Como me dói ser gente.
Como me dói ser mulher.
Nunca quis.
Não lembro de querer.
Não lembro de entender.
Não entendi.
Gosto mesmo é de ser menina.
Menina só sou contigo.
Só nos teus braços é onde me aninho.
Só nos teus braços é onde me deixo a cuidados.
Pena que por pouco tempo.
Pouco tempo.
Depois recordo, acordo e discordo novamente.
Sem pedir, sem querer, sem entender.
Ah, como me faz falta respirar.
Respirar.
Reviver.
Viver.
Ah, já nem lembro, nem quero, nem entendo.
Somos um conjunto de jovens com almas artísticas unidas para distribuir tudo o que pudermos e acrescentar arte e (especialmente) poemas repletos de indagações, reflexões e sentimentos para todos os momentos.
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Comando!
As flores emanam teu cheiro
E a natureza imita tua calma
Os pingos caem serenos
Ondulam devagar o lago
E me lembra quando tu fala palavras sedosas
Que me fazem tremer lentamente
O calor me lembra tua intensidade
A combustão espontânea parece com nossa paixão
Que me arde e me queima
Me consome por inteiro
E nos consome
Mas que, quando branda, deixa tudo pronto
Pra gente ressurgir das cinzas
E nos queimarmos outra vez
A noite me lembra minha solidão
E a luz do sol, me lembra que tu me guias
E é como se, por causa da natureza
Eu já não precisasse de nada vindo de tu
Até me lembrar que tua vivacidade é que coordena meu andamento
Tua batuta é que me comanda
Você é meu maestro
Até quando eu me rebelar
E te fazer balançar
Quando tu cair do topo
Vai estar aos meus pés ou nos meus braços
E eu vou ditar teus movimentos
Como uma música comanda uma bailarina
E a natureza imita tua calma
Os pingos caem serenos
Ondulam devagar o lago
E me lembra quando tu fala palavras sedosas
Que me fazem tremer lentamente
O calor me lembra tua intensidade
A combustão espontânea parece com nossa paixão
Que me arde e me queima
Me consome por inteiro
E nos consome
Mas que, quando branda, deixa tudo pronto
Pra gente ressurgir das cinzas
E nos queimarmos outra vez
A noite me lembra minha solidão
E a luz do sol, me lembra que tu me guias
E é como se, por causa da natureza
Eu já não precisasse de nada vindo de tu
Até me lembrar que tua vivacidade é que coordena meu andamento
Tua batuta é que me comanda
Você é meu maestro
Até quando eu me rebelar
E te fazer balançar
Quando tu cair do topo
Vai estar aos meus pés ou nos meus braços
E eu vou ditar teus movimentos
Como uma música comanda uma bailarina
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Mulata
E é insistência que me empurra pela ribanceira abaixo.
Lá no fundo, rio de confusão, correnteza forte.
Me leva logo pros abraços da calma
De cabelos negros e pele escura,
Onde meus olhos fecham
E minha mente fica enfadada
Com o passar de mãos apalpando minha face.
Onde eu posso deitar, me aconchegar,
Rir e me iludir numa esperança meiga, cruel e fatal
Que oscila de acordo com o humor de cada conversa e cada assunto.
Ô vida besta que dá pra viver ao lado dela.
Todo dia na janela, vendo a hora passar,
A nuvem passar,
A pessoa passar,
O sol se pondo e a lua nascendo.
Pega minha mão e me puxa de uma vez pelo braço
Pr'esse sonho inatingível como o sideral espaço
E me faz correr coordenado por todo o salão
Até que, exausto, eu me lambuze no chão.
Os boatos vão correr por toda a urbe,
Mas dormindo, ainda vou estar acompanhado fazendo uma cantata.
E quando acordar, que me perturbe
A lembrança de cada momento com a Mulata.
Lá no fundo, rio de confusão, correnteza forte.
Me leva logo pros abraços da calma
De cabelos negros e pele escura,
Onde meus olhos fecham
E minha mente fica enfadada
Com o passar de mãos apalpando minha face.
Onde eu posso deitar, me aconchegar,
Rir e me iludir numa esperança meiga, cruel e fatal
Que oscila de acordo com o humor de cada conversa e cada assunto.
Ô vida besta que dá pra viver ao lado dela.
Todo dia na janela, vendo a hora passar,
A nuvem passar,
A pessoa passar,
O sol se pondo e a lua nascendo.
Pega minha mão e me puxa de uma vez pelo braço
Pr'esse sonho inatingível como o sideral espaço
E me faz correr coordenado por todo o salão
Até que, exausto, eu me lambuze no chão.
Os boatos vão correr por toda a urbe,
Mas dormindo, ainda vou estar acompanhado fazendo uma cantata.
E quando acordar, que me perturbe
A lembrança de cada momento com a Mulata.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Borboleta
Certa vez vi uma borboleta pousar na mão de uma mulher. Realmente, ela poderia ser confundida com uma flor de tão bela, com seu cabelo bem desenhado modelando seu rosto de traços perfeitos, com suas medidas combinadas de um jeito indescritível, e com sua cor de pele dando um toque final em toda sua beleza.
Mas, acredito eu que aquela borboleta não havia sequer notado sua beleza física. Talvez, a atenção da borboleta havia se virado para aquela mulher pelo seu espírito que, ouso dizer, é milhões de vezes mais belo. Por seu sorriso chegar a ser invejável por muitas mulheres ali presentes, por transmitir toda a alegria que ela poderia estar sentindo, por causa desse sorriso sua aura chegava a ser vista até mesmo por olhos mais fracos como os nossos. Foi sua aura o que chamou a atenção da borboleta, com cores tão claras transparecendo um sabor doce que as flores também demonstram ter.
Penso que a borboleta se decepcionou um pouco no momento em que se aproximou, por não poder alcançar a aura daquela mulher, mas não se importou muito por sua pele ter um sabor quase tão doce.
Mas no último instante, senti pena da borboleta porque foi afastada de modo tão inesperado de sua flor.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Maldição
A mulher que
Me deixou ver
Este mundo,
Hoje não me deixa viver.
Ela sofreu no amor,
E por isso seu coração chora.
Ela sofreu uma vez,
E nunca mais confiou em ninguém.
Chove ao seu redor,
Impedindo a aproximação.
Mas ela também me nega a luz do sol.
Em sua primeira desilusão,
Ela cantou uma maldição.
"Nenhum ser parecido
Terá amor merecido
Ao alcance da mão,
Se esse amor
Vir de mulher com meu sangue.
O infeliz enganará outra mulher
Com suas mentiras.
A mulher encontrará tantos contras
Que irá desistir de lutar a favor.
O indivíduo errado
Não terá seu sentimento espelhado"
A mulher
De mesmo sangue que o meu,
Com mais experiência que eu,
Amaldiçoa a mim
E a todas seguintes.
Canção...
Maldição...
Como quebrar-te?
Me deixou ver
Este mundo,
Hoje não me deixa viver.
Ela sofreu no amor,
E por isso seu coração chora.
Ela sofreu uma vez,
E nunca mais confiou em ninguém.
Chove ao seu redor,
Impedindo a aproximação.
Mas ela também me nega a luz do sol.
Em sua primeira desilusão,
Ela cantou uma maldição.
"Nenhum ser parecido
Terá amor merecido
Ao alcance da mão,
Se esse amor
Vir de mulher com meu sangue.
O infeliz enganará outra mulher
Com suas mentiras.
A mulher encontrará tantos contras
Que irá desistir de lutar a favor.
O indivíduo errado
Não terá seu sentimento espelhado"
A mulher
De mesmo sangue que o meu,
Com mais experiência que eu,
Amaldiçoa a mim
E a todas seguintes.
Canção...
Maldição...
Como quebrar-te?
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