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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Senhora

Ah, Senhora!
Minha amada Senhora!
Sei que nada sou experiente.
Sei que me mostro um mero adolescente,
Um tanto quanto displicente.
Mas do teu afeto sou descendente.
E, se me criaste em lua crescente
Numa tarde de outubro descente,
Quando já era quase noite
E me impregnasse com teus pensamentos,
Totalmente experientes,
De quem leva bagagem
De uma vida toda,
Como queres tu que eu parta?
Seria, no mínimo, inconsequente.
Não vou deixar teu linguajar prudente.
Eu sou teu país, tu és meu presidente.
Agora o tempo já passou
E tu me abraçou, me encantou, me falou.
Me fizeste teu dependente.
E agora, enquanto o clima ainda está quente,
Acho melhor pararmos pra conversar direitinho
Sobre o que você quer pra gente.

domingo, 29 de setembro de 2013

Doce menino.

Ah meu menino.
meu doce menino,

Como queria, eu, pobre senhora de alma, afagar teu coração assim como afago teus cabelos.
Afagar tua alma, teus sonhos, teus desalentos, tuas paixões, teus anseios, teus temores.

Mas sou senhora e tu és menino.
Sim. Menino. Fantasticamente ansioso e sem caminho. Meus pesares não podem a ti pertencer, pois já não pertenço a ninguém senão a minha própria desilusão.

És menino. Doce menino.
E que açúcar mais inebriante é a tua alma. Açúcar fino e novo, cheio de vidas a açucarar. Mas não te desesperes menino, porque como boa senhora que sou, a paciência me acompanha e sempre estarei aqui para quando voltares cansado da tua jornada fatigado por conhecerdes mais das almas.

Só tu não vês, ó meu menino.
apenas tu amargas o doce coração que a ti pertence. Sorte dos que te verem, sorte dos que te encontrarem e que tu, por piedade, por esperança, por descuido, desempacotar a ti mesmo e mostrar o esplendor tão glorioso da tua alma de poeta, escritor e artista.

Desses que dão vida a vidas secas por aí.