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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Retorno

Vá
Tudo bem
Há bilhões de mulheres no mundo
Mesmo que apenas milhões sejam levemente apaixonantes
E que apenas milhares sejam satisfatórias
E que centenas vão ser incríveis
Mesmo que apenas dezenas sejam amáveis
Como você, só há uma
E se você não voltar, tudo bem
Não vou mais me lamentar
Eu sabia que ia ser assim
Os amores sempre chegam pra ficar
E acabam partindo
Sempre vão tomar meu tempo
Meu pensamento
Meu bem
E até mais além
Vou roubar meu coração
Pra tu não se apoderar mais dele
Que já tá cansado
E não aguenta mais o ritmo
Ele quer só o teu carinho
E tu vem me dar carão
É injusto que eu não possa te guiar no teu tango
Sem saber dançar nada, fico sem jogo de cintura
E pra não cair nos braços da tua ternura
Vou voltar pro meu canto
E cair nas minhas harmonias de amargura

sábado, 28 de setembro de 2013

Meu impasse

De que adianta?
Eu recito pra tu, tu te encanta
Mas sei que se forçar, tu te espanta
Vai embora e nunca mais voltar
E tudo em minha volta, triste se fará
Não te aguento a me olhar de relance
Não te aguento me depositando esperanças
Que me deixam em loucura, com mais desconfiança
De que, um dia, entre nós, haverá um romance

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Forças

Você já parou pra pensar
O quanto é difícil me esforçar
Pra não cair diante de ti?
Me apertas, me sufocas
Atiras em mim com olhares
E tudo eu ignoro
Mas por dentro eu imploro:
"Oh Deus, por que não minha?"
E te deitas no meu peito
E me abraças
Sossegas no meu leito
E se demora
E demora
E dançamos
E rimos
São olhares trocados
E meu coração, pesado
Vai caindo, caindo
Se sustenta por um fio
Tudo que falta é tu dares um pio
Daí digo que sou teu
E vai ser irrevogável
Irreversível
Inalterável
Incompreensível
Vai ser da noite pro dia
Uma força em ação
Força de melancolia
Ou até de paixão

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Brácteas


Flores estranhas,
Não sei de quem/o que é.
Sempre as vejo
Imagino e descrevo.
Brácteas vermelhas,
De longo caule.
Flores escuras.
Verde.
Amarelo.
Mas e as folhagens?
Não sei.
Não aparecem?
Existem?
É tudo só um sonho?
Vermelhas de sangue.
Vermelhas de dor.
Vermelhas, tão grandes.
Vermelhas de amor.
Podia ser qualquer coisa
Que não consigo dizer.
Podia ser meu destino,
Mas só se fosse você.
Podia me levar
Pra qualquer lugar,
Me fazer sorrir e navegar.
Mas ainda estou aqui
E não descobri.
O que essas flores estranhas
Querem dizer para mim?

Poema por Lisianthus Noturno e Dinossauro Solitário
Desenho por Lisianthus Noturno