sexta-feira, 23 de maio de 2014

Canto de lamentação

Sussurros de eternidade amorosa
Jogados, sinceros, no chão.
Séculos inteiros passados,
Todos eles em vão?
Nós, conhecidos, vamos nos encontrando
Vida após vida.
Em cada reencarnação
Outra mentira vivida?
Não.
Somos uma dupla de almas perdidas,
Mas somos amantes até tuas palavras serem corrompidas
E eu ser deixado pra trás
Como a própria entidade que não mais importa.
Como um amor de fidelidade torta
Que é esfaqueado por quem se esconde atrás da porta.
Está aqui.
Encare-me. Sou o meu medo.
Aqui, não encontro paz nem sossego.
Tu não me satisfaz e sempre pediu arrego.
Eu te segurei por esses anos,
Tentei demonstrar sincero afeto.
Se tu caías, te envolvia debaixo do meu teto,
E assim, quem diria, ia se desgastando uma relação
De quem tentava ser alguém
Como eu tentei ser pra você
E do outro que me nega e me rega água de choro.
De quem não me inclui e diz que, de mim, não se constitui.
Aqui, olhe os sonhos de uma amizade mais que terrena
Deixada pra trás por nossos problemas.
Ora, olha.
Não sei se te convém,
Mas a distância não satisfaz
Um alguém que quer ser prioridade.
E, apesar da nossa idade
E nossas possibilidades
Você clama por ser deixada em paz.
Será que esse amor não volta mais?
Encare, aqui, a minha alma
Amaldiçoada pela eternidade.
Se delicie com a minha vida a definhar.
Aqui jaz minha alma e meu amor.
Aqui jaz.