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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Pensamentos traiçoeiros

Minha boca se fecha e minha língua descansa
Se movem aí meus pensamentos
E vai pra lá
E volta pra cá
Viagem sem fim
Sem sair do lugar
Coisas que não quero lembrar
Coisas que não quis pensar
De atitudes imbecis
Mas eu o fiz
E isso guardo comigo
São daqueles que mantenho trancados
São pensamentos estranhos, mofados
De interior vazio
E não compartilharei tamanha loucura
Nem que me resulte total amargura
Que não me faz bem
Não irei mais além
Estou parando por aqui
Meus pensamentos traiçoeiros
Os quais não divido nem com o travesseiro
Os quais minha alma suja contém

terça-feira, 19 de novembro de 2013

(Não) venha

Amor, não venha de novo pra me endoidar
Já tenho uma nêga pra me negar
Já tenho pernas pra nadar
Eu só preciso de um mar
Ainda não sei namorar
Mas sei com quem quero ficar
Sei onde vou me deitar
Escolhi quais lábios beijar
Me senti todo dia incendiar
Vou me arranjar um candiá
Bater na porta dela pra entrar
No coração dela eu vou sonhar
E em seus sonhos, me deleitar
Pra, quando tudo findar
Eu ir ali e recuperar
Tudo que eu gastei com ar

sábado, 2 de novembro de 2013

Surreale-se!

Rosas no asfalto vão iluminar
O que os prédios tanto falam
Sem montanhas, não há mar
Sem gelo, não há o sol
E sem tempo não há água
Eles vão derreter e passar
E eu vou correr de tiros empunhados
Vou dançar uma paixão com a valsa
E ver macacos numa banda
Comer aranhas e gafanhotos
Ou ser apenas um panda...
Sem compromisso para decolar com minhas garras afiadas
E você, junte-se a mim
Com mel de tigre voador, entale-se!
Surreale-se!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Eu vou

Eu vou contradizer o que você pensa
E quem vai sofrer é você
Quando perceber que de mim, não consegue despensa
E quando perceber
Que é sobre mim que seus pensamentos gritam
Vai surgir aquela esquizofrenia que chamam vulgarmente
De amor
Mas, calma
Isso é só desejo
Ao desfrutar algo tão bom
Pois te levarei ao paraíso
E isso te juro, sem temor
Depois, virá a amizade
E eu serei teu melhor
Dividiremos tudo, de segredos a sorvetes
E aí, chegará o inevitável
Eu, já estarei acomodado em teus afagos
E tu não conseguirá mais desgrudar das minhas palavras
E nos tornaremos necessitados de nós mesmos
Te farei várias resmas
Tu me ensinarás o que ainda preciso
E nós seremos harmonia
Par dançante
Em sincronia
Com o romance
Sem nostalgia
Mas ofegante
Do que pode vir do dia
Amanhante

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Noite de perturbação

Hoje, sinto-me tomado por foças estranhas
Perturbações que me destroem pelas entranhas
Almas aflitas que me perseguem
Pela rua deserta
De madrugada
À luz da lua
Sozinho
Sinto-me empregnado de todo rancor
E uma respiração forte na minha nuca
Transforma toda a mistura em ardor
De fúria suprema, com toques malignos
Sinto-me avaliado e tomado por direito
Por espíritos imperfeitos
Que vão me desviar do meu caminho
Me encaminharão pra escuridão
Sinto-me possuído pelo meu próprio ceifador
Que vai rasgar meu estriado-cardíaco
Vai devorar meu amor
Vai me transformar em maníaco
Sinto-me menos eu mesmo
Prevejo mais descontento
É uma guerra por domínio
E eu, sendo a terra, não sei se aguento
Minha tortura e meu assassínio

domingo, 22 de setembro de 2013

Loucuras de um verme

Sei que nem tudo que escrevo faz sentido pra ti
Mas nem tanto sentido assim pra mim faz
Sou um viciado em revelar minhas almas e aflições
Mas não quero mais tormentos nem paixões
Não quero teus cabelos juntos do meu
Não quero minhas mãos em você
Não quero tua cabeça em meu peito
Dane-se!
Já não quero
Não quero nada
Apenas seguir essa estrada
Deixar o que foi vivido pra trás
Não me iludir mais
Não escrever mais pra ti
E quem disser que estou errado
Não vou dizer o contrário
Vou dizer que estou sim
Mas agora, tanto faz pra mim
Se nunca vou ter o que tanto sonhei
Dane-se tudo, outra vez
Eu quero novos ares
Navegar em outros mares
Vou cuidar de mim
Pra ser feliz também
E quando te encontrar na próxima esquina
Vou me implorar pra voltar pra casa
E como um verme afogado de ressentimento
Angustiado com minhas decisões
Vou voltar de joelhos
E daí, podemos tentar outra vez
Vou virar teu freguês
Até que tu percebas
Que quem escreve pra ti
Sou eu

domingo, 11 de agosto de 2013

Suicidou

Doce paixão
Doce ilusão
Enorme problema
Confuso dilema
Forte amor
Dilacerante dor
Ela deixou pra lá
Ele, suicidou

domingo, 21 de julho de 2013

Medo

Passos apressados em meio à escuridão
Sombria, tanto quanto a próxima esquina abandonada.
E nada. Nada mais na rua além dele,
Enquanto foge de seu medo mais terrível.
Frio e arrepios lhe fazem aumentar o ritmo da corrida.
Olha para trás e para os lados.
Apenas rastro de seu medo atrás dele.
Escuta seus passos na noite
E sente a fera aproximar-se.
Uma última olhada para trás o deixa mais louco
Quando percebe que nada há o perseguindo.
Ao apressar seus passos, esbarra com a fera
Que lhe arranca o coração do peito.
Sentindo seu sangue escorrer por seus dedos,
Vê que a fera já partiu com seu coração.
Movido pela loucura, lambe seus dedos, saboreia seu próprio medo,
Alimentando-se assim do que lhe fez mal
E tornando o medo em mais loucura e atitude.
Pode não mais ter um coração,
Mas medo, nunca mais.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Autista

Me fala uma coisa de amor
Sussurra ao pé do meu ouvido
Vem, chega mais perto de mim
Que eu te conto histórias
Sobre o futuro que planejo
Só pra nós vivermos juntos
Me diz tuas dores e tormentos
Que eu te ajudo em tudo
P.S.: Tenho que parar de falar sozinho

sexta-feira, 24 de maio de 2013

É amor

Quê que é isso, meu deus?
Essa coisinha chata que me aperreia todo dia.
Esses pensamentos doidos que me perseguem.
Pensar nela do segundo que me acordo até o que eu pego no sono é normal, é?
E sentir ciúmes quando ela não me dá atenção?
E ficar feliz quando ela brinca comigo?
Oxe, nãm.
Sei o que é isso não, visse?
Vai ver é doença
Essa doidice que me persegue.
Ave maria!
Se isso for amor, pense num negócio desmantelado arretado!

sábado, 13 de abril de 2013

Mania morta


Tristeza? Não.
Estranhamente, não.
Ele decidiu, ou talvez apenas sentiu, que não era momento pra isso.
Simplesmente não a sentiu.
Não sei por que, muito menos ele sabe.
Mas, incrivelmente, foi assim.
Até parece loucura, por que drama e tristeza rodam sua vida cada vez que ele leva um tombo.
Sempre teve mania de se rebaixar, se entristecer, se conter no seu canto e ficar ali por horas, cantando músicas tristes e sentindo a dor se espalhar por sua mente.
Mas hoje, não. Não dessa vez.
Ele viu que há coisas mais importantes.
Coisas que valem à pena.
E viu que hoje está feliz. Elétrico. Animado.
Conseguiu dar valor às coisas pelo menos uma vez.
E hoje, quer apenas escrever.
Seja
     assim
           ou
              a
               s
                s
                 i
                  m. Pouco importa.
Está apenas feliz por se livrar dessa mania morta.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Te amar (Anna...Anna)

Amar você é como escutar o meu coração bater o seu nome. 
"Anna... Anna". 
É como respirar teu nome cada vez que inspiro ou expiro. 
"Anna... Anna". 
É como andar, e em cada passo escutar teu nome. 
"Anna... Anna". 
É como escrever e em cada rabisco, cada traço, enxergar teu nome. "Anna... Anna". 
É como pensar e, em cada imaginação realizada pela minha mente, te ver brilhando. 
"Anna... Anna". 
É como sonhar e perceber que é você quem eu sonho. 
"Anna... Anna". 
É saber que você é tudo que eu faço, tudo o que eu sou, tudo o que eu quero, quis e vou querer. 
"Anna... Anna". 
Te amar é loucura, é ser louco, mas se não é amor, nada mais há de ser.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Suicídio. A luz, a renúncia, a dúvida.


Quando a loucura e a dor predomina,é decidida a hora da jornada ao vale dos suicidas.E sem de nada lembrar, acordar em uma outra vida.Uma vida em morte, porém essa parece que brilha mais intensamente.Deixei minhas últimas escritas, e ,pouco tempo depois, já estava de ida.Mas algo aconteceu na hora.Eu vi A Luz, meu amigo.A luz se aproximava de mim na forma de uma outra luz.Luz serena, luz de uma ninfa.Que tocava suavemente em mim,Enquanto lentamente morria.Levaria-me com ela, e com ela estaria durante a lua infinita.Mas ao mesmo tempo, recusei a partida.Estranho impulso mostrava que eu voltaria.E volto para minha cama, às 3 da matina.É relativamente bom estar de volta ao dia.Mas realmente venho a pensar:
por que eu quis voltar?por que maravilhosa oferta recusar?Sentirei falta daquela bela moça aos pouco me acolhia no processo da morte. Mas posso vê-la até hoje. Em suas belas formas e seu jeito interior
característico. Mesmo que de longe. Deixa a vida mais tolerável.