E agora, o que faço?
Não sei se viro,
Sigo em frente,
Volto atrás...
A neblina não me deixa ver o que quero.
Não sei para onde cada caminho me levará.
Não sei se me preocupo
Ou se deixo levar.
Talvez ainda não seja tarde pra mim.
Ou para nós.
A incerteza é que me mata,
Como uma facada no peito
Que esfola todo o resto do corpo
Quando me dou conta.
É por isso que fico tão fechado,
Tão pensativo,
Tão distante de ti e dos outros.
A dificuldade em pensar nisso é tremenda
E me deixa sem ter a resposta.
O inacabado me enlouquece e me consome.
Daí, vêm os pensamentos errados
Que me destroem e depois me engradecem.
Mas no final, sempre me destroem.
Me fazem sentir como se tivesse construído algo
Que não é real.
Eu preciso me mexer,
Sair do meio da encruzilhada
E seguir um caminho.
Seria tão mais fácil
Se tu estivesses aqui comigo
Ou se me respondesses de uma vez.
Mas,
Que tolo sou eu.
Se não te pergunto, nunca terei resposta.
Elementar...
E, pior ainda, se só converso comigo mesmo
E nunca falo nada disso pra ti,
Como vou sair do canto
Se quero mover-me de acordo contigo?
É um "Falo. Não falo. Falo. Não falo"
Que não parece estar perto de cessar.
E o tempo passa,
A neblina baixa,
Mas eu continuo na encruzilhada.
Se me estabelecer aqui, vou me arrepender
De tudo que queria ter feito e não fiz.
Se sigo, um pedaço da minha história fica pra trás.
Pra sempre.
Sem você ou com você.
Vai ser um momento que não vou esquecer.
Vou sempre repensar nas possibilidades e me remoer
Na minha cadeira de balanço
Quando estiver velho, apreciando a noite.
A não ser que... Não sei.
É uma pena não poder voltar no tempo
Ou no caminho
Pra prolongar o que eu tinha antes
E que me fazia feliz.
Já que não posso voltar,
Vou tentar,
Fazer,
Ou só desejar
Poder reconstruir um caminho que leve para a mesma situação
Num futuro mais próximo e ainda mais certo,
No qual vou estar mais preparado pra nós.
Daí, juntos, posso pensar em nos fazer feliz.
Somos um conjunto de jovens com almas artísticas unidas para distribuir tudo o que pudermos e acrescentar arte e (especialmente) poemas repletos de indagações, reflexões e sentimentos para todos os momentos.
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terça-feira, 11 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
Livro aberto
Me faça falar
Me tire do rancor
Chegue mais perto
Me abra, por favor
Minha vida é um livro
Aberto pra você
Se não te interesso
Ninguém mais vai querer ler
Não sou assim
Difícil de decifrar
Pare um momento
E começo a te exlicar
Na verdade
Preciso nem me mexer
Nem te explicar qualquer coisa
Sei que tu podes me entender
Deixa eu te dizer
O que guardo no peito
Pra liberar pro mundo
As indagações desse sujeito
Deixa eu te dizer
O que eu só ouço falar
Te contar histórias
Sobre o amor e o amar
Que fique claro
Não sei o que quero
Não sei onde estou
Só sei que tolero
Não me considero
Sujeito de sorte
Em matéria de amor
Nunca fui candidato forte
Em atividade alguma
Eu fui ou sou ótimo
Não queria que me encaixassem
Em qualquer esteriótipo
As amizades que tenho
Não sei preservar
Mas de amores estou farto
De tanto sonhar
Não me deixo ser feliz
Nem que seja por um lado
Tenho mania louca
De me sentir abandonado
Queria, nas artes
Ser mais ativo
E pra todo poema
Bem mais criativo
Cheguei no final
Mas não acaba assim
Por que o livro da minha vida
Não tem começo e tá longe do fim
Me tire do rancor
Chegue mais perto
Me abra, por favor
Minha vida é um livro
Aberto pra você
Se não te interesso
Ninguém mais vai querer ler
Não sou assim
Difícil de decifrar
Pare um momento
E começo a te exlicar
Na verdade
Preciso nem me mexer
Nem te explicar qualquer coisa
Sei que tu podes me entender
Deixa eu te dizer
O que guardo no peito
Pra liberar pro mundo
As indagações desse sujeito
Deixa eu te dizer
O que eu só ouço falar
Te contar histórias
Sobre o amor e o amar
Que fique claro
Não sei o que quero
Não sei onde estou
Só sei que tolero
Não me considero
Sujeito de sorte
Em matéria de amor
Nunca fui candidato forte
Em atividade alguma
Eu fui ou sou ótimo
Não queria que me encaixassem
Em qualquer esteriótipo
As amizades que tenho
Não sei preservar
Mas de amores estou farto
De tanto sonhar
Não me deixo ser feliz
Nem que seja por um lado
Tenho mania louca
De me sentir abandonado
Queria, nas artes
Ser mais ativo
E pra todo poema
Bem mais criativo
Cheguei no final
Mas não acaba assim
Por que o livro da minha vida
Não tem começo e tá longe do fim
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