Não espero que entendas porque deixei de lado a tua presença,
subitamente, sem previsão.
Saibas que com as palavras escritas sobre a mesa
está toda aquela pausa súbita que envolve minha respiração
quando em ti contato.
Pertenço as luzes da rua que não aguentam esse seu "meu" e esse seu "sempre".
Saibas que encontro, a cada esquina que viro, um amor.
Verdadeiro, eterno e intransferível.
Mas sei que quando te ver em casa, sentirei a mesma coisa que sinto pelos olhares dos anônimos que nunca chego a conhecer.
Amor sufocante e nato mas que você insiste em estragar o restringindo a sua posse.
Não entendes que és a protagonista dos meus devaneios futuros?
Que as outras peles que visto se dissolvem no momento em que viro a outra esquina?
Não, não entendes.
E é por isso que te deixo.
Quero que você descubra suas efemeridades, suas peles e o gosto de outros lábios.
Aprenda a compartilhar a minha carne com o mundo.
E quem sabe, outro dia, não me encontres ao virar a esquina.
Somos um conjunto de jovens com almas artísticas unidas para distribuir tudo o que pudermos e acrescentar arte e (especialmente) poemas repletos de indagações, reflexões e sentimentos para todos os momentos.
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013
domingo, 9 de junho de 2013
O abismo do lago do amor
Quando tu chegasse, já era tarde
Eu tava mergulhado no lago do amor
Me afogando
Por livre e espontânea vontade
Nessa idade da vida, é normal
Erra-se todo dia
E já que eu não conseguia mais
Me livrar dos teus hábitos sufocantes
Essa foi a melhor escolha que eu já não tomei
E tomei
Já tava mergulhado de cabeça
E tu se iludindo, achando que ia me tirar
Com tuas mãos me esgoelando duramente
E eu disse "Basta!"
E chegamos onde estamos
Tu, desiludida, ficasse de mão abanando
E eu, estou prestes e pronto pra morrer
Me joguei de cabeça e te deixei aí só
Eu tava mergulhado no lago do amor
Me afogando
Por livre e espontânea vontade
Nessa idade da vida, é normal
Erra-se todo dia
E já que eu não conseguia mais
Me livrar dos teus hábitos sufocantes
Essa foi a melhor escolha que eu já não tomei
E tomei
Já tava mergulhado de cabeça
E tu se iludindo, achando que ia me tirar
Com tuas mãos me esgoelando duramente
E eu disse "Basta!"
E chegamos onde estamos
Tu, desiludida, ficasse de mão abanando
E eu, estou prestes e pronto pra morrer
Me joguei de cabeça e te deixei aí só
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