Ah meu menino.
meu doce menino,
Como queria, eu, pobre senhora de alma, afagar teu coração assim como afago teus cabelos.
Afagar tua alma, teus sonhos, teus desalentos, tuas paixões, teus anseios, teus temores.
Mas sou senhora e tu és menino.
Sim. Menino. Fantasticamente ansioso e sem caminho. Meus pesares não podem a ti pertencer, pois já não pertenço a ninguém senão a minha própria desilusão.
És menino. Doce menino.
E que açúcar mais inebriante é a tua alma. Açúcar fino e novo, cheio de vidas a açucarar. Mas não te desesperes menino, porque como boa senhora que sou, a paciência me acompanha e sempre estarei aqui para quando voltares cansado da tua jornada fatigado por conhecerdes mais das almas.
Só tu não vês, ó meu menino.
apenas tu amargas o doce coração que a ti pertence. Sorte dos que te verem, sorte dos que te encontrarem e que tu, por piedade, por esperança, por descuido, desempacotar a ti mesmo e mostrar o esplendor tão glorioso da tua alma de poeta, escritor e artista.
Desses que dão vida a vidas secas por aí.
Somos um conjunto de jovens com almas artísticas unidas para distribuir tudo o que pudermos e acrescentar arte e (especialmente) poemas repletos de indagações, reflexões e sentimentos para todos os momentos.
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domingo, 29 de setembro de 2013
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Doces
- Tem suco?
- Não. Só tem doces.
- Ah, tudo bem... Brigado.
- Brigado? Mas não preferes um brigadeiro?
- Não sou muito fã de doces...
- Nem um beijinho? Este é de graça!
- Armaria! Não faz assim, eu tenho vergonha...
- Se avexe não. Eu digo só por que queria estar bem-casado.
- Não. Só tem doces.
- Ah, tudo bem... Brigado.
- Brigado? Mas não preferes um brigadeiro?
- Não sou muito fã de doces...
- Nem um beijinho? Este é de graça!
- Armaria! Não faz assim, eu tenho vergonha...
- Se avexe não. Eu digo só por que queria estar bem-casado.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Borboleta
Certa vez vi uma borboleta pousar na mão de uma mulher. Realmente, ela poderia ser confundida com uma flor de tão bela, com seu cabelo bem desenhado modelando seu rosto de traços perfeitos, com suas medidas combinadas de um jeito indescritível, e com sua cor de pele dando um toque final em toda sua beleza.
Mas, acredito eu que aquela borboleta não havia sequer notado sua beleza física. Talvez, a atenção da borboleta havia se virado para aquela mulher pelo seu espírito que, ouso dizer, é milhões de vezes mais belo. Por seu sorriso chegar a ser invejável por muitas mulheres ali presentes, por transmitir toda a alegria que ela poderia estar sentindo, por causa desse sorriso sua aura chegava a ser vista até mesmo por olhos mais fracos como os nossos. Foi sua aura o que chamou a atenção da borboleta, com cores tão claras transparecendo um sabor doce que as flores também demonstram ter.
Penso que a borboleta se decepcionou um pouco no momento em que se aproximou, por não poder alcançar a aura daquela mulher, mas não se importou muito por sua pele ter um sabor quase tão doce.
Mas no último instante, senti pena da borboleta porque foi afastada de modo tão inesperado de sua flor.
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