Painho, Mainha
Meu Amigo e Meu irmão
Vozinho e Vozinha
Escutem meu coração
Não importa o que não escondeu
não importa como te chamo
quero apenas o amor teu
retribuição porque te amo
Estarei sempre contigo
Como seu anjo da guarda
Mesmo que só te digo
através da Retroguarda
Só estou te contando sem dizer
por saber como você é
Ainda tenho medo de viver
mas por favor, tenha fé
Te mantenho a salvo sempre
E jamais serás esquecido
Parece que saíste do meu ventre
mas nunca terás falecido
Estejas nas estrelas ou no submundo
Extinto, esquecido e solitário
Da poesia és oriundo
Pra ajudar, sou voluntário.
Somos um conjunto de jovens com almas artísticas unidas para distribuir tudo o que pudermos e acrescentar arte e (especialmente) poemas repletos de indagações, reflexões e sentimentos para todos os momentos.
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quarta-feira, 5 de março de 2014
Esse é o meu amor
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quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Pseudônimo: Cosmopolita
Universo:
Grandioso,
Mágico e misterioso.
Tem mente poderosa
Com todas suas estrelas,
Satélites, galáxias e planetas.
Vem aqui
Dividir das mais
Complexas prosas:
Longas, curtas,
Com ou sem razão.
Aqui, o cosmo ganha nome:
Cosmopolita.
Grandioso,
Mágico e misterioso.
Tem mente poderosa
Com todas suas estrelas,
Satélites, galáxias e planetas.
Vem aqui
Dividir das mais
Complexas prosas:
Longas, curtas,
Com ou sem razão.
Aqui, o cosmo ganha nome:
Cosmopolita.
sábado, 21 de setembro de 2013
Rumo
Tentei te abraçar você não queria,
tentei te beijar, você não queria.
Desisti de tentar.
E acordava sem saber se era noite ou dia.
O poste iluminava a rua
Mas eu estava acima dele
E a luz que de lá vinha sequer encontrava minha alma nua
E o teu beijo gelado
Que tanto eu suplicava
Foi o que me fez deixar tuas mãos de lado.
Não gostava das tuas lágrimas fúteis
Enxugava teu desprezo com minhas roupas intactas
Gastando contigo o que alguém tinha lavado pra mim.
Vou te colocar em uma caixa
Viajando os quatro cantos do mundo
Quem sabe você toma rumo
E se transforma em alguém assim, não tão desprezível.
Domingo à tarde
Domingo à tarde tudo para.
Jornal, café, vento gelado.
As senhoras nas cadeiras de balanço, nas sacadas de suas casas coloridas.
Folhas pra lá e pra cá.
O amarelo caramelo do sol, que só muda de sabor no domingo.
As bicicletas que só surgem no dia de calma e que nada ajudam na sustentabilidade.
Os namorados e o sorvete, sempre pouco, que a vovó coloca.
Trocaria todos os meus dias por um pouco daquele ar.
Jornal, café, vento gelado.
As senhoras nas cadeiras de balanço, nas sacadas de suas casas coloridas.
Folhas pra lá e pra cá.
O amarelo caramelo do sol, que só muda de sabor no domingo.
As bicicletas que só surgem no dia de calma e que nada ajudam na sustentabilidade.
Os namorados e o sorvete, sempre pouco, que a vovó coloca.
Trocaria todos os meus dias por um pouco daquele ar.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Esquina
Não espero que entendas porque deixei de lado a tua presença,
subitamente, sem previsão.
Saibas que com as palavras escritas sobre a mesa
está toda aquela pausa súbita que envolve minha respiração
quando em ti contato.
Pertenço as luzes da rua que não aguentam esse seu "meu" e esse seu "sempre".
Saibas que encontro, a cada esquina que viro, um amor.
Verdadeiro, eterno e intransferível.
Mas sei que quando te ver em casa, sentirei a mesma coisa que sinto pelos olhares dos anônimos que nunca chego a conhecer.
Amor sufocante e nato mas que você insiste em estragar o restringindo a sua posse.
Não entendes que és a protagonista dos meus devaneios futuros?
Que as outras peles que visto se dissolvem no momento em que viro a outra esquina?
Não, não entendes.
E é por isso que te deixo.
Quero que você descubra suas efemeridades, suas peles e o gosto de outros lábios.
Aprenda a compartilhar a minha carne com o mundo.
E quem sabe, outro dia, não me encontres ao virar a esquina.
subitamente, sem previsão.
Saibas que com as palavras escritas sobre a mesa
está toda aquela pausa súbita que envolve minha respiração
quando em ti contato.
Pertenço as luzes da rua que não aguentam esse seu "meu" e esse seu "sempre".
Saibas que encontro, a cada esquina que viro, um amor.
Verdadeiro, eterno e intransferível.
Mas sei que quando te ver em casa, sentirei a mesma coisa que sinto pelos olhares dos anônimos que nunca chego a conhecer.
Amor sufocante e nato mas que você insiste em estragar o restringindo a sua posse.
Não entendes que és a protagonista dos meus devaneios futuros?
Que as outras peles que visto se dissolvem no momento em que viro a outra esquina?
Não, não entendes.
E é por isso que te deixo.
Quero que você descubra suas efemeridades, suas peles e o gosto de outros lábios.
Aprenda a compartilhar a minha carne com o mundo.
E quem sabe, outro dia, não me encontres ao virar a esquina.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Assustado
Medo louco
Do teu rosto
De desgosto.
Fico rouco
Deixo exposto
O meu medo
Do teu rosto
De desgosto.
Do teu rosto
De desgosto.
Fico rouco
Deixo exposto
O meu medo
Do teu rosto
De desgosto.
sábado, 31 de agosto de 2013
Funções Orgânicas
Cheiro de maçã.
Como aquele que emana de seus poros quando tua pele arranha na minha.
Este cheiro, não é você.
São vários carbonos organizados com um ou outro enfeite em ponta de tracinhos.
Não é você.
Vai ver, se estudo um pouco mais de química, me convenço
que esses carbonos não são só elementos que
como eu
vivem em função de ti.
Como aquele que emana de seus poros quando tua pele arranha na minha.
Este cheiro, não é você.
São vários carbonos organizados com um ou outro enfeite em ponta de tracinhos.
Não é você.
Vai ver, se estudo um pouco mais de química, me convenço
que esses carbonos não são só elementos que
como eu
vivem em função de ti.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Apagão
Acabou a luz.
Pausa, confusão.
Desespero.
E agora?
Pega o carro, não tem bomba de gasolina.
Vai pra casa, mora no trigésimo quarto andar.
Quando vai acabar, nem televisão, nem rádio, nem computador
E agora?
Pausa, confusão.
Desespero.
Se acabar a luz, a vida acaba.
Pausa, confusão.
Desespero.
E agora?
Pega o carro, não tem bomba de gasolina.
Vai pra casa, mora no trigésimo quarto andar.
Quando vai acabar, nem televisão, nem rádio, nem computador
E agora?
Pausa, confusão.
Desespero.
Se acabar a luz, a vida acaba.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Por um amor sem dois
Ele diz que vai embora
Sair pela porta afora
Abraçar o mundo que não conhece
E eu fico admirada
Com a cor da calçada que a vizinha escolheu
Ele diz que não sabia
Que o amor que eu fazia
Era só falsismo meu
E eu respondo qualquer coisa
Me preocupando mais com as moscas
Que pairam sobre o bolo de lichia
Ele diz que mesmo assim
Não tenta fugir de mim
Da louca que me deu
E eu mesmo emocionada
Vou gastando o meu dia
Com chazinho de alecrim.
Sair pela porta afora
Abraçar o mundo que não conhece
E eu fico admirada
Com a cor da calçada que a vizinha escolheu
Ele diz que não sabia
Que o amor que eu fazia
Era só falsismo meu
E eu respondo qualquer coisa
Me preocupando mais com as moscas
Que pairam sobre o bolo de lichia
Ele diz que mesmo assim
Não tenta fugir de mim
Da louca que me deu
E eu mesmo emocionada
Vou gastando o meu dia
Com chazinho de alecrim.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Insaciável
Aquela fome que só surge nas altas da noite. Ignorar, ignorar, ignorar.A raiva de ceder vai se misturar com a frenética ansiedade no momento em que seus pés tocarem a cerâmica fria do quarto. Te levantas e quase corres na direção do teu alvo. Paras em frente à geladeira e te enches de água direto na garrafa pra ver se enganas a si e voltas pra cama sem aliviar esse mal que te consome. Mas não, não resistes e pegas o telefone.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Pelo dia dos namorados
Querido amor,
Sei que provavelmente não estás lendo isso, pelas leis da probabilidade.
Ou talvez estejas.
Quem sabe me conheces e sou teu amor, antes mesmo de eu te conhecer?
Sei de muitas coisas
Mas a certeza, a certeza que tanto anseio e que tanto em ti, tenho esperança de encontrar
dessa não tenho posse.
Entre as probabilidades que tomo como certa, uma : que o amor não é essencial, mas se tornou necessário à medida que fomos desvoluindo no tempo.
E como não sou bicho de ir contra a evolução, nesse caso, evolução ao contrário,
vou seguindo precisando do amor e de você.
Encontrar em você o que está faltando em mim.
Isso não é puro egoísmo?
Um buraco na alma de cada um espera, ansiosamente, por pedaços de coisas sem lugar.
Teu pedaço pensa encontrar em mim, o cacareco que
como por milagre, encaixa precisamente no teu vazio.
O meu não difere na intensão.
Assim, teu íntimo dilacera o meu e furta minha essência pra encaixar na tua
Não percebes que isso só vai aumentando o buraco?
Não ligo, só quero que venha tentar.
Assim terei uma oportunidade de te distrair
e te roubar.
Sei que provavelmente não estás lendo isso, pelas leis da probabilidade.
Ou talvez estejas.
Quem sabe me conheces e sou teu amor, antes mesmo de eu te conhecer?
Sei de muitas coisas
Mas a certeza, a certeza que tanto anseio e que tanto em ti, tenho esperança de encontrar
dessa não tenho posse.
Entre as probabilidades que tomo como certa, uma : que o amor não é essencial, mas se tornou necessário à medida que fomos desvoluindo no tempo.
E como não sou bicho de ir contra a evolução, nesse caso, evolução ao contrário,
vou seguindo precisando do amor e de você.
Encontrar em você o que está faltando em mim.
Isso não é puro egoísmo?
Um buraco na alma de cada um espera, ansiosamente, por pedaços de coisas sem lugar.
Teu pedaço pensa encontrar em mim, o cacareco que
como por milagre, encaixa precisamente no teu vazio.
O meu não difere na intensão.
Assim, teu íntimo dilacera o meu e furta minha essência pra encaixar na tua
Não percebes que isso só vai aumentando o buraco?
Não ligo, só quero que venha tentar.
Assim terei uma oportunidade de te distrair
e te roubar.
sábado, 8 de junho de 2013
Qual a novidade?
Por mais que tentemos mudar o mundo
O mundo não será mudado
Porque o mundo não tem alma
E muito menos querer
O mundo é apenas mundo e segue o sendo
E nossa tentativa inútil
Só revela o quanto somos inocentes
Lutando por algo que não quer mudar
Mas desde quando
isso é novidade?
O mundo não será mudado
Porque o mundo não tem alma
E muito menos querer
O mundo é apenas mundo e segue o sendo
E nossa tentativa inútil
Só revela o quanto somos inocentes
Lutando por algo que não quer mudar
Mas desde quando
isso é novidade?
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Perdido
Achas confuso se te encontras em estranhos, mas não percebes que, à frente do espelho, és um estranho a si mesmo.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Bipartição
Sou um verme
De vida livre.
Plano na área.
Planária.
Essa é minha reprodução.
Prima-dona Daaé, Cosmopolita e Dinossauro Solitário
Pensamentos e diálogos d'uma tarde no café
Uma lácrima no olho ou nos lábios
Estou sendo torturada ao máximo
Tenho uma vida pela frente, com morte no fim
Lembranças neutras de uma vida sem sal
Na mesa redonda, cabeças que falam
Bolsos, chapéis e dinheiro, acabando
O café sugando minhas forças e minha vida
Na bilheteria do trem da vida, deuses e monstros
Rir da desgraça, só
Sonhos todas as noites, sem intervalo
Me fecho em portas entreabertas
E sonho com a minha cadela
Saiu. Saiu e foi com o vento, ao vento, pro infinito
Caiu, a cabeça latejando, era libertador
Isso é muito complexo
Janelas ao redor. Sem luz, mesmo assim
A perfeição não é deste mundo
Eu acordo pra ficar doidão
Macrocosmo e microcosmo resultam no mesmo
Comendo petit-gateau, acabei raspando o prato
Elementar, meu caro julgador
Copo, mesa, pai, amor e sexo e mais um café, por favor (que se dane o por favor, me dá essa merda)
Meu relógio e meus anéis incomodam, mas não os tiro
Dadá era um menino muito inteligente
Não consuma ácido
E além disso, preciso ligar para o meu pai
Bora, precisamos de agilidade
Não, não, não, não...
Preciso de uma dose grande de insulina! Me deem logo!
A cabra do meu avô comeu os próprios filhotes
Dama na rua, selvagem na cama
Ame quem não te ama!
Quero ir pra casa
Não era lua, nem bananeira, era a mãe de Pedro Bó!
Celular toca a todo segundo... em minha mente
Cadê meus óculos escuros? Eu sou uma planária!
Sem ideias. Mente vazia, oca
Mais uma xícara, por favor
Acabei de começar a pensar
Este silêncio deixa-me surdo
Os cavalos estão vindo, então é melhor correr!
Acabou.
Mas já?
Créditos: Nós todos, seres retroguardianos e nossa querida amiga Rhaíssa Feitosa, comemorando um mês de textos e poemas.
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sexta-feira, 19 de abril de 2013
Calma
Me abraça, me faz tremer de frio e de calma
Sem avisar, sem ser suave
Do jeito que é, escancarada
Simples.
Sem avisar, sem ser suave
Do jeito que é, escancarada
Simples.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Efeito Borboleta
Não me importo, nem finjo importancia
Perceber isso não é um ato de grande inteligencia
Mentiras delicadas rodeiam os dias
Chutam-se as portas, rasgam-se as folhas
Não faça assim, dizem
Gritam
Insistem no transforme agora, amor no futuro
A cicatriz do agora, rirá da sua ingenuidade quando o dia amanhecer
Meu bem, entenda
Nada vai mudar o efeito borboleta.
Perceber isso não é um ato de grande inteligencia
Mentiras delicadas rodeiam os dias
Chutam-se as portas, rasgam-se as folhas
Não faça assim, dizem
Gritam
Insistem no transforme agora, amor no futuro
A cicatriz do agora, rirá da sua ingenuidade quando o dia amanhecer
Meu bem, entenda
Nada vai mudar o efeito borboleta.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Geração ativista do Iphone.
Nota-se que temos apego à palavra dita. Mas não suficientemente. Tantos falam da injustiça da coisa, da passagem de ônibus, das notas erradas, do desvio de dinheiro público, de representante dos direitos humanos que fere aos direitos humanos.. Mas a verdade é que ninguém se importa muito. Esses que se dizem intelectualizados, atualizados, ativistas.
Uma geração em busca de ideologia, de algo para mudar o mundo, mas com medo demais de sair de casa, de estar sozinho. Protestam por trás de seus computadores. Computadores têm memórias variáveis, apagáveis, de muita informação mas pouca promessa. Não deve ser por falta de querer, deve ser por comodismo. Se ele não levanta, por que eu deveria? Aí ele não levanta, eu não levanto e ninguém muda nada.
Ultimamente está tudo tão fácil, que correr atrás do difícil não vale a pena, é perda de tempo. Temos medo de perder nossas coisas mais que nossos amigos. Perder. Sim, e por que estamos perdendo o apego à palavra dita? Será que é por causa desse nosso silêncio agora, diante de nossos computadores?
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Outro
Em algum lugar
ou
Ainda não é, mas poderá vir a ser
Estou em nenhum lugar
Imagina que louco seria
Se eu não estivesse aqui
Em que outro lugar estaria.
Quais outros olhares.
Seriam melhores?
Quão insatisfeito sou
Por sempre achar que o que tenho
Seria melhor se eu não o tivesse.
Outros lugares, amores e sabores.
Tudo é melhor
quando em outro lugar habita.
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