terça-feira, 6 de maio de 2014

Casos e acasos

Vi imagens ao longe
Chegando mais perto, lá vinha ela
Acenei mesmo de onde estava
Por outras bandas andava Isabela
Sem ao menos me reconhecer

N'outra esquina da vida
O mais belo dos sorrisos me sorria
Deixando-me triste com a partida
Eu avistava, encantado, Maria

Por outros viveres
Descobri que solo ela era a razão de mi vita
Me encantava com seus múltiplos saberes
Me tremia as pernas a linda Thalita

Eis que me deparo num acaso
Com um ser diferente, uma mulher linda
Minhas atitudes, cheias de atrasos
Me negou, Carolina

Mais do que o simples exterior
Achei em seu fundo o que eu quis
Ainda assim, me destruiu o amor
Foi assim com Laís

Veio surgir em mim uma coisa nova
Trazida por feição arcana
Não quero escrever em prosa
Não quero te dar mais rosas
Nem quero tuas mãos prazerosas
Nem tua beleza primorosa
Nem tua personalidade valorosa
Se nosso futuro é uma coisa tenebrosa
O teu amor me confunde, me engana
Me deixa viver, ó Mariana