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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Anjo

O anjo que me guarda e guia
É aquele na qual sua energia
Vive e transforma todo o ódio em amor
Aura divina que me purifica
Mas sua benção só é feita quando merecer
Acreditando
A fé não cega é fruto de sabedoria
Para a busca da verdadeira serenidade

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Minha última carta, não enviada.

Meu Anjo,

      Eu deveria manter-me calada, fingir que não te conheço e não responder aos seus chamados. Deveria fingir que não te escuto. Mas eu não consigo agir assim. Não para sempre. Não consigo fingir ser o que não sou, e eu não sou de deixar ninguém esperando resposta minha. Você, provavelmente, seguiu com a vida. Você, provavelmente, não quis esperar minha resposta. Mas eu não te culpo... ninguém esperaria. Talvez eu esteja agindo mal escrevendo somente agora, mas eu tive medo de escrever antes. Na verdade, nesse exato momento que escrevo, eu tenho medo. Tenho medo do que pode acontecer, tenho medo do futuro, tenho medo por você, tenho medo por mim, tenho medo por nós dois. Espero imensamente que você tenha seguido como se eu tivesse sido meramente um sonho, como se eu tivesse sido uma mera brisa confundível com o resto do vento. Porque, por eu ser uma daquelas pessoas que diz que a palavra 'sofrer' não define a verdadeira dor do 'sofrimento do coração', eu não iria querer tamanha mágoa para ninguém, muito menos para você. Não iria querer saber que você sente minha falta do mesmo modo como eu sinto a sua.
       Eu deveria não ter te respondido. Eu deveria ter deixado as coisas como estavam. Quem sabe as coisas não seriam mais fáceis... Eu sinto muito se estraguei tudo, mas eu senti... sinto sua falta. Não é aquela saudade que uma foto a amena. Não... a saudade que sinto é muito mais complexa que uma saudade física. Sinto falta da sua atenção, do seu olhar, das suas palavras, dos seus pensamentos.
Você pode me deixar no escuro. Fazer o que fiz e manter-se no silêncio... eu não me importo. Podes ignorar-me como tentei... eu não te culparia. Mas eu precisava falar-te. Eu precisava responder-te. Eu não me importo de ficar no escuro. Já fui cega antes, e como da outra vez, voltarei a enxegar sozinha. Mas todos os males que passo e passei, e todas as dores que sinto e senti, não desejo à ninguém. Nem à você, e nem mesmo aos meus inimigos.
Com amor, Viajante Celeste.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Meu anjo...

Que brilho é este que tens no olhar?
Que me cativa,
Me facina
E me faz querer te conquistar?
É um brilho único,
Visto em nenhum outro lugar.
Um brilho tão belo
Que me faz pensar que és um anjo.
Um anjo destinado a me mostrar
O segredo da vida que é amar,
Destinado a caminhar
Do meu lado sem recuar,
Sem me deixar ser derrubado,
Sem me deixar desistir pela covardia,
E sem me deixar sentir
A solidão que antes sentia,
Nem por um momento sequer.
Não és uma pessoa qualquer
Que encontrei por acaso.
És meu futuro, minha sina, meu pecado.
Minha ilusão, meu sonho, minha perdição.
Minha salvação.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Ciclo

       Em uma rua, no meio da noite, falta luz e um vulto estranho vem em minha direção. Eu desesperadamente corro. Corre até parar em um beco sem saída. Eu apenas fecho os olhos, choro e rezo. Você sabe como rezar, mas aquele vulto não queria ir embora. Após tantas preces para que aquilo que me amedrontava fosse embora, começava o silêncio. Ao abrir lentamente os olhos, você vê durante poucos segundos, uma moça angelical que possuía uma aura de cor azul-celeste envolvendo-a. Sua pálida porém perfeita face. Suas asas como as de uma borboleta. Espírito divino. Que eu, envolvido pelo meu medo, apenas ignorei. Ignorei tão divina presença em minha frente materializada. Sei que estará lá algum momento. Quando largar meus medos na sarjeta e apenas como admirador da beleza, sentarei e esperarei... O que faz aquela pobre alma em uma rua tão escura? Devo guiá-la...