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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Quantos monstros cabem em mim

Eles sussurram tantos absurdos 
Ou gritam alto, desesperadamente querendo escapar
Eles martelam ideias e recuam, sentem medo
Cada um tem sua própria identidade 
Cada um tem sua função
Mas se ajudam simultaneamente 
Se atrapalham e bagunçam tudo
Não dormem, não sentem o cansaço cair sobre suas cabeças
Eles não param, e como poderiam?
Suas olheiras são mais profundas que um abismo
Não há tempo dentro de tanto tempo
Eles culpam uns aos outros todo dia
Não tem uma decisão certa
A única certeza é nunca fugir
E quantos são? Creio que sejam poucos
Afinal cada um completa o outro 
Mas não sei mesmo é dizer quantos deles podem caber aqui.

sábado, 26 de outubro de 2013

Segredos

É por debaixo dos panos
E é por cima dos lençóis
Vamos fazer uns planos
E ficar a sós
Pra aproveitar quem te ama
Vou te dar uma chance de ser só minha
Vou te esperar naquela cama
E vai estar tudo nas entrelinhas
Quando eu escrever e tu achar
Que foi pra você, contemple a surpresa!
Eu não sou de me apegar
Você é só sobremesa
Mas relaxe, querida
Pra você, não vou mentir
Fiquei triste na despedida
Você não precisava ir
Vamos repetir essa dose
Outras vezes na vida?
Se não quiser, não precisa
Tudo bem
Mas nosso amor pode ir mais além
Só preciso que você decida

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Mudanças

O tempo,
As pessoas,
As opiniões,
As decisões,
Os sentimentos...

Tudo muda,
Independente do que seja.
Se é para melhor ou pior
Nunca se sabe,
Até acontecer a mudança.

As transformações acontecem
Com base em especulações
Que podem estar certas ou não.

Escolhas são feitas
Sem a certeza
Do que irá ocorrer,
Com esperança de que
Tudo o que mudar
Seja para o melhor.

Decepção nas escolhas erradas,
Alívio nas certas.
Mas as mudanças,
Sejam elas para melhor
Ou pior,
Sempre acontecem.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Minha encruzilhada

E agora, o que faço?
Não sei se viro,
Sigo em frente,
Volto atrás...
A neblina não me deixa ver o que quero.
Não sei para onde cada caminho me levará.
Não sei se me preocupo
Ou se deixo levar.
Talvez ainda não seja tarde pra mim.
Ou para nós.
A incerteza é que me mata,
Como uma facada no peito
Que esfola todo o resto do corpo
Quando me dou conta.
É por isso que fico tão fechado,
Tão pensativo,
Tão distante de ti e dos outros.
A dificuldade em pensar nisso é tremenda
E me deixa sem ter a resposta.
O inacabado me enlouquece e me consome.
Daí, vêm os pensamentos errados
Que me destroem e depois me engradecem.
Mas no final, sempre me destroem.
Me fazem sentir como se tivesse construído algo
Que não é real.
Eu preciso me mexer,
Sair do meio da encruzilhada
E seguir um caminho.
Seria tão mais fácil
Se tu estivesses aqui comigo
Ou se me respondesses de uma vez.
Mas,
Que tolo sou eu.
Se não te pergunto, nunca terei resposta.
Elementar...
E, pior ainda, se só converso comigo mesmo
E nunca falo nada disso pra ti,
Como vou sair do canto
Se quero mover-me de acordo contigo?
É um "Falo. Não falo. Falo. Não falo"
Que não parece estar perto de cessar.
E o tempo passa,
A neblina baixa,
Mas eu continuo na encruzilhada.
Se me estabelecer aqui, vou me arrepender
De tudo que queria ter feito e não fiz.
Se sigo, um pedaço da minha história fica pra trás.
Pra sempre.
Sem você ou com você.
Vai ser um momento que não vou esquecer.
Vou sempre repensar nas possibilidades e me remoer
Na minha cadeira de balanço
Quando estiver velho, apreciando a noite.
A não ser que... Não sei.
É uma pena não poder voltar no tempo
Ou no caminho
Pra prolongar o que eu tinha antes
E que me fazia feliz.
Já que não posso voltar,
Vou tentar,
Fazer,
Ou só desejar
Poder reconstruir um caminho que leve para a mesma situação
Num futuro mais próximo e ainda mais certo,
No qual vou estar mais preparado pra nós.
Daí, juntos, posso pensar em nos fazer feliz.