domingo, 13 de abril de 2014

A trajetória do sozinho

Era uma vez
Um velho jovem
Que já tinha vivido longos 334 anos
Caminhando pela estrada da sua jornada
Não estando nem na sua metade
Quando tinha 2 anos
Se apaixonou pela primeira vez
Descobriu o que aquilo significava
Teve seus primeiros sinais de nervosismo
Suas primeiras borboletas no estômago
E depois
Com a assinatura de uma viagem para longe
Acabou
E ali, ele amadureceu 3 anos
Aos 5
Se apaixonou outra vez
Apenas a contemplava de longe
Como se ela fosse realmente uma obra de arte
Ele se afastou
A arte acabou
E o jovem amadureu 6 meses
6 meses depois
O jovem foi forçado a se apaixonar pela primeira vez
Apenas por conveniência
E ali, colocou pra fora tudo o que sentia
E ali, foi declinado tudo o que sentiu
Ele virou a mesma criança que era bem antes de saber da existência das paixões
Se descontrolou
Se perdeu no meio do caminho
Até que se estabilizou
Mas como o destino quer nos mostrar
Que a vida não é assim tão fácil
Eis que vêm de novo
O seduzir à paixão forçada
E a ela, ele sucumbe
E assim se vai mais uma ponta de esperança de amadurecimento
E veio lamentação pra cá, choro pra lá
Até que o jovem veio a se recuperar
E ali, descobriu, de repente
Que era o amor que ele deveria procurar
E saiu a sua procura
Esperando ele achar
Virou a primeira esquina
E já foi se iludindo
Descobriu coisas que nunca tinha conseguido enxergar
E até hoje é grato por isso
Mas depois de aceitar a paixão
E por ela zelar
Por surpresa, vê-se declinado
Quando tudo parecia nas normalidades
Nas formalidades
Quando tudo estava simplesmente pronto para agir
O jovem, que tinha amadurecido mais 2 anos, agora voltava a falir
E virou de novo um obscuro chorão das profundezas
Um bruto enfurecido e decepcionado, com coração partido
Foi aí que, depois de se recuperar
O jovem evoluiu mais 3 anos
E daí, passou a construir sua identidade que tem hoje
Depois de um tempo passar
Achou outra paixão
Daquelas que não achava que iria findar
Que sonhava ser eterna
Mas assim não foi
Acabou antes de todos os planos que ele tinha feito
E, mais uma vez, o mundo dele caía a seus pés
Sem nada poder fazer
Mas quando se recuperou, mais 4 anos de progresso
Voltou e colocou a tapa a cara
Declinado
Sem grandes comentários
Na dele, experimentou o inesperado
E isso o mudou
Como todas as outras paixões o mudariam
Para sempre
Ele viu que as coisas podiam ser de outra forma
E que não havia limites
Descobriu que estava tudo em sua cabeça
Mas antes de poder se deleitar com isso
Foi rejeitado mais uma vez
E eis que, hoje
Sentado sozinho
Com sua caneta borrando o papiro
Ele percebeu
Que toda a dor o fez amadurecer
Mas ele podia ter feito tudo isso
Mesmo estando sozinho