terça-feira, 28 de maio de 2013

E ninguém entende

Tenho o teclado à minha frente
Espaço a ser ocupado na minha mente
Dedos ansiosos por digitar
Paro e tento me concentrar pra criar

Passa o tempo e nada consigo
Na minha cabeça, é difícil achar um amigo
Mas tenho a noite e suas estrelas
Brilhando no céu, tão belas

Tenho uma xicará de café
E uma cadela deitada no meu pé
Mas sobre o que eu quero não sai uma rima
Essa obsessão se torna um ímã

Tenho ideias que levo na cabeça
Que fazem com que alguns ideais desapareçam
Levo sentimentos no fundo do coração
Que não mudam, seja aqui ou no Japão

Tenho todo o tempo do mundo
E por isso, não paro. Vou fundo
Podia parar e pegar meu violão
Pra fazer remexer tudo como um tufão

Tenho tudo o que é necessário pra viver
Mas por loucura, não consigo ver
Não me deixe simplesmente continuar
Por que quero, inevitavelmente, alguém amar

Não sei por que amigos e outras coisas não bastam
Esses poucos remendos da minha vida só se arrastam
Não consigo chegar ao lugar que quero
Não tenho alguém pra dançar um bolero

A vida que se segue assim
Tão monótona com estranho fim
Já não me revela tanto encanto
Me deixa decepcionado pelos cantos

Me deixa triste e sozinho
Me priva de todo aquele carinho
Que sonhei em dar e receber
E daqueles momentos que tanto queria ter