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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Drácula

Eu sou a criatura anciã
O que devora a noite
Insaciável por desejos carnais
Mas incompleto
Vazio de peito
De alma
Vazio de amores
Em busca de um só
Aquela mesma
Que reencarna e tende a voltar
Mas que nunca aproveitou ao meu lado
Ela que pode ter a oportunidade
Mas nunca me enxerga no espelho
Nem na escuridão
Nem sob a luz do dia
Que me arde
E me queima de paixão
Um tanto antiquado
Como só eu mesmo
Como eles, como eles
Dreno o vital
Me transformo num poço
De palavras e maldades
De loucuras e trucidades
Tenho cara de moço
E essência de mau
Eu sou quem luta
Contra a cruz e a espada
Pois minha alma foi levada
Quando me transformei
Se queimaram outros na fogueira
É bom que à noite não deem bobeira
Por que eu acordei

terça-feira, 30 de julho de 2013

Lembranças Inevitáveis

Ao som da flauta doce,
O céu cinza aparece.
Árvores negras da floresta 
Nos atrai para o amor.

Por mais cuidado que se possa ter,
Acaba como inesperado.

O beijo da morte.

E assim recomeça tão distante
Quanto à própria época que nos chama.

Será que nascemos para nunca mais?

Momentos lastimáveis.
Lembranças inevitáveis.

domingo, 23 de junho de 2013

Oração (Aí vindes outra vez)

Vindes outra vez, inquietas sombras,
Com teus espíritos iluminantes.
Nada de obscuro tens,
A não ser por não seres viva.
Mas chegue, com sua áurea inspirante.
Seu jeito cativante que me faz sentir.
Chegue com minha loucura e sua esquizofrenia.
Chegue com tua desconfiança pairando em meu ser.
Traga minhas lembranças consigo.
Esfregue tudo na minha cara e faça doer,
Para que, daí, eu fique tão inquieto quanto ti
E possa colocar tudo para fora ao escrever.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Ciclo

       Em uma rua, no meio da noite, falta luz e um vulto estranho vem em minha direção. Eu desesperadamente corro. Corre até parar em um beco sem saída. Eu apenas fecho os olhos, choro e rezo. Você sabe como rezar, mas aquele vulto não queria ir embora. Após tantas preces para que aquilo que me amedrontava fosse embora, começava o silêncio. Ao abrir lentamente os olhos, você vê durante poucos segundos, uma moça angelical que possuía uma aura de cor azul-celeste envolvendo-a. Sua pálida porém perfeita face. Suas asas como as de uma borboleta. Espírito divino. Que eu, envolvido pelo meu medo, apenas ignorei. Ignorei tão divina presença em minha frente materializada. Sei que estará lá algum momento. Quando largar meus medos na sarjeta e apenas como admirador da beleza, sentarei e esperarei... O que faz aquela pobre alma em uma rua tão escura? Devo guiá-la...