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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Catando flores

Bem me quer?
Bem te quero
Mal me queres
Mal te quero
Quem me quer?
Mal te faço
Mal te espero
Bem tolero
Mal de fé
Corpo espero
Ganho pé
Dou-lhe até
E receber, espero
Má paixão
Bem tolero
Uma moderação
Séria, solidão
Mal tolero
Não tolero, não
Sou mais que mero
Puro coração
O que queres?
Os quereres tu me dás
Se tu me esperes
Te dou amor tenaz
Mal me queres?
Outro bem me quer?
Bem me quer?
Bem quer não
Bem quer solidão
Mal dará seu coração
Bem dará desilusão
Outra flor espero
Nos braços da fé
Será que ela me quer?
Não quer, não
E ela, me quer?
Também não
Dancei com pé
Caí de coração
Terminou ilusão
Mal me quer?
Bem me quer!
Não quer, não

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Prima Vera

É 23, começa a prima
Depois dela, todos verão
Raios solares são obras-primas
Mas como a Vera, nenhum deles é não
Minha prima que faz reviver
Transforma os campos, deserto e sertão
Plantas e flores vão renascer
Traz amores em seu coração
De certo, é errado, mas vou te dizer
Deixe minha prima andar com você
Se surpreenda com as vozes cantar
Vera, linda, Volátil no ar
Quem me dera ela nunca mais acabar

sábado, 22 de junho de 2013

Esperança

      Eu estava caminhando em uma estrada de pedras brancas e pequenas, ao meu redor havia apenas vazio. Que lugar era aquele? Fechando os olhos, continuei a caminhar sem preocupações, me senti conduzida pela brisa que passava no caminho e segui com um breve sorriso. Será que morri? Era uma paz indescritível.
       De repente, tive a impressão que algo estava próximo, quando abri os olhos... Uma floresta. Não tenho muitas palavras para descrevê-la, suas árvores eram... Magníficas. Seus troncos eram extremamente negros, seus galhos eram longos e cobertos de flores. Elas eram tão frágeis, semelhantes a uma flor de cerejeira, só que esbranquiçadas. Quando o vento as soprava, era como se ele as chamassem para uma valsa, conduzindo-as com uma linha em sintonia com o céu azul e límpido.
      E como uma miragem, uma moça sai de dentro da floresta caminhando lentamente em minha direção, tão bela... Cabelos castanhos e ondulados, pele branca, olhos claros, de um sorriso harmonioso. Um anjo talvez? Chegando a minha frente, ela sorriu e abraçou-me. Quem era ela? Sua voz era tão doce, logo começou a falar comigo como se me conhecesse. Eu a conheço também? Disse que estava feliz por me ver e ansiosa para o próximo passo. Que passo? E continuamos a conversar, a cada palavra dita por ela, era uma alegria sem explicações. Assim, a moça parou e olhou para mim sorrindo novamente, encostou a mão em minha face e disse: Agora está na hora de partir. Sentirei muito a sua falta... 
        Até uma próxima vez... Mãe.

        E eu acordara.       

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Brácteas


Flores estranhas,
Não sei de quem/o que é.
Sempre as vejo
Imagino e descrevo.
Brácteas vermelhas,
De longo caule.
Flores escuras.
Verde.
Amarelo.
Mas e as folhagens?
Não sei.
Não aparecem?
Existem?
É tudo só um sonho?
Vermelhas de sangue.
Vermelhas de dor.
Vermelhas, tão grandes.
Vermelhas de amor.
Podia ser qualquer coisa
Que não consigo dizer.
Podia ser meu destino,
Mas só se fosse você.
Podia me levar
Pra qualquer lugar,
Me fazer sorrir e navegar.
Mas ainda estou aqui
E não descobri.
O que essas flores estranhas
Querem dizer para mim?

Poema por Lisianthus Noturno e Dinossauro Solitário
Desenho por Lisianthus Noturno

quarta-feira, 27 de março de 2013

Só Sinta

Sinta Amarelo, Tulipas, Girassóis.
Sinta Verde, Goiaba, Limão e Palmeiras.
Sinta Rosa, a Rosa, o Roxo, o Vermelho.
Quando aprenderes a linguagem dos que não tem língua,
encontrarás sossego, pois jamais estarás só.