terça-feira, 20 de maio de 2014

Jogo de amor

O amor é o jogo mais maldoso,
É o sentimento mais sacana.
Te faz tremer quando te chama.
Te arrepia os cabelos, se esconde debaixo da cama.
Camufla as verdadeiras intenções.
Se apodera dos beijos,
Dos desejos.
Te mostra e te joga confusões.
O amor, ninguém sabe o que é.
De noite é cuscuz,
De tarde é biscoito,
De manhã é café.
De dia, te seduz,
De madrugada é afoito.
O amor te maltrata.
É o sentimento sombrio
Que ninguém diz o que é na lata.
É magro, é gordo, é baixo e esguio.
O amor se joga no jogo da vida
E nos força a jogá-lo.
Não há vez nem dados.
Nós somos os pinos,
A vida é o tabuleiro,
As casas são interrogações.
Nos movemos por vontade própria
E, claramente, sem saber
Quando seremos atacados novamente
Por este assustador ser.
Ele planeja.
Por si só, deseja.
Tem seus segredos não compartilhados.
Ele está a espreita, com seus olhos famintos.
Quando estamos amando,
Nos faz de iludido,
Nos eleva e nos faz bem
Para levar de tudo um coração partido
E sermos do amor um refém.
Pior de tudo
É quando se perde as esperanças
E não procuramos mais amor no mundo.
É aí que ele dá uma de legalzão.
Sem você pedir, ele entra em ação,
Te joga na vida aquele alguém bem especial
Que você nem tinha pedido
E não se esforça pra conquistar ou ser conquistado.
E aí depois, quando a peça acaba,
A chama do amor apaga.
Sai de cena outro coração magoado.
Amor, seja justo então!
Olhe sincero o tremor da minha mão.
O bater do coração.
Não seja, em mim, a minha maldição.
Se possível, te faço um desejo
E te pago até com propina.
De tudo na vida, eu apenas almejo
Que meu amor de verdade seja aquela menina.
Meu coração provê sincero latejo.
Realiza pra mim o meu querer de uma sina.