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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Bem de consumo


Ah, meu bem!
Meu metrô, meu trem,
Meu amor e mais além.
Meu amor é quem?
Nem lembro quando foi alguém,
Só sei que hoje não é mais ninguém.

Mas sua presença é essencial,
És um bem capital
E lamentavelmente és o amor,
Um bem não durável.
És bem de quem, que não te tenho?
Acho que não sou consumidor.
Sempre fui duro mesmo...

Em meio a tanto temor de acabar sozinho,
Troquei o amor pelo consumismo.
E faço o quê se não te posso comprar?
Tardo a esperar?
É mais fácil nascer outra vez
Do que essa cabeça consumista mudar.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Valores


Coloquem um preço sob a minha cabeça.
Coloquem em mim uma etiqueta do mercadinho da esquina.
Coloquem meu nome no cardápio da cantina.
Coloquem meu nome, pra que ninguém me esqueça.

A sociedade virou consumista.
Tanto que acabou perdendo seus valores.
O que antes podia ser chamado de amores,
hoje é só sentido capitalista.

Se antes, o homem perfeito era aquele que te amava,
hoje virou aquele que mais é esnobe.
Claro, ele não é nada pobre,
e ainda ria de todos quando de carro novo passava.

E eu, que nunca fui rico,
bonito, simpático nem divertido,
entregava-me de corpo e alma às donzelas, derretido,
sem saber que esse era meu erro. Agora suplico;

Deem-me valor, pessoas e afins.
Com certeza não sou humilde, e não me gabo por nada,
mas sei que inteligente eu sou, e depois dessa mancada
nunca mais vou deixar de dar valor a mim.