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terça-feira, 6 de maio de 2014

Deixa acontecer...

Amei meu melhor amigo.
Fui abandonada.
Quis meu amor de verão sendo eterno.
Sonhei somente.
Pensei ter encontrado o que procurava.
Me enganei.

Mas tudo o que aconteceu
Foi para hoje ser assim...
Assim com um anjo do lado
Me protegendo à todo custo.
Assim com um amor junto à mim
Com um coração maior que o mundo.

Estranho o modo como o destino trabalha,
Mas não há erros.
Então,
Confia.
Depois de hoje,
Nunca mais duvido do futuro.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A mulher de verde

Aí eu acordei nos meus sonhos
E levantei
O escuro, o escuro e a escuridão
Rastros de claridade perdida
Se escondiam ou eram refletidos
Pelo verde
Sim, pelo vestido verde
A mulher de verde
Surpreendetemente parada na minha porta
Apenas sorrindo
Como se todo esse cenário fizesse algum sentido
Como se ela estivesse feliz em me ver
Em voltar para mim
E eu a pensar
Mas quem diabos é você?
E nada de ela falar...
Era verde de quê?
De esperança?
Não era nada de amor...
Não era nada de nada
Era só medo com raiva e pavor
E eu, sei lá
Nem sabia o que fazer
Também não entendi
Joguei tudo que tinha pela frente em sua direção
Para impedi-lá de avançar
E nada funcionou
Por que, na verdade, ela apenas ficou lá
Com seus olhos sorridentes
Me observando
Quase esquizofrênica
Mas claramente feliz em me ver
E eu, com mais confusão
Me injetei adrenalina
E parti pra cima
Não sabia o que seria
Só queria findar aquela história ali
Agarrei meu violão com firmeza
E avancei sem titubear
Cheguei mais perto...
E mais perto...
E mais perto...
Tudo em milésimos de segundos
Que passaram bem devagar
Mas a expressão dela não mudava
Sempre sorridente, convidativa
Apenas satisfeita por me observar
E isso me explodia por dentro
Me fazendo perder a cabeça
O que me fez querer tirar a cabeça dela, ao invés de perder a minha
Como golpe final, bati sem perdão
Estourei mesmo o violão
Em seu corpo, pensado por mim, frágil
Mas nada acontecia
Ela nem se movia
Estava calmamente toda cheia de olhares
E meu desespero me subia
Já não sabia mais o que fazia
Bati de novo e de novo sem perdão
Mas nada movia ela do lugar
E eu, louco de raiva de confuso
Derramei minhas lágrimas angustiadas
Sem sentido algum
Mas com direção e velocidade
E depois de tanto esforço
De tanto choro e desespero
Baixei minha cabeça e a presença dela se foi
Não sei se foi andando e se retirou
Não sei se se teleportou
Só sei que sumiu
E em mim deixou
Meu quarto vazio
E meu coração acelerado
Palpitando errado
Por ódio e amor
Pulei pra fora do meu devaneio
E me vi sentado na cama outra vez
Com apenas algumas luzes refletidas no corredor
A porta estava aberta
E todo o resto, escuro
Mas agora, já não tinha ninguém lá
Só a rápida confusão
A forte indagação
Os resíduos de um nervosismo
E meu acelerado coração

domingo, 10 de novembro de 2013

Carnívoros

Criança, adulto ou idoso.
Homem ou mulher.
Rico ou pobre.
Negro ou branco.
Não há diferenças entre eles.
Todos eles são um só.
Um só é todos eles.
Eles não pensam.
Sentem uma única coisa:
Fome.
Eles têm um desejo
Por carne inacreditável,
Insaciável.
Não tem misericórdia.
Não têm coração.
São assassinos,
São mortos-vivos.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Sonho de ser bailarina

Ao tocar.
Ao ouvir.
Ao dançar.
Ao sentir a leveza.
Ao sentir a grandeza.
Ao sentir o calor.
Ao sentir o fervor.
Ao se entregar.
Ao sentir o prazer.
Ao se emocionar.
Ao parar.
Ao sentir a dor.
Ao dormir.
Ao amanhecer.
Mais uma vez um sonho.


Era uma vez uma bailarina.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Lúcida inlucidez.

Fogo em todos os cantos.
Crianças ao fundo gritando
Pertubando meu sono.

Dois belos comprimidos
E volto ao meu leito.
Venho a sopitar.

Dentro do sonho
Sinto-me perseguido
Por um ser deformado
Maligno...

Tento fugir deste demônio
Correndo por um corredor infinito
Repleto de espelhos, fogo e espinhos.

Olho para trás
Não há mais nada atrás de mim.
Retomo o fôlego
Olho por um fragmento de um espelho
Eu sou o demônio do qual eu fugia.


terça-feira, 2 de julho de 2013

Que me dê esperança

Que a vida me dê esperança
Tê-la em meus braços,
É tudo que desejo
Aconchegar e abraçar seu pequeno e frágil corpo
Dar amor e afeição
Fazê-la crescer e evoluir
Ensiná-la a viver
Ver seu sorriso
Acariciar seus cabelos
E protegê-la de seus medos primários
Em tudo que guardo e desejo
Vou dedicar minha vida a ti
Amo-te
Mais do que tudo nesse mundo
Sei que não estás aqui ainda
Mas posso sentir tua existência.
E que nessa essência esplendorosa
Possa realizar o sonho de uma futura mãe.


p.s: De um sonho, o amor. Espero por ti.

sábado, 22 de junho de 2013

Esperança

      Eu estava caminhando em uma estrada de pedras brancas e pequenas, ao meu redor havia apenas vazio. Que lugar era aquele? Fechando os olhos, continuei a caminhar sem preocupações, me senti conduzida pela brisa que passava no caminho e segui com um breve sorriso. Será que morri? Era uma paz indescritível.
       De repente, tive a impressão que algo estava próximo, quando abri os olhos... Uma floresta. Não tenho muitas palavras para descrevê-la, suas árvores eram... Magníficas. Seus troncos eram extremamente negros, seus galhos eram longos e cobertos de flores. Elas eram tão frágeis, semelhantes a uma flor de cerejeira, só que esbranquiçadas. Quando o vento as soprava, era como se ele as chamassem para uma valsa, conduzindo-as com uma linha em sintonia com o céu azul e límpido.
      E como uma miragem, uma moça sai de dentro da floresta caminhando lentamente em minha direção, tão bela... Cabelos castanhos e ondulados, pele branca, olhos claros, de um sorriso harmonioso. Um anjo talvez? Chegando a minha frente, ela sorriu e abraçou-me. Quem era ela? Sua voz era tão doce, logo começou a falar comigo como se me conhecesse. Eu a conheço também? Disse que estava feliz por me ver e ansiosa para o próximo passo. Que passo? E continuamos a conversar, a cada palavra dita por ela, era uma alegria sem explicações. Assim, a moça parou e olhou para mim sorrindo novamente, encostou a mão em minha face e disse: Agora está na hora de partir. Sentirei muito a sua falta... 
        Até uma próxima vez... Mãe.

        E eu acordara.       

domingo, 26 de maio de 2013

Sonhos

Já fugi com uma fada na Conde da Boa Vista
Corri pra não ser morto na Abdias
Me assustei com aranhas na parede de uma casa mal-assombrada
Dancei valsa no salão com Milady de vestido rosa
Vi um jogo de futebol quase agoniante
E por várias e várias vezes sonhei com nós dois
Infelizmente, eram sonhos que nunca tinham um fim completo
Sempre éramos interrompidos no meio da conversa
Ou no meio do clima
Ou no meio dos beijos
E no meio da felicidade
Pelo sol me iluminando a cara
Pelas portas da minha casa batendo
Pelos cachorros latindo
E, às vezes, por que era algo que eu queria que se tornasse verdade quando acordasse
Agora que parei pra pensar, nenhum desses sonhos sequer faz sentido
Nem mesmo o de nós dois juntos
Somos um passado distante e um futuro improvável
Mas, ah!
Se eu pudesse tornar esses sonhos em verdades
Te daria a fada
Correria pra te encontrar
Deixaria pra trás as casas e o futebol
Só pra dançar uma última valsa contigo

terça-feira, 16 de abril de 2013

Tudo...

Abri os olhos aquela manhã...
Nada.
Tentei voltar pro meu mundo,
O mundo dos sonhos...
Nada.
Peguei um livro qualquer,
E tentei absolver suas palavras...
Nada.
Tentei ouvir alguma música...
Nada.
Tentei... tentei... tentei...
Nada. Nada. Nada.
Há dias que nada ouvimos,
Que nada falamos,
Que nada somos.
Há momentos que o vazio
Enche nossas horas do dia.
Mas hoje é diferente...
O que eu sou hoje?
Eu sou tudo.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Sonho x Realidade

Abrindo os olhos,
Vejo o amanhecer,
A brisa acaricia meu rosto
E faz um sorriso preguiçoso aparecer.

Queria estar voando nas maravilhas de um sonho.
No descansar, no viajar.
No mundo sem tempo.
No mundo infinito.

Por que esse mundo não é real?
É tão sem sal a realidade,
É tão sem açúcar,
É tão sem cores,
É tão difícil...

terça-feira, 2 de abril de 2013

Como um sonho


Como um sonho singelo
Foi como tudo pareceu,
Lembranças frívolas
E saudosas de ser.

Aparente seu rosto adormece,
Para em minha alma ficar,
Imagens de outono
A uma primavera findar.

Pernoites ao seu nome sussurro,
Sem persuadir com outrora melancolia,
Desejando por final suprimir
Todas as memórias duras,
Guardadas sem dispersar.

sábado, 30 de março de 2013

Inconscientemente lúcido?

Aquele sonho era confuso, porém, deveras real.
Sentia-me conectado com tudo e com todos
Sentia-me conectado com os espíritos ancestrais.
Enquanto meu corpo, sutilmente, sentia cada batida,
Cada sopro, o ritmo, a conexão.
Tudo tão excitantemente respirado em meu inconsciente.
Estas memórias, tão puras, tão estranhamente nostálgicas
Facilmente resgatadas quando "Arto", de S.O.A.D
Volta a tocar no meu estéreo ou na minha mente.