E que tal mais uma xícara de café?
Saboreio meu pedaço negro de câncer
Não tenho reclamação nova
Deixe estar como o mar
Me dê motivo pra repensar
Ou até pra pensar...
Um suspiro
Quão produtivo, cheio de qualidade
A divindade é pura como o luar
E as nuvens representam as areias do deserto
O qual fui embutido
Por uma razão e um segundo
Nada mais faz sentido
Nunca tem explicação no mundo
E é braçada de novo e outra vez
E pensa, resolve, digita, telefona
Vira fã da telinha e da telona
Da alienação um pouco mais freguês
Se perde, esvai
No espaço, se decompõe
Sentido não vai procurar
Vamos morrer assim(?)
Não sei a quem questionar
Já não consigo achar
E ainda assim, nem procurei
As almas não sabem o que podem ser
Deixam todo o planeta num frio...
E a vida corre, sem se perceber
O quanto nós todos somos um grande vazio
Somos um conjunto de jovens com almas artísticas unidas para distribuir tudo o que pudermos e acrescentar arte e (especialmente) poemas repletos de indagações, reflexões e sentimentos para todos os momentos.
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segunda-feira, 25 de novembro de 2013
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Lotado
De 5:30 eu levanto,
Tomo meu banho, como meu pão.
Saio de casa sem nenhum encanto.
A vida parece não ter sustentação.
Boto a mão pra pedir parada
Em grande lamentação.
Todo ônibus que chega,
Já tá perto da lotação.
É calor, barulho, engarrafamento,
Estresse e aumento do tormento,
Que vai criando desesperança.
Vemos um Estado só fazendo lambança.
Todos já conhecem a lei da física,
Então, hão de concordar
Como eu fiz quando, vi essa expressão.
Tava pixado na Boa Vista
Que dois corpos não ocupam o mesmo lugar
No busão.
Tomo meu banho, como meu pão.
Saio de casa sem nenhum encanto.
A vida parece não ter sustentação.
Boto a mão pra pedir parada
Em grande lamentação.
Todo ônibus que chega,
Já tá perto da lotação.
É calor, barulho, engarrafamento,
Estresse e aumento do tormento,
Que vai criando desesperança.
Vemos um Estado só fazendo lambança.
Todos já conhecem a lei da física,
Então, hão de concordar
Como eu fiz quando, vi essa expressão.
Tava pixado na Boa Vista
Que dois corpos não ocupam o mesmo lugar
No busão.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Future-se!
Resolvo tudo em um só clique
Falo com quem deveria estar ao meu lado
Ando no meu carro novo e chique
E meu cérebro fica mesmo é parado
Tecnologia está aí pra facilitar
Mas a gente usa ao contrário
Ao invés de usarmos pra nos ajudar
Usamos pra ficar sedentários
E o homem vai se tornando escravo da máquina
Deixando inaptidão e insuficiência por dentro
Se vemos um presente com toda essa lástima
Segure-se
Talvez seja uma solução drástica
Querer avançar no tempo
Se prenda ao passado
Não faça errado
Future-se!
Falo com quem deveria estar ao meu lado
Ando no meu carro novo e chique
E meu cérebro fica mesmo é parado
Tecnologia está aí pra facilitar
Mas a gente usa ao contrário
Ao invés de usarmos pra nos ajudar
Usamos pra ficar sedentários
E o homem vai se tornando escravo da máquina
Deixando inaptidão e insuficiência por dentro
Se vemos um presente com toda essa lástima
Segure-se
Talvez seja uma solução drástica
Querer avançar no tempo
Se prenda ao passado
Não faça errado
Future-se!
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quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Corrupção
Há 500 anos, quem é feliz é o porco que rouba
Já vi noticiado, escrito e até por quem trova
A corrupção e a roubalheira do país
Que deixa quem é rico mais rico e quem é pobre, mais infeliz
Já faz tempo que vê-se isso em nossos traços
Já disse Tomás Antônio Gonzaga, já disse Gregório de Matos
O brasileiro gosta é de fazer vista grossa
Finge que é tudo um mar de rosas
Dá pena de toda essa passividade
Que é facilmente aproveitada por quem vive de ruindade
Mas é culpa mesmo dessa população lerda
Passam séculos e séculos e só vivem na merda
Já vi noticiado, escrito e até por quem trova
A corrupção e a roubalheira do país
Que deixa quem é rico mais rico e quem é pobre, mais infeliz
Já faz tempo que vê-se isso em nossos traços
Já disse Tomás Antônio Gonzaga, já disse Gregório de Matos
O brasileiro gosta é de fazer vista grossa
Finge que é tudo um mar de rosas
Dá pena de toda essa passividade
Que é facilmente aproveitada por quem vive de ruindade
Mas é culpa mesmo dessa população lerda
Passam séculos e séculos e só vivem na merda
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Mundo individual
Às vezes, é simplesmente incrível
Como o individualismo tornou-se invencível
O mundo se tornou imiscível
E as atitudes pessoais tornaram-se irreconhecíveis
Como o individualismo tornou-se invencível
O mundo se tornou imiscível
E as atitudes pessoais tornaram-se irreconhecíveis
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Desejo rico de homem pobre
Que Deus te abençoe, Jovem
Tanto quanto ele não fez comigo
Sou filho sem graças, esquecido
Refém da dor e da solidão
Levo a vida severina, sem nem irmão
E você pode ter tudo que almeija
Mas só quem é alma boa não deixa
A ruindade tomar conta do coração
Tanto quanto ele não fez comigo
Sou filho sem graças, esquecido
Refém da dor e da solidão
Levo a vida severina, sem nem irmão
E você pode ter tudo que almeija
Mas só quem é alma boa não deixa
A ruindade tomar conta do coração
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Macho alfa
Eu sou o maior maioral.
Não tem melhor do que eu.
Sou macho alfa por natureza.
Sou, com certeza.
Tenho um ego
Que vai do Leme ao Pontal.
Chego com o carrão,
As nêga ficam doida com minha firmeza.
Em pegar todas, eu sou o líder,
Pois é.
Por que quando eu levo elas lá em casa,
Elas sentem a destreza e me respeitam.
Ah, é,
Eu me armo com a simpatia,
E elas, desarmadas, dizem sim pro tio.
O que eu tenho é o poder
Da sedução e conquista feroz.
Já era um menino de ego grande e todo esperto.
Sou o macho alfa e quero mais,
Pois não devo nada a ninguém.
Eu sou o patrão,
Mas pras mulheres, sou bandido.
Não tem melhor do que eu.
Sou macho alfa por natureza.
Sou, com certeza.
Tenho um ego
Que vai do Leme ao Pontal.
Chego com o carrão,
As nêga ficam doida com minha firmeza.
Em pegar todas, eu sou o líder,
Pois é.
Por que quando eu levo elas lá em casa,
Elas sentem a destreza e me respeitam.
Ah, é,
Eu me armo com a simpatia,
E elas, desarmadas, dizem sim pro tio.
O que eu tenho é o poder
Da sedução e conquista feroz.
Já era um menino de ego grande e todo esperto.
Sou o macho alfa e quero mais,
Pois não devo nada a ninguém.
Eu sou o patrão,
Mas pras mulheres, sou bandido.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Breve panorama social
O pobre tá todo errado
E o rico só faz coisas certas
O pobre rouba, é safado
O rico desvia verbas
E o rico só faz coisas certas
O pobre rouba, é safado
O rico desvia verbas
sábado, 11 de maio de 2013
O automóvel
vrum vrum vrum buc buc buc buc buc buc
bi biiiiiii bibi bi bi biiiiiiii
uiiiiiuuuuuuuuu uiiiiiiiuuuuuuu uiu uiu uiu uiu uiu
@#$%¨&*! *&%$#%$¨%$¨%$!
O.q.u.e.a.n.t.e.s.e.r.a.v.i.s.t.o.c.o.m.o.s.i.n.o.n.i.m.o.d.e.v.e.l.o.c.i.d.a.d.e
h.o.j.e.v.i.v.e.q.u.a.s.e.p.a.r.a.n.d.o.
sábado, 27 de abril de 2013
Jéssica
Quando via nas primeiras vezes, pensava "mas que bela...".
Quando conheci, percebi o desastre.
Grita, berra, faz escândalo.
Barraqueira.
Tem cara de gente de classe, mas espírito de uma mal-educada.
Não sabe respeitar.
Faz as coisas na gambiarra, no jeitinho brasileiro.
Faz sem dó nem piedade e não se sente culpada.
"A culpa é dos outros, que estão reclamando".
"Incomodados que se mudem".
Se acha a dona do pedaço.
Acha que tem mais direito que os outros.
Se considera a anciã do povo.
Coitada.
Mal sabe ela que vale tanto quanto sua altura.
50 centímetros? Hum... Talvez menos.
domingo, 14 de abril de 2013
Pare-se!
Vida à velocidade da luz.
Informação correndo a mil.
O "boyzinho" acha que seduz
usando seu jeito tão viril.
As pessoas correm todo dia,
não assistem o luar.
Tem gente que nem conhecia
as maravilhas desse lugar.
A natureza calma e cativante
em meio à destruição humana
está numa luta incessante
contra a burrice soberana.
Os superiores corrompidos
sugam os bens da população.
Nunca são desmentidos
por aqueles que não recebem seu pão.
E a juventude narcisista
quer tudo apenas em sua mão.
Se diz muito progressista
mas quando demora, pensa que é tudo em vão.
Violência na tevê.
Estupro no jornal.
Pare-se, você!
Deixe de ser tão banal.
Vá ler um livro,
discuta sobre algo que preste.
A mudança começa em você,
nem adianta fazer uma prece.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Retorno ao puro
Carros a toda hora
Televisões, jornais
Todos mostrando suas tragédias.
Todo maldito dia.
Trabalho, revolta, assaltos, miséria.
Apenas desejo fugir desta deprimente rotina
Rotina do cidadão contemporâneo,
Da globalização, da falsa liberdade.
Quero apenas fugir.
Na divina floresta residir.
Apenas o puro é o que quero sentir,
Ao mesmo tempo em que em conjunto
Ar, Água, Animais naquele pedaço de mundo
Façam com que eu possa aproveitar.
A poderosa energia das plantas,
Que minha alma quer tanto se conectar.
Sentir todo o microcosmo, todo o macrocosmo,
Fluindo de forma harmonicamente imperfeita.
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sexta-feira, 5 de abril de 2013
Geração ativista do Iphone.
Nota-se que temos apego à palavra dita. Mas não suficientemente. Tantos falam da injustiça da coisa, da passagem de ônibus, das notas erradas, do desvio de dinheiro público, de representante dos direitos humanos que fere aos direitos humanos.. Mas a verdade é que ninguém se importa muito. Esses que se dizem intelectualizados, atualizados, ativistas.
Uma geração em busca de ideologia, de algo para mudar o mundo, mas com medo demais de sair de casa, de estar sozinho. Protestam por trás de seus computadores. Computadores têm memórias variáveis, apagáveis, de muita informação mas pouca promessa. Não deve ser por falta de querer, deve ser por comodismo. Se ele não levanta, por que eu deveria? Aí ele não levanta, eu não levanto e ninguém muda nada.
Ultimamente está tudo tão fácil, que correr atrás do difícil não vale a pena, é perda de tempo. Temos medo de perder nossas coisas mais que nossos amigos. Perder. Sim, e por que estamos perdendo o apego à palavra dita? Será que é por causa desse nosso silêncio agora, diante de nossos computadores?
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Valores
Coloquem um preço sob a minha cabeça.
Coloquem em mim uma etiqueta do mercadinho da esquina.
Coloquem meu nome no cardápio da cantina.
Coloquem meu nome, pra que ninguém me esqueça.
A sociedade virou consumista.
Tanto que acabou perdendo seus valores.
O que antes podia ser chamado de amores,
hoje é só sentido capitalista.
Se antes, o homem perfeito era aquele que te amava,
hoje virou aquele que mais é esnobe.
Claro, ele não é nada pobre,
e ainda ria de todos quando de carro novo passava.
E eu, que nunca fui rico,
bonito, simpático nem divertido,
entregava-me de corpo e alma às donzelas, derretido,
sem saber que esse era meu erro. Agora suplico;
Deem-me valor, pessoas e afins.
Com certeza não sou humilde, e não me gabo por nada,
mas sei que inteligente eu sou, e depois dessa mancada
nunca mais vou deixar de dar valor a mim.
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