Pensamentos
Interrompidos por um turbilhão de bactérias
Que saem do meu interior com velocidade altíssima
Atchim!
Atchim!
Atchim de novo
E assoa o nariz, passa a mão
Enxuga o rosto
Se olha no espelho
Os olhos vermelhos
O nariz ardendo
E sai
E recomeçam os pensamentos
E de novo interrompidos
Atchim!
Atchim!
Deita na cama
Se remexe com calor e com frio
Mas o sono não tarda em chegar
No final, no acordar
Atchim!
Atchim!
E atchim de novo
Somos um conjunto de jovens com almas artísticas unidas para distribuir tudo o que pudermos e acrescentar arte e (especialmente) poemas repletos de indagações, reflexões e sentimentos para todos os momentos.
domingo, 30 de junho de 2013
sábado, 29 de junho de 2013
Fotografe-se!
O dourado sai do céu bunito,
O home olha logo pro infinito.
Tu num sabe o qui vai acontecê.
Parece qui deus vai tentar falar cum você
Quando a nuvem bunita fica douradinha,
Por trás do prédio véio
E dos postes e das linha.
O céu branco e bunitinho
Vem si aproximando divagar,
Ti deixa doidin qui tu começa logo a pensar:
"Eita! Eu queria era tar lá!
Numa nuvem dessa navegar.
Cuma moça bonita aproveitar
O presente qui pra todos deus dá,
Viver no paraíso até o mundo acabá"
Quiria tu qui fosse assim.
Falo nem de deus, qui sei qui ele num é ruim,
Mas pra ir pra lá tem qui merecê.
Escute e olhe direitin ele falá cum você.
E si ele mostra todo dia um céu bunitin assim,
Tira uma foto.
Guarda aí na memória.
Qui assim, tu dá é felicidade
Pra deus, pra você e pra mim.
O home olha logo pro infinito.
Tu num sabe o qui vai acontecê.
Parece qui deus vai tentar falar cum você
Quando a nuvem bunita fica douradinha,
Por trás do prédio véio
E dos postes e das linha.
O céu branco e bunitinho
Vem si aproximando divagar,
Ti deixa doidin qui tu começa logo a pensar:
"Eita! Eu queria era tar lá!
Numa nuvem dessa navegar.
Cuma moça bonita aproveitar
O presente qui pra todos deus dá,
Viver no paraíso até o mundo acabá"
Quiria tu qui fosse assim.
Falo nem de deus, qui sei qui ele num é ruim,
Mas pra ir pra lá tem qui merecê.
Escute e olhe direitin ele falá cum você.
E si ele mostra todo dia um céu bunitin assim,
Tira uma foto.
Guarda aí na memória.
Qui assim, tu dá é felicidade
Pra deus, pra você e pra mim.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Manifesto Retroguardiano
Retrô não é repulsa ao neo.
Retrô é querer mudá-lo,
torná-lo mais original e autêntico.
É querer pessoas autônomas, controladas por suas próprias mentes
pensantes que pensam por si só.
Retrô é a nossa escapatória ao neo!
Sonhamos escapar desse novo mundo moldado, esculpido, controlado.
Não que o passado seja muito melhor que o presente,
mas o passado que nos é mostrado em certos pontos parece ser mais ativista.
Menos passivo, mais reacionista.
Um passado mais lutador pelo que se quer.
O passado da guerra de canudos,
da revolta dos Malês,
da Cabanagem,
da revolta da vacina,
do famoso Lampião,
da Coluna Prestes,
das Diretas Já!,
da Conjuração mineira,
da insurreição pernambucana.
Tudo isso está em falta hoje.
Pela opressão que sofremos durante cada revolta dessa contra o governo (qualquer que seja ela),
fomos oprimidos violentamente,
massacrados,
derrotados,
humilhados.
E hoje, somos totalmente passivos.
Corrupção em Brasília, e nós aqui com uma total vista grossa.
Injustiça fazendo parte do dia a dia de todos e qualquer um,
e viramos a cara,
fechamos os olhos,
tapamos os ouvidos pra não ver.
Não tem que ser assim.
Podemos e devemos mudar!
Democracia é o governo do povo e o povo precisa escolher o que quer.
Temos que correr atrás e mudar o panorama.
Nada está perdido.
Mas,
não há luta ou mudança sem atitude
e não há atitude sem vontade!
Temos que sair para as ruas da cidade e exigir o que queremos.
Exigir o que nos foi prometido.
E mesmo que demore um, dois, vinte, ou cinquenta anos,
temos que continuar lutando.
Não vamos ter tudo na mão de uma hora para a outra.
Não podemos desistir,
nem podemos sentar esperando que algo aconteça da noite pro dia.
Queremos? Lutemos!
Exijamos!
Deixemos de esperar tanto por algo e façamos nós mesmos.
Quando saímos do repouso, passamos a pensar fora da caixa!
Retrô é querer mudá-lo,
torná-lo mais original e autêntico.
É querer pessoas autônomas, controladas por suas próprias mentes
pensantes que pensam por si só.
Retrô é a nossa escapatória ao neo!
Sonhamos escapar desse novo mundo moldado, esculpido, controlado.
Não que o passado seja muito melhor que o presente,
mas o passado que nos é mostrado em certos pontos parece ser mais ativista.
Menos passivo, mais reacionista.
Um passado mais lutador pelo que se quer.
O passado da guerra de canudos,
da revolta dos Malês,
da Cabanagem,
da revolta da vacina,
do famoso Lampião,
da Coluna Prestes,
das Diretas Já!,
da Conjuração mineira,
da insurreição pernambucana.
Tudo isso está em falta hoje.
Pela opressão que sofremos durante cada revolta dessa contra o governo (qualquer que seja ela),
fomos oprimidos violentamente,
massacrados,
derrotados,
humilhados.
E hoje, somos totalmente passivos.
Corrupção em Brasília, e nós aqui com uma total vista grossa.
Injustiça fazendo parte do dia a dia de todos e qualquer um,
e viramos a cara,
fechamos os olhos,
tapamos os ouvidos pra não ver.
Não tem que ser assim.
Podemos e devemos mudar!
Democracia é o governo do povo e o povo precisa escolher o que quer.
Temos que correr atrás e mudar o panorama.
Nada está perdido.
Mas,
não há luta ou mudança sem atitude
e não há atitude sem vontade!
Temos que sair para as ruas da cidade e exigir o que queremos.
Exigir o que nos foi prometido.
E mesmo que demore um, dois, vinte, ou cinquenta anos,
temos que continuar lutando.
Não vamos ter tudo na mão de uma hora para a outra.
Não podemos desistir,
nem podemos sentar esperando que algo aconteça da noite pro dia.
Queremos? Lutemos!
Exijamos!
Deixemos de esperar tanto por algo e façamos nós mesmos.
Quando saímos do repouso, passamos a pensar fora da caixa!
Querido Diário... Minha escolha...
Esse sentimento, não importa o quão puro ou o quão belo, pesa. Faz um enorme peso no coração daquele que o carrega.
Dizem que o peso de qualquer coisa que seja, fica menor quando dividimos com alguém, as coisas ficam mais leves. Eu sei que se ela soubesse do peso que carrego, não me deixaria carregá-lo sozinho. Mas eu não quero que ela carregue esse peso...
Me manterei em silêncio, colocarei esse sentimento numa jaula em minha mente, e nunca haverá alguém com conhecimento dele. Tais pensamentos serão meu segredo que levarei para o além túmulo.
Eu a amo independente do que aconteça entre nós dois, a felicidade dela é o meu objetivo, e não me interessa como eu ficarei. Ela é a minha prioridade.
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quinta-feira, 27 de junho de 2013
Inverno
Ele passou por tudo e sobrou o silêncio. Só o silêncio e ele. Juntos. Completando-se. Tanto silêncio que escutava seus pelos erguendo-se quando tinha um calafrio. Não conseguia enxergar mais nada ao redor. Suas flores tinham, há muito, sumido. No céu, nem sinal de estrelas. No horizonte, um raio de sol ia se escondendo devagarinho. E ele se arrastava, como o verme que era, lutando incessantemente como um tolo. Todas as correntes do mundo puxavam-lhe o pé, mas ele não desistia. Chegou à exaustão, finalmente, enquanto o último raio de sol despediu-se. Triste, sentiu sua pele esfriar. Congelou, enquanto seu mundo escurecia à sua frente. Tudo se apagou. O homem fechou os olhos por um instante e, de repente, um vestígio de luz se mostrou em sua mente. Quando abriu os olhos e se deu conta do que estava acontecendo, desesperou-se. Aquele era o último raio de sol de um inverno que já tinha começado demasiado frio. Adiante, apenas frio e mais frio o aguardava. O verdadeiro inverno estava por vir. Tudo estava em sua beira de início.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
O que quiser
Diga o que quiser
Pense o que quiser
Sonhe o que quiser
Escreva o que quiser
Desenhe o que quiser
Sinta o que quiser
Recuse o que quiser
Você não destruirá meu mundo
Pois o mesmo já não mais existe
Pense o que quiser
Sonhe o que quiser
Escreva o que quiser
Desenhe o que quiser
Sinta o que quiser
Recuse o que quiser
Você não destruirá meu mundo
Pois o mesmo já não mais existe
terça-feira, 25 de junho de 2013
Carta à amiga flor
Querida amiga flor,
Não se contenha. Deixe-se levar. Seja subjetiva mesmo. Adoro como escreves apaixonada com suspiros de esperança e de amor. Adoro como vejo que acreditas (ou acreditavas) que irias ser feliz ao lado dele. Tuas poesias são de uma dor imensa por causa de uma dúvida eterna que ainda não desfizeste. Se tu acreditares e insistires, terás a resposta, em breve ou não. Mas acredito em quem tu és. Sei que irás conseguir ser feliz (comigo ou sem migo, como já dissemos antes) e serás a mais feliz de todo o jardim.
Tuas palavras são belas, delicadas e graciosas como tu és. Por vezes, não as entendo, mas assim és pra mim em vida real. Um certo enigma com ar de mistério. Poderes ocultos e sombrios... Mas sei que não és nada disso por dentro. Sei que por dentro és alva alma, que errou mas que sabe disso e se arrepende a cada novo passo. Melhoras a cada dia.
Se tens tanta beleza por dentro, e sei que tu sabes disso, por que não te deixas desabrochar? Os autores são bem lembrados pelos seus toques de subjetividade aqui e ali, não se deve ter vergonha disso. Chegue e grite para o mundo quem tu és. Mostra teu belo interior. Desabroche, minha flor. Sei que tens vergonha, mas não podes esperar pela primavera para sempre. As primaveras estão passando todo ano e tu és a flor sozinha desse jardim. Se não desabrochas, nunca será primavera outra vez.
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