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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Quantos monstros cabem em mim

Eles sussurram tantos absurdos 
Ou gritam alto, desesperadamente querendo escapar
Eles martelam ideias e recuam, sentem medo
Cada um tem sua própria identidade 
Cada um tem sua função
Mas se ajudam simultaneamente 
Se atrapalham e bagunçam tudo
Não dormem, não sentem o cansaço cair sobre suas cabeças
Eles não param, e como poderiam?
Suas olheiras são mais profundas que um abismo
Não há tempo dentro de tanto tempo
Eles culpam uns aos outros todo dia
Não tem uma decisão certa
A única certeza é nunca fugir
E quantos são? Creio que sejam poucos
Afinal cada um completa o outro 
Mas não sei mesmo é dizer quantos deles podem caber aqui.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Medo do escuro

Olhos na noite,
Formas estranhas,
Surgem diante de mim.
Demônios espalhados pela sala,
Gritando em minha mente.
Pensar em algo agradável,
E logo torna-se perturbador.
Tento achar luz no caminho,
Até chegar o dia.