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domingo, 1 de dezembro de 2013

Tudo ou nada

E quem dirá que com o tempo tudo não vá se transformar em mágoa?
Se todo esse amor que aparenta ser tão inesgotável chegar a sua conta.
Não vai haver mais nada, nada além de "Se" e "E" nessa história.
Vai ser como se tudo tivesse sido em vão.
Os anos gastos, pensando e sonhando com um futuro distante,
Que desperdício seria todo esse amor jogado fora, posto de lado
Por pura ironia do destino, falta de tempo, horários desiguais.
Quem sabe o que aconteceria no decorrer de meses?
Afinal, nessa vida, tudo pode vir a acontecer,
Do mesmo modo que nada possa virar mágoa e por fim virar um amor inigualável.

sábado, 9 de novembro de 2013

Eu sei

O cheiro que me guarda e roga pelo pecado de te amar,
Chora e derrete sem querer esperar.
Minha fonte fecunda e finita pode acabar mais cedo,
Talvez nós não possamos desfrutar e viver no sossego.
O normal já não existe mais para mim,
Mas temos outros caminhos a seguir
E lágrimas ainda a derramar.
A felicidade pode ser possível.
Não duvides do que posso conquistar,
Os meus sonhos se tornam reais.
Eu vi, eu senti, eu sonhei.
Eu sei.

domingo, 29 de setembro de 2013

Doce menino.

Ah meu menino.
meu doce menino,

Como queria, eu, pobre senhora de alma, afagar teu coração assim como afago teus cabelos.
Afagar tua alma, teus sonhos, teus desalentos, tuas paixões, teus anseios, teus temores.

Mas sou senhora e tu és menino.
Sim. Menino. Fantasticamente ansioso e sem caminho. Meus pesares não podem a ti pertencer, pois já não pertenço a ninguém senão a minha própria desilusão.

És menino. Doce menino.
E que açúcar mais inebriante é a tua alma. Açúcar fino e novo, cheio de vidas a açucarar. Mas não te desesperes menino, porque como boa senhora que sou, a paciência me acompanha e sempre estarei aqui para quando voltares cansado da tua jornada fatigado por conhecerdes mais das almas.

Só tu não vês, ó meu menino.
apenas tu amargas o doce coração que a ti pertence. Sorte dos que te verem, sorte dos que te encontrarem e que tu, por piedade, por esperança, por descuido, desempacotar a ti mesmo e mostrar o esplendor tão glorioso da tua alma de poeta, escritor e artista.

Desses que dão vida a vidas secas por aí.

domingo, 11 de agosto de 2013

Vida de ilusão

Sonhos se manifestam
E se esvaem
Te chamam
Te distraem

Tomam teu tempo
Aonde vai
Até o momento
Que extraem

Da tua vida
O que sobressai
Como uma avenida
Que se desfaz

Puxam pelo pé
Arrastam tua disposição
Você quer ajuda mas ninguém quer
Viver uma vida de ilusão