quinta-feira, 12 de junho de 2014

Nosso (o eu)

Gostava do tempo em que a vida se resumia
Em luz, cores e sons.
Por mais simples que fosse
Era possível tocar e sentir o ar celeste.
Uma vida feliz
Mas com o passar da altura que meus olhos podiam alcançar
Percebi o circulo em que vivia
E por curiosidade, resolvi sair
Era difícil escalar o circulo
Aos poucos fui avistando um horizonte
Um lugar novo
Era assustadoramente chamativo
E aos poucos fui me distanciando do ar celeste
Do simples
A partir das quedas e arranhões
E do angulo que vi aquele horizonte
Fui tornando quem sou.
E vi que era um lugar muito diferente
Me perdi
Esqueci onde ficava o circulo
Esqueci o que era felicidade
Era preciso sobreviver nesse mundo
Então montei um quadrado para me proteger
E um triangulo para me guiar
Se eu quisesse um dia voltar
Teria que lembrar.
Então novamente, aprendendo.