
Iço as velas e quantas são as caravelas que passam por mim
Eu não quero um mar assim pra navegar
Abaixem as velas que o mastro não pode mais suportar toda a pressão
Onde estão meus botes salva vidas?
Meu convés se encontra vazio
Minha tripulação é pequena
Poemas  e poesias de uma ilha tão mais distante
Meu coração bate à medida que as ondas batem no casco
Frenquentemente, freneticamente
Parem o timão, não toquem no volante
Me perdi nas ondas desse mar tão violento
Perdi a conta de cartas engarrafadas avistadas em alto mar
E este barco, agora, naufrágio querendo se reencontrar.

Por mais simples que você seja, seja VOCÊ
Por mais arrogante que você esteja, procure não ESTAR
Por mais triste que você se encontre, tente SUPERAR
Por mais desorientado que você se ache, procure se ACHAR
Por mais, mais que você se sinta, mais MENOS você SERÁ

Poema por C.A.C.M.

Ser mulher

Como me dói ser gente.
Como me dói ser mulher.
Nunca quis.
Não lembro de querer.
Não lembro de entender.
Não entendi.
Gosto mesmo é de ser menina.
Menina só sou contigo.
Só nos teus braços é onde me aninho.
Só nos teus braços é onde me deixo a cuidados.
Pena que por pouco tempo.
Pouco tempo.
Depois recordo, acordo e discordo novamente.
Sem pedir, sem querer, sem entender.
Ah, como me faz falta respirar.
Respirar.
Reviver.
Viver.
Ah, já nem lembro, nem quero, nem entendo.

Dança das espadas.

Dois reis retiram suas espadas.
Dois reis começam a batalha.
Dois reis batalham...
Por terra, ouro e prata.

Deixam que suas fúrias explodam.
Enquanto as espadas, finas, voam.
Repelem-se em sincronia com a fúria.
Fúria de dois reis de força bruta.

A dança das espadas prossegue,
Até que um dos guerreiros cede.
Não há energia que reste.
Que a dança das espadas cesse.
Enquanto o rei fraco, exausto, perde.



Amargo

Diga-me a palavra certa pra definir tal sensação
 O gosto do amargo.
 O céu descolori e o sentimento conservei
 Lua tão nua; estrela apagada
 A trilha certa, desvios incertos
 O tiro e enfim, tudo mal acabado. 

domingo, 10 de novembro de 2013

Fish

You come
And I'll write for you
You go
I'll write for you
You stay
I'll write for you
And what's the fucking point of that?
You hide through my mind
Behind the alcohol and cigarette
You say things about me being selfish
But it's not like that at all
I'm a fish in your damn net
And that's not fucking working for me
This is just less than I can be
You're the thing I'll no more see
I will never let it be back and forth
'Cause it just let me down too much
You're the one I'll never touch
No more
No longer the one I'll feel something for
Never was the one who'll be there for me
And I refused to see it
But things got clear
It's not about simple writing anymore
It's about me saying "nevermore"
For you
The door just got closed
And you didn't come through
'Cause you're never getting out the confort zone
Just for do what I want
It turns out, we're both as selfish as I'm a fish on your net

Peixe (Tradução)

Você chega
E eu escreverei pra você
Você vai
Eu escreverei pra você
Você fica
Eu escreverei pra você
E qual a porra do sentido disso?
Você se esconde na minha mente
Atrás do álcool e do cigarro
Você diz coisas sobre eu ser egoísta
Mas não é bem assim mesmo
Eu sou um peixe na droga da sua rede
E essa porra não tá funcionando pra mim
Isso é bem menos do que eu posso ser
Você é a coisa que eu nunca mais verei
Eu nunca vou deixar isso voltar e se repetir
Pois isso me entristece demais
Você é a coisa que eu nunca tocarei
Não mais
Não é mais aquela pela qual sentirei algo
Nunca foi aquela que estaria lá por mim
E eu me recusei a enxergar isso
Mas as coisas ficaram claras
Não é mais sobre simplesmente escrever
É sobre eu dizendo "nunca mais"
Pra você
A porta acabou de fechar
E você não entrou
Por que você nunca vai sair de sua zona de conforto
Só pra fazer o que eu quero
Acontece que nós dois somos tão egoístas quanto eu sou um peixe na tua rede

Carnívoros

Criança, adulto ou idoso.
Homem ou mulher.
Rico ou pobre.
Negro ou branco.
Não há diferenças entre eles.
Todos eles são um só.
Um só é todos eles.
Eles não pensam.
Sentem uma única coisa:
Fome.
Eles têm um desejo
Por carne inacreditável,
Insaciável.
Não tem misericórdia.
Não têm coração.
São assassinos,
São mortos-vivos.

Os sons da noite urbana.

A música popular toca pelos arredores.
A bebida comum flui pelos corredores.
Os ruídos altos de carros e seus motores.
Os moradores da ruam sentem as dores,
Da doença, da fome, da falta de amores.

Veem o ônibus passando muito rapidamente.
Onde baderneiros incomodam intensamente.
Regurgitam suas asneiras antes presas na mentes.
Passam na frente de um prédio incandescente,
Onde casais se amam em paixão ardente.

Diversos são os sons da noite urbana.
Sons dos quais muitas pessoas estranham.
Sinta a energia da cidade. Sinta suas entranhas.
Ela está presente em seu centro toda a semana.

sábado, 9 de novembro de 2013

Eu sei

O cheiro que me guarda e roga pelo pecado de te amar,
Chora e derrete sem querer esperar.
Minha fonte fecunda e finita pode acabar mais cedo,
Talvez nós não possamos desfrutar e viver no sossego.
O normal já não existe mais para mim,
Mas temos outros caminhos a seguir
E lágrimas ainda a derramar.
A felicidade pode ser possível.
Não duvides do que posso conquistar,
Os meus sonhos se tornam reais.
Eu vi, eu senti, eu sonhei.
Eu sei.

Devorar

Passou do meio-dia
Eu deveria estar com fome?
Só vou tremer com a melancolia
Ao escutar teu nome
Mais nada eu terei
Não quero nada pra comer
Descarto tudo que é lei
Quero é devorar você

Na hora de falar...

É complicado
Como tentar capturar a fumaça
Estando com nada além das mãos.
É difícil me expressar,
Dizer o que sinto por você
Para você.
Me sinto intimidado
E as palavras me fogem
Como uma lebre
Que foge da raposa
Na hora da caça.
Decisões a serem tomadas,
Mas a indecisão me impede
De soltar qualquer som,
E isso lhe deixa sem informações,
Mesmo não sendo essas
As minhas intenções.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Esse mar

Navego entre o mar aberto,
O vento forte e estrondoso cega parte da visão.
Não consigo ver meu horizonte.

"Sossega que a tempestade irá acabar!"

Eu vou voltar para o meu lugar,
Para o meu viver orientado.

Apenas luto e penso todas as noites,
Frias e desconfortáveis,
Com a esperança de um dia,
Ver e abraçar você.

Espero-te.

Pétalas

Uma margarida ou uma rosa
A flor que você bem desejar
Naquele eterno ciclo de bem me quer e mal me quer
Ansiando momento da última pétala
O que será? Se perpetuará? 
Independente da escolha de uma flor
Bem me quer, meu bem querer
Até o tempo que depois de muitas flores
Venha a última a padecer
Por erro, talvez, arranque um mal me quer
Erro ou a verdade?
Prefiro crer nas pétalas das rosas que ficam do meu lado
Me dizendo que tu me queres bem

Matrimônio (II)

Nosso amor é contrato firmado
Nem a morte vai nos separar
Não se sinta, querido, desesperado
Aqui, com você, sempre vou estar

Temos a mais bela e amarga paixão
Tu sempre se sentirás assim
Mas eu sou tua mulher, a Solidão
Que, depois de tudo, nunca vai ter fim

Lamento pelo que te entrego e te faço sentir
Mas foi a nossa decisão
Tu disseste que nunca ias partir
E eu, tomaria conta do teu coração

Minha energia

      São nos dias que te vejo que tenho mais energia e que consigo escapar dos meus problemas. Mesmo nos dias que a gente discute, é como se você conseguisse me acordar para o mundo real com um único olhar, como se sua voz fosse uma corrente elétrica que percorre meu organismo e me encaminha para a realidade por um dia. Isso me torna dependente de você, o que não é bom, porque eu sei que eu não terei você todos os dias, mesmo que por um segundo. Ás vezes te vejo distante e para mim já é o suficiente. Mas tem os dias que nem a sua voz eu escuto, e isso me mata... até chegar o momento que te verei novamente.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Matrimônio (I)

Passaram eras e mais eras, mulher
E já não mais te suporto
É um relacionamento sufocante que tu quer
Desesperado, eu me corto

Me esfolo, trucido, viro sanguinário
Mas continuo no ciclo vicioso
Vou estar, pra sempre, solitário
Seguindo um rumo tenebroso

Nossa vida é um compartilhamento individual
Tu vai me encher de agonia
Terei que devorar meu arterial
Pra pular do barco da melancolia

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Fora do ritmo

     A pluralidade de um amor transformado em singular. Nós; eu, individual. Dança fora do compasso, coração desritmado.
   Solidão me lança no abismo da amargura e me derruba inúmeras vezes, incontáveis choros no decorrer de um tempo infinito. Dança a dor na minha alma, sapateia a loucura. Trilha sonora amargurada, por que não tiras de mim o som dessa tortura?
    Amor, amar. O que há de tão especial? Egoísmo por querer viver a dois, dependência da felicidade alheia só pelo gosto da alegria completa. Sorrisos no canto da boca. Afinal, qual a finalidade do amor, amar e ser amado ou criar cartas que não hão de ser entregues ao amado?
     Finado de um amor que levaria ventos para se dissolver em pó; pausa... vento sussurrando ao pé do ouvido de muitos: o fim de tudo ou uma pausa para o descanso de um amor sobrecarregado. Se voltas ou não, sempre aguardo tuas chegadas, me contento por não ter que presenciar tuas idas, fora isso mais nada.

Navalha

Já não é só cartão de crédito
O que tu chamas de amor, eu chamo de navalha
Corta minha garganta e vira tudo do avesso
Bagunça tudo e derrama pelo ralo
Aí, eu te odeio até o talo
Minha querida, o cenário agora é outro
Eu estou esfolado e invertido
E agora, meus sentimentos importam mais que os seus
Não sou mais tímido, mas nem por isso vou falar
Você tem todas as manhas, mas não consegue mentir pra mim
Eu estou nos seus braços
Ou aos seus pés?
Tanto faz, caia morta
Eu não ligo, não me importo
Vou apenas continuar gritando meus choros
Ah, meu amor!
Seus sentimentos são mais importantes que os meus
É claro, é claro
Me diga como esteve e como estás
Eu não quero saber
Eu não quero você
Venha comigo! Me chame!
Não
Tudo bem

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Procura

A minha procura é te superar
Lamento apenas que estejas 10 dias à frente
Atraso que nunca vai findar
Nisso, não te surpreenderei
Então, vou virar um poço pra tu cair
Por cima de mim, assustada
Daí estaremos lado a lado
Com essa emboscada
Par e parelha

Borboleta e mariposa

Somos como casulos,
De uns nasce uma borboleta,
De outros, uma mariposa.
Ambos seres tão belos,
Porém apenas um é admirado.
Muitos apostam no casulo,
Que nele surge a borboleta,
Desprezando a mariposa.
Não mudará o simples fato:
Seremos sempre mariposas.
Quando a mesma é bela,
Chamam borboleta.
Mas que injúria,
A beleza de uma mariposa,
Agora transformada em borboleta.



Tudo ou nada

Todas as vidas
todas as mortes
todas as razões
todas as sortes
e você tem nada disso?

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Sussuro de amor

E isso soa pelos campos
Rasga os ventos
Passam os tempos
Me deixa em alentos
Abandonado pelos cantos

domingo, 3 de novembro de 2013

Me diz

Me diz o que tu quer
Que se tu quiser, eu te quero
Se tu fugir, eu te tolero
Por ti voltar, eu espero
Vou ser o homem da tua mulher

Infância

Imagino como seria ser adulto, nada mais fácil do que poderia ser.
Navego entre as mil maravilhas da minha imaginação.
Falo com meus amigos imaginários e vamos cantar uma canção!
Ânsia de ir à escola para brincar com meus amigos!
Nunca me preocupo com o que vai acontecer amanhã, mas será divertido!
Cadê minha caixa de brinquedos mãe? Já terminei a tarefa!
Indo mundo afora, agora sou um explorador! Posso sair para brincar?
Antes que a realidade interrompa e me mande parar.

sábado, 2 de novembro de 2013

Surreale-se!

Rosas no asfalto vão iluminar
O que os prédios tanto falam
Sem montanhas, não há mar
Sem gelo, não há o sol
E sem tempo não há água
Eles vão derreter e passar
E eu vou correr de tiros empunhados
Vou dançar uma paixão com a valsa
E ver macacos numa banda
Comer aranhas e gafanhotos
Ou ser apenas um panda...
Sem compromisso para decolar com minhas garras afiadas
E você, junte-se a mim
Com mel de tigre voador, entale-se!
Surreale-se!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Roberta

A mais fofa e menos sutil de todas elas
Surpreendentemente, aconselhava muito bem
Mesmo sem aparentar anos de experiência
Na verdade, muito tinha que aprender
E muito aprenderá
Mas nunca vai deixar de meiga ser
E disso, nunca ninguém irá enjoar
Inocente, entrava em situações engraçadas
Arranca risadas de todos com suas declarações escancaradas
Talvez um pouco mais de seleção de palavras...
Não, não
Um pouco mais de atenção
A quem lhe rodeia
Num giro, faz vários rapazes caírem
E, ainda assim, dá as costas sem notar
Se sente carente, abandonada
Nada a ver
Faltou a sua volta olhar
E descobrir que vários deles querem você