Somos um conjunto de jovens com almas artísticas unidas para distribuir tudo o que pudermos e acrescentar arte e (especialmente) poemas repletos de indagações, reflexões e sentimentos para todos os momentos.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Chuva
Vem começando a chuva.
Som tão potente e sereno.
Vêm as emoções.
A alegria,A tristeza,
A vida,A morte,
O ódio,O amor,
O calor,O frio.
A visão perfeita.
Evento temporal que me faz pensar:
MARAVILHOSA CHUVA
MALDITA CHUVA
ENFIM CHUVA
DE NOVO ESSA CHUVA?
Chuva, chuva,
Apenas desejo que suma
...de meu coração.
Suma, e dê tempo para que cresçam,
As sementes, as boas e as ruins,
Que tanto de sua água receberam
E que agora, só esperam o momento...
...O momento, em que o Sol venha,
Que o Sol elas sintam, que elas vejam
Que com Sol elas vivam, que elas floresçam
Mas que não se vá para sempre.
A questão não é que eu te ame e te odeie.
Venha e em mim se instale,
Mas apenas peço que não fique sempre
Mas porém, por toda a eternidade.
" A Chuva dentro de um artista é necessária para que o mesmo experimente as sensações que ela trará e que, depois, com a poderosa luz da mente, ele colha sua própria arte. " (Praun, Mario Hugo)
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Suicídio. A luz, a renúncia, a dúvida.
Quando a loucura e a dor predomina,é decidida a hora da jornada ao vale dos suicidas.E sem de nada lembrar, acordar em uma outra vida.Uma vida em morte, porém essa parece que brilha mais intensamente.Deixei minhas últimas escritas, e ,pouco tempo depois, já estava de ida.Mas algo aconteceu na hora.Eu vi A Luz, meu amigo.A luz se aproximava de mim na forma de uma outra luz.Luz serena, luz de uma ninfa.Que tocava suavemente em mim,Enquanto lentamente morria.Levaria-me com ela, e com ela estaria durante a lua infinita.Mas ao mesmo tempo, recusei a partida.Estranho impulso mostrava que eu voltaria.E volto para minha cama, às 3 da matina.É relativamente bom estar de volta ao dia.Mas realmente venho a pensar:
por que eu quis voltar?por que maravilhosa oferta recusar?Sentirei falta daquela bela moça aos pouco me acolhia no processo da morte. Mas posso vê-la até hoje. Em suas belas formas e seu jeito interior
característico. Mesmo que de longe. Deixa a vida mais tolerável.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Abraço
O conforto mais forte
pra quem nota, o mais quente
pra quem sente, o mais íntimo
pra quem morre, a vida
pra quem vive, o carinho
pra quem teme, o escudo
pra quem avança, a segurança
pra quem defende, a honra
e pra quem honra, o destino
Abraçar não é cobrir
abraçar é sentir
Envolver com sentimentos
fazer sem arrependimentos
abraçar não desgasta
abraçar só acaba
com toda e qualquer morte
dá vida, e é sorte
ter alguém que se importe
com qualquer ida
e se preocupa com que volte
seja um ou mais seres
vai ser sempre o abraço
que pode ser com língua ou braço
que vai curar qualquer corte
e qualquer ferida
que tiveres na vida
só o abraço...
pra quem nota, o mais quente
pra quem sente, o mais íntimo
pra quem morre, a vida
pra quem vive, o carinho
pra quem teme, o escudo
pra quem avança, a segurança
pra quem defende, a honra
e pra quem honra, o destino
Abraçar não é cobrir
abraçar é sentir
Envolver com sentimentos
fazer sem arrependimentos
abraçar não desgasta
abraçar só acaba
com toda e qualquer morte
dá vida, e é sorte
ter alguém que se importe
com qualquer ida
e se preocupa com que volte
seja um ou mais seres
vai ser sempre o abraço
que pode ser com língua ou braço
que vai curar qualquer corte
e qualquer ferida
que tiveres na vida
só o abraço...
Pensamentos de um aborrescente contemporâneo
Hoje não penso, não faço, disfarça.
Talvez seja o dia do estopim.
Não sei mesmo, não acho graça
envelhecer, fazer "seventeen".
Sinto que o tempo passa,
e a cada minuto vou morrendo assim.
Se hoje a vida até que tá massa,
amanhã já penso em usar uma bala de festim.
Adultice dá preguiça,
quero tudo na mão.
Nunca procurei saber o que é premissa,
quero apenas discutir sem razão.
Pra finalizar esse poema,
eu quero apenas rimar:
sol, chuva, céu, mar
laiá laiá laiá laiá
Como um sonho
Como um sonho singelo
Foi como tudo pareceu,
Lembranças frívolas
E saudosas de ser.
Aparente seu rosto adormece,
Para em minha alma ficar,
Imagens de outono
A uma primavera findar.
Pernoites ao seu nome sussurro,
Sem persuadir com outrora melancolia,
Desejando por final suprimir
Todas as memórias duras,
Guardadas sem dispersar.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Futilidades
Vivemos em um mundo,
Onde os valores são outros,
Futilidades.
A preocupação real,
Está na utópica mente,
Do alienado.
Ele acredita.
Ele sonha.
Porém não sabe que vive,
De futilidades.
A importância do verdadeiro amor,
É esquecido por meras paixões,
Por meras ambições.
Até sua própria definição é esquecida,
A felicidade se torna relativa,
E a futilidade,
É mais uma vez vivida.
A vida é tão estranha,
Por que complicamos tudo?
Por que vivemos de futilidades?
Acredito que somos tão ignorantes,
Que não temos a capacidade
De entender a verdade.
Viver de futilidades.
Onde os valores são outros,
Futilidades.
A preocupação real,
Está na utópica mente,
Do alienado.
Ele acredita.
Ele sonha.
Porém não sabe que vive,
De futilidades.
A importância do verdadeiro amor,
É esquecido por meras paixões,
Por meras ambições.
Até sua própria definição é esquecida,
A felicidade se torna relativa,
E a futilidade,
É mais uma vez vivida.
A vida é tão estranha,
Por que complicamos tudo?
Por que vivemos de futilidades?
Acredito que somos tão ignorantes,
Que não temos a capacidade
De entender a verdade.
Viver de futilidades.
Carolina
Apenas mais uma moça,
mas não só mais uma.
Diferente, claro, como a maioria é uma da outra,
mas era o meu estilo de diferente.
O diferente bom, maduro, pensante, apesar da pouca experiência de vida.
Tão profunda como uma poça d'água.
Sim, uma poça.
Não por que é rasa e superficial,
muito pelo contrário.
Poças são relativas.
Podem ser tão rasas quanto profundas, e assim ela é.
Surpreendentemente, parece escolher quando quer ser o que se é.
Ou o que não se é.
Até hoje ainda não sei.
É uma criatura que me rodeia com um mistério incrível.
Me deixa paranoico com cada atitude.
Não sei o que faz, por que faz, como faz, onde faz.
Tanto faz.
Pra ela, um "sei lá" seguido de um olhar vazio e inocente para o horizonte já basta.
Um "bom dia" seco.
A demora da resposta.
Uma resposta fria.
Demonstrações de quem não liga.
Nenhum esforço aparente.
Mas, ainda assim,
o sorriso do reencontro.
O abraço apertado.
Leves demonstrações de nervosismo.
Interpretação tem de boia.
Noia.
Paranoia.
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