quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Drácula

Eu sou a criatura anciã
O que devora a noite
Insaciável por desejos carnais
Mas incompleto
Vazio de peito
De alma
Vazio de amores
Em busca de um só
Aquela mesma
Que reencarna e tende a voltar
Mas que nunca aproveitou ao meu lado
Ela que pode ter a oportunidade
Mas nunca me enxerga no espelho
Nem na escuridão
Nem sob a luz do dia
Que me arde
E me queima de paixão
Um tanto antiquado
Como só eu mesmo
Como eles, como eles
Dreno o vital
Me transformo num poço
De palavras e maldades
De loucuras e trucidades
Tenho cara de moço
E essência de mau
Eu sou quem luta
Contra a cruz e a espada
Pois minha alma foi levada
Quando me transformei
Se queimaram outros na fogueira
É bom que à noite não deem bobeira
Por que eu acordei