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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Pensamentos traiçoeiros

Minha boca se fecha e minha língua descansa
Se movem aí meus pensamentos
E vai pra lá
E volta pra cá
Viagem sem fim
Sem sair do lugar
Coisas que não quero lembrar
Coisas que não quis pensar
De atitudes imbecis
Mas eu o fiz
E isso guardo comigo
São daqueles que mantenho trancados
São pensamentos estranhos, mofados
De interior vazio
E não compartilharei tamanha loucura
Nem que me resulte total amargura
Que não me faz bem
Não irei mais além
Estou parando por aqui
Meus pensamentos traiçoeiros
Os quais não divido nem com o travesseiro
Os quais minha alma suja contém

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Compreender

Em meus pensamentos mais profundos
Fujo para um lugar de grande tristeza
Por que em meu coração há lembranças tão tristes?
No fundo guardo uma dor imensurável
Hoje acredito, que amor não é
Apenas um mera paixão
Ou talvez até um amor não compreendido
Crescer é o que resta para mim agora
Ver como tudo funciona e pensa
Ver como tudo tem que ser
Acabar com as preocupações pequenas
E me importar com as pessoas ao meu redor
Cuidar mais deste coração impuro
De pensamentos tão maliciosos
Meu Deus, ajuda-me achar a cura
Ajude-me achar o amor!

sábado, 2 de novembro de 2013

Surreale-se!

Rosas no asfalto vão iluminar
O que os prédios tanto falam
Sem montanhas, não há mar
Sem gelo, não há o sol
E sem tempo não há água
Eles vão derreter e passar
E eu vou correr de tiros empunhados
Vou dançar uma paixão com a valsa
E ver macacos numa banda
Comer aranhas e gafanhotos
Ou ser apenas um panda...
Sem compromisso para decolar com minhas garras afiadas
E você, junte-se a mim
Com mel de tigre voador, entale-se!
Surreale-se!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Tudo em dobro

O p e o b se completam
Dois 3 formam um 8
E quando deita, fica infinito
Dois "o" formam uma cara assustada
Três pontos formam um mistério
Duas rodas formam uma moto
E com mais duas, formam um carro
Tudo em dobro dá origem a algo novo
E tudo em conjunto dá origem a um novo mundo
Dois livros formam um novo cidadão
Dois anos mudam uma pessoa
Mas só três pontos vão formar o mistério
Tão cheio. Tão cheio de si
Tão iluminado e ofuscador de nós todos
O mistério domina as vidas
Mas, qual o ponto disso?
O w e o m se completam
A sétima resolve com a tônica
E fica tudo mais leve
Destensifica
Dois gansos, frente-a-frente, formam um coração
Duas pessoas constroem um amor
Dois olhares sempre se encontram
Duas mãos sempre se entrelaçam
Dois corpos não conseguem ter paz
A música fica mais completa com a dança

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Quero

Meu peito palpita quando te vejo de perto
As cores da vida já estão confusas
Meus pensamentos já não conseguem ter paz
Os nossos corpos vivem em estado tenaz
Dançam um amor lerdo
Sentem paixão difusa

Se eu acordo cedo, tu me amanheceu
Quando quero voltar a dormir
É melhor desmaiar
Quando fico parado por aqui
Não consigo relaxar
Pensando no beijo que tu me deu

E meu espírito já foi de romântico a louco
Tu tá lá no meu violão
Tu é meu paraíso na minha mente
Tu é mais do que simples gente
Tu não tens nada de pouco
Tu conquistou meu coração

E eu rezo pra tu voltar
Pra gente saciar nossa sede
E nos entregarmos à efemeridade de uma paixão
Vou na tua casa, bater no teu portão
Eu quero muito te amar
No aberto ou em quatro paredes

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Pseudônimo: Poeta Falecido

Sai do seu túmulo.
Acorda.
Entra em contato
E compartilha conosco
Suas prosas e poesias.
Não nos priva
Dos seus pensamentos,
Sejam eles profundos,
Obscuros, claros ou rasos,
Sem temer a morte,
Pois já é
O Poeta Falecido.

sábado, 28 de setembro de 2013

Meu impasse

De que adianta?
Eu recito pra tu, tu te encanta
Mas sei que se forçar, tu te espanta
Vai embora e nunca mais voltar
E tudo em minha volta, triste se fará
Não te aguento a me olhar de relance
Não te aguento me depositando esperanças
Que me deixam em loucura, com mais desconfiança
De que, um dia, entre nós, haverá um romance

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Cérebro

     Uma sala. Frio. Um livro. Uma professora. Idade média, Alta? Baixa? Sim, sim. (Suspiro) Invasões. Bárbaros. Volta-se ao livro. Continua frio. Que história fantástica desse livro! Quero viajar como ele. Visto o casaco. Os Hunos. Império Otomano. Será que fiz o certo? Espero que ele não me odeie pra sempre. O frio diminuiu. A Idade já é Baixa. Livro envolvente. Como eles são livres e tristes! Por quê? Haverá algo melhor pra mim? Morrerei só? Feudalismo. Violão no canto da sala. Acho que estou com fome. Realmente espero que ele não me odeie. Nossa! olha tudo o que aconteceu em Bizâncio! queria ter visto.. Quero pegar a estrada. Quero ser um livro.

domingo, 22 de setembro de 2013

Uma madrugada

Gosto de olhar a janela.
Observar a lua.
Imaginar quantas pessoas estão dormindo
E quantas estão acordadas.

Descrevo os meus pensamentos
Através de poemas e desenhos.
Namorando as estrelas,
Ouço o vento soprar
Discreto como um felino,
Mas barulhento aos ouvidos.

Quando a inspiração não está ao meu lado,
Lembranças indesejáveis vem à tona,
Ideias suicidas
E o cansaço de muita coisa.

Por que pensar assim se posso transformar?
Meu medo do desconhecido me corrói.

Então para o fim do doce anoitecer,
Vou fugir mais uma vez para aquelas nuvens dispersas
E navegar no maravilhoso sonhar que é adormecer.

Loucuras de um verme

Sei que nem tudo que escrevo faz sentido pra ti
Mas nem tanto sentido assim pra mim faz
Sou um viciado em revelar minhas almas e aflições
Mas não quero mais tormentos nem paixões
Não quero teus cabelos juntos do meu
Não quero minhas mãos em você
Não quero tua cabeça em meu peito
Dane-se!
Já não quero
Não quero nada
Apenas seguir essa estrada
Deixar o que foi vivido pra trás
Não me iludir mais
Não escrever mais pra ti
E quem disser que estou errado
Não vou dizer o contrário
Vou dizer que estou sim
Mas agora, tanto faz pra mim
Se nunca vou ter o que tanto sonhei
Dane-se tudo, outra vez
Eu quero novos ares
Navegar em outros mares
Vou cuidar de mim
Pra ser feliz também
E quando te encontrar na próxima esquina
Vou me implorar pra voltar pra casa
E como um verme afogado de ressentimento
Angustiado com minhas decisões
Vou voltar de joelhos
E daí, podemos tentar outra vez
Vou virar teu freguês
Até que tu percebas
Que quem escreve pra ti
Sou eu

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Por um amor sem dois

Ele diz que vai embora
Sair pela porta afora
Abraçar o mundo que não conhece
E eu fico admirada
Com a cor da calçada que a vizinha escolheu
Ele diz que não sabia
Que o amor que eu fazia
Era só falsismo meu
E eu respondo qualquer coisa
Me preocupando mais com as moscas
Que pairam sobre o bolo de lichia
Ele diz que mesmo assim
Não tenta fugir de mim
Da louca que me deu
E eu mesmo emocionada
Vou gastando o meu dia
Com chazinho de alecrim.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Ponto final

Teus traços permanecem
Na minha cabeça e no papel
Enquanto meus pensamentos me padecem
E cobrem tua cara com um véu
Não passa o tempo, não passa a hora
E a dor é cada vez mais real
Viro a Fera atrás de Aurora
E sua beleza fenomenal
Não sei se és princesa saída de um conto
Me prendes a ti de forma fatal
Espero que coloques em nossa partilha um ponto
E à dor e o sentimento, um ponto final

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Agora é

Paro minhas ansiedades e liberto meus pensamentos em letras.
Tudo se estrutura livremente, sem vergonha.
Os profundos pensamentos saem, cheios de si, convencidos.
Reprimo-os, mudando sempre o assunto fundamental do texto,
Mas o inevitável ocorre.
Eu falei pra mim, inúmeras vezes, que não escreveria mais sobre tal dor.
Jurei entre meus lençóis e travesseiros
Que nunca mais seria pra você o meu amor.
Mas como um bumerangue, os sentimentos vão e voltam da mesma forma.
Não era, não era MESMO, para ser sobre você.
Mas agora é.

domingo, 30 de junho de 2013

Atchim

Pensamentos
Interrompidos por um turbilhão de bactérias
Que saem do meu interior com velocidade altíssima
Atchim!
Atchim!
Atchim de novo
E assoa o nariz, passa a mão
Enxuga o rosto
Se olha no espelho
Os olhos vermelhos
O nariz ardendo
E sai
E recomeçam os pensamentos
E de novo interrompidos
Atchim!
Atchim!
Deita na cama
Se remexe com calor e com frio
Mas o sono não tarda em chegar
No final, no acordar
Atchim!
Atchim!
E atchim de novo

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Autista

Me fala uma coisa de amor
Sussurra ao pé do meu ouvido
Vem, chega mais perto de mim
Que eu te conto histórias
Sobre o futuro que planejo
Só pra nós vivermos juntos
Me diz tuas dores e tormentos
Que eu te ajudo em tudo
P.S.: Tenho que parar de falar sozinho

terça-feira, 11 de junho de 2013

Minha encruzilhada

E agora, o que faço?
Não sei se viro,
Sigo em frente,
Volto atrás...
A neblina não me deixa ver o que quero.
Não sei para onde cada caminho me levará.
Não sei se me preocupo
Ou se deixo levar.
Talvez ainda não seja tarde pra mim.
Ou para nós.
A incerteza é que me mata,
Como uma facada no peito
Que esfola todo o resto do corpo
Quando me dou conta.
É por isso que fico tão fechado,
Tão pensativo,
Tão distante de ti e dos outros.
A dificuldade em pensar nisso é tremenda
E me deixa sem ter a resposta.
O inacabado me enlouquece e me consome.
Daí, vêm os pensamentos errados
Que me destroem e depois me engradecem.
Mas no final, sempre me destroem.
Me fazem sentir como se tivesse construído algo
Que não é real.
Eu preciso me mexer,
Sair do meio da encruzilhada
E seguir um caminho.
Seria tão mais fácil
Se tu estivesses aqui comigo
Ou se me respondesses de uma vez.
Mas,
Que tolo sou eu.
Se não te pergunto, nunca terei resposta.
Elementar...
E, pior ainda, se só converso comigo mesmo
E nunca falo nada disso pra ti,
Como vou sair do canto
Se quero mover-me de acordo contigo?
É um "Falo. Não falo. Falo. Não falo"
Que não parece estar perto de cessar.
E o tempo passa,
A neblina baixa,
Mas eu continuo na encruzilhada.
Se me estabelecer aqui, vou me arrepender
De tudo que queria ter feito e não fiz.
Se sigo, um pedaço da minha história fica pra trás.
Pra sempre.
Sem você ou com você.
Vai ser um momento que não vou esquecer.
Vou sempre repensar nas possibilidades e me remoer
Na minha cadeira de balanço
Quando estiver velho, apreciando a noite.
A não ser que... Não sei.
É uma pena não poder voltar no tempo
Ou no caminho
Pra prolongar o que eu tinha antes
E que me fazia feliz.
Já que não posso voltar,
Vou tentar,
Fazer,
Ou só desejar
Poder reconstruir um caminho que leve para a mesma situação
Num futuro mais próximo e ainda mais certo,
No qual vou estar mais preparado pra nós.
Daí, juntos, posso pensar em nos fazer feliz.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Palavras mudas de amor

Tu perguntas,
Eu tenho a resposta perfeita em mente.
Mas, pra tudo não ficar tão evidente,
Esvazio minha cabeça e te digo palavras mudas.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Sonho... Beijo da estrela...

Não posso imaginar como foi acontecer.
Até ontem, sentia-me numa relação amigável,
Hoje, penso o dia inteiro em você,
Com um sentimento extraordinário.

Uma bela luz para meus olhos.
Tão próxima em minha mente,
Mas tão distante fisicamente,
Deixando-me com frio...

Oh, visão da mais pura perfeição,
Fonte clara de minha inspiração.
Minha bela e brilhante estrela... não se afaste,
Para que um dia eu tente me aproximar... 



sexta-feira, 24 de maio de 2013

É amor

Quê que é isso, meu deus?
Essa coisinha chata que me aperreia todo dia.
Esses pensamentos doidos que me perseguem.
Pensar nela do segundo que me acordo até o que eu pego no sono é normal, é?
E sentir ciúmes quando ela não me dá atenção?
E ficar feliz quando ela brinca comigo?
Oxe, nãm.
Sei o que é isso não, visse?
Vai ver é doença
Essa doidice que me persegue.
Ave maria!
Se isso for amor, pense num negócio desmantelado arretado!