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sábado, 12 de outubro de 2013

Nego!

Não sabia quem sou
Mas hoje me encontrei
Sou filho da dor
Madeira de lei
Nada a ver
Sou firme como um braço flácido
Sou constante como dinheiro em carteira
Vou deixar essa minha carreira
Vou te mergulhar no meu amor ácido
Que talvez, com a pele ardendo
Tu consiga perceber
Que tu pra mim é mais que veneno
Mas não paro de te beber até morrer
Tu és pior que a cocaína
Me fizeste um viciado, menina
Mas valeu a pena a chacina
Que tu promoveu no meu coração
Se instalasse feito fez Lampião
Tomasse conta de tudinho
Sem pena, sem dó
Agora eu só sinto o que me tocas
E vou negar a Deus e o mundo
Que meu coração moribundo
É teu
E não consigo mais aprender
Só não nego mais pros meus pensamentos
Pra mim
E pra você

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Mão única

Assim, pouco importa
Danem-se as pessoas e o mundo
Quando é amor, reconhecemos que tudo é apenas marginal
Ao sentimento que toma conta de tudo à nossa volta
Daí tanto faz
Sol ou chuva
Dia ou noite
Quatro paredes ou parque público
Com roupa ou sem roupa
O ato de amar é lindo e sincero
Imparável
Não importa se nos conhecemos ou não
Se tu és ou foste
Se tu tens ou teve
Se queres ou não
Quando se instala em gestos e olhares
Não há caminho de volta

terça-feira, 16 de julho de 2013

Dançando música lenta

Ella Fitzgerald no vocal
Louis Armstrong com sua pegada brilhante
E eu e você na pista ou na sala de casa
A luz de velas
À noite
Dançando no ritmo calmo e apaixonado da música
Só nós dois
Uma taça de vinho em tuas mãos
Teus cabelos castanhos presos de forma magnífica
Teu suéter azul fofo e aconchegante
E um sorriso envergonhado no rosto
Enquanto cochicho ao teu ouvido, te desejando
E balança pra cá
Balança pra lá
Sentindo o poder da voz cativante
Sendo tomados pelo clima
Até que, finalmente, nossos olhos se encontram
E o beijo
Que era inevitável
Passa a ser
Fatal para o amor