Somos um conjunto de jovens com almas artísticas unidas para distribuir tudo o que pudermos e acrescentar arte e (especialmente) poemas repletos de indagações, reflexões e sentimentos para todos os momentos.
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Cérebro
Uma sala. Frio. Um livro. Uma professora. Idade média, Alta? Baixa? Sim, sim. (Suspiro) Invasões. Bárbaros. Volta-se ao livro. Continua frio. Que história fantástica desse livro! Quero viajar como ele. Visto o casaco. Os Hunos. Império Otomano. Será que fiz o certo? Espero que ele não me odeie pra sempre. O frio diminuiu. A Idade já é Baixa. Livro envolvente. Como eles são livres e tristes! Por quê? Haverá algo melhor pra mim? Morrerei só? Feudalismo. Violão no canto da sala. Acho que estou com fome. Realmente espero que ele não me odeie. Nossa! olha tudo o que aconteceu em Bizâncio! queria ter visto.. Quero pegar a estrada. Quero ser um livro.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Faça História. Tenha Atitude.
Dê ideias
Revolucionárias.
Marque presença
De forma inesperada.
Não fique parado
Se algo não lhe parece bem,
E não espere
A permissão de ninguém.
Diga algo nunca dito!
Faça algo nunca feito!
Deixe sua marca,
Sua assinatura,
Suas digitais.
Revolucionárias.
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Se algo não lhe parece bem,
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sexta-feira, 14 de junho de 2013
Uma história de amor e maldição
E ele correu, com o filme de seu passado sendo reproduzido por sua cabeça. Começava a sentir tudo de novo. Tudo que estava guardado no baú das lembranças, no sótão de sua mente. Não conseguia ignorar, e isso fez sua velocidade aumentar. Subiu as escadas, empurrou a porta violentamente e gritou no meio do aposento: "Amor?!". Paralisou-se diante do que havia deitado à sua frente. Numa cama de áurea dourada e lençóis reais, estava a Princesa, aquela que o havia amado e por quem ele tinha um amor incomensurável.
Sentiu desespero e pressa, tinha que fazer algo imediatamente. A Princesa estava presa numa maldição. Uma espécia de maldição em looping. Por mais que ela lutasse, encontrasse outros amores e se convencesse de que amava outro, ela não pararia de viver uma mentira. Sempre estaria presa ao amor de um homem e só seria liberta se o mesmo lhe correspondesse esse amor ou se amasse alguém e fosse amada verdadeiramente.
Como havia esperança por parte do tolo homem, ele decidiu arriscar. Chegou mais perto da cama e admirou a Princesa que estava adormecida. Sabia que a amava perdida e verdadeiramente e tudo que faltava para salvá-la era que ela sentisse o mesmo por ele. Aproximou-se e curvou-se, chegando mais perto para beijá-la. Parou a hesitação e a beijou calorosamente. Afastou seus lábios e a olhou nos olhos, ainda fechados. O desespero e a angústia lhe subiram a cabeça e, ao chegar nos olhos, transformaram-se em lágrimas sendo derramadas.
Foi aí que a Princesa acordou. Ele sorriu, ela se emocionou e abraçaram-se e beijaram-se. Nunca estiveram tão felizes na vida, pois agora, sabiam que amavam e eram amados com amor verdadeiro. Ele cochichou no pé do ouvido dela: "Eu te amo muito!". Ela se aproximou do ouvido dele e disse: "Eu tamb... Eu tam...". E ele sentiu aquela realidade se esvair, escapar entre seus dedos. Tudo ficou como um borrão e foi se desfazendo. A Princesa se apagou ao seu lado e ele sentiu que tudo aquilo era apenas um sonho.
E era. Tudo que tinha se passado era uma mentira, com exceção de seu amor pela Princesa, que era realmente verdadeiro. Em sua humilde casa, ele jazia no chão frio, abandonado. Estava preso na maldição do amor em looping e só a Princesa poderia salvá-lo. A Princesa que o amara um dia e que agora vivia feliz e casada com seu verdadeiro amor, no castelo do reino. Perdendo suas esperanças, rezou para que tudo acabasse de uma vez e ele se libertasse da dor e do amor que sentia. Sua visão começou a ficar borrada outra vez, só que agora ele acordaria do sonho da vida para a realidade da morte. Com seu mundo desbotando, ficou calmo e se entregou àquilo, até que ouviu a porta abrir violentamente e dela surgir um grito de desespero e esperança: "Amor?!".
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