Não estava ciente da situação
Mas soube que você foi viver um pouco por aí
Tá certo, então
Mas volte, viu?
Quero ver tua produção
Quero sentir o que me trarás
Vá! Vá simbora!
Mas volte com um mundo inteiramente novo nas mãos
Que eu quero ver o que me trarás de inspiração
Vá e volte sem demora
Somos um conjunto de jovens com almas artísticas unidas para distribuir tudo o que pudermos e acrescentar arte e (especialmente) poemas repletos de indagações, reflexões e sentimentos para todos os momentos.
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quinta-feira, 10 de outubro de 2013
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Querida Lisianthus,
Já vai fazer um ano que viajo pela Europa graças a papai, que me permitiu fazer tal viagem. E hoje completa uma semana que estou na Inglaterra. É o lugar que sempre procurei. Simplesmente é um local muitíssimo belo com todas suas casas, praças e exposições. Me hospedei na casa de um tio nosso (que por sinal eu nunca ouvi falar). Sua casa é simplesmente enorme, com um bonito jardim de diversas cores (você iria adorar), e aqui também tem um campo bastante amplo onde vou toda tarde ler ou escrever à sombra de uma árvore qualquer. Mal posso esperar para ter autorização de mamãe para fazer uma viagem com você do meu lado ao invés de você também viajar mas com um roteiro diferente do meu (essa cabeça de mamãe... simplesmente não a entendo). Me conte onde você está agora e como é por aí, pois sinto muito sua falta e quero saber como andas.
Ah, antes que eu me esqueça de mencionar, um rapaz me viu hoje à caminho do meu passeio diário pelo campo e ele pareceu interessado em mim, mas eu duvido. É bem capaz dele ter ficado somente curioso por nunca ter me visto antes (você sabe como sou, sempre vendo algo onde há nada). Ele conversou pouco comigo e logo foi embora, disse que estava atrasado para um certo comitê que ignoro as intenções. Era um rapaz bonito, mas não fazia muito o meu gosto. Ele não me falou seu nome nem nenhuma outra informação. Nem posso perguntar-te se o conheces (seja pessoalmente ou só por nome), pois vai que ele tenha alguma fama que desconheço...
Bom, como gostei tanto daqui, pensei em passar mais do que somente quinze dias e vou pedir à papai permissão para ficar um período de trinta dias no mínimo. Você acha que ele realizará tal desejo meu? Só espero que ele não pense que eu tenho outras intenções, sabes como papai é (como eu, ele vê coisas onde nada tem). Enfim, me mande notícias porque eu há muito já sinto sua falta.
Com amor, da sua irmã, a Viajante.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Memórias
Quando eu era mais novo,
Eu via a chuva caindo na manhã ensolarada
E meu pai, entusiasmado, logo anunciava:
"Olha o casamento da raposa de novo!"
Eu assobiava alto,
Andando pelo estacionamento do edifício
Ouvia coisas sobre um tal de hospício
E odiava ter que ir pro Jardim Planalto.
Gostava de visitar minha avó do interior.
Prestava atenção pela janela do carro em toda vegetação passada.
Botava um sorriso no rosto quando via a Serra Talhada
E ia-me embora brincar no calor.
Minha outra avó, só vivia na cozinha.
A gente chegava tudo com fome,
Passava pelo povo comendo, que eu nem sabia o nome
E já saía procurando aquele pedaço de galinha.
Desde sempre, era reservado.
Nunca fui de falar muito,
Mas tudo parece que tinha o intuito
De me deixar facilmente chateado.
E minha mãe, não sei como tinha paciência.
Eu tinha pavio curto e era violento.
Qualquer andada mais me parecia um tormento
Pois me tiraram toda a benevolência.
Cresci sozinho dentro de mim,
Sem me expressar nem me mostrar pro mundo.
Pra um ou outros, sou eterno vagabundo,
Mas pra mim, eu sou só assim.
Eu via a chuva caindo na manhã ensolarada
E meu pai, entusiasmado, logo anunciava:
"Olha o casamento da raposa de novo!"
Eu assobiava alto,
Andando pelo estacionamento do edifício
Ouvia coisas sobre um tal de hospício
E odiava ter que ir pro Jardim Planalto.
Gostava de visitar minha avó do interior.
Prestava atenção pela janela do carro em toda vegetação passada.
Botava um sorriso no rosto quando via a Serra Talhada
E ia-me embora brincar no calor.
Minha outra avó, só vivia na cozinha.
A gente chegava tudo com fome,
Passava pelo povo comendo, que eu nem sabia o nome
E já saía procurando aquele pedaço de galinha.
Desde sempre, era reservado.
Nunca fui de falar muito,
Mas tudo parece que tinha o intuito
De me deixar facilmente chateado.
E minha mãe, não sei como tinha paciência.
Eu tinha pavio curto e era violento.
Qualquer andada mais me parecia um tormento
Pois me tiraram toda a benevolência.
Cresci sozinho dentro de mim,
Sem me expressar nem me mostrar pro mundo.
Pra um ou outros, sou eterno vagabundo,
Mas pra mim, eu sou só assim.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Ecos do ito (dança da inspiração)
Sentar no espaço infinito
Pensar nos países em atrito
Nos casais em conflito
Na canção e seu grito
A seca e a chuva de granizo
O metal, a pedra de granito
Escrevo e desvendo todo mito
Passo pro papel tudo que sinto
Sento na cadeira, aperto o cinto
Deixo pra lá a vodca e o absinto
Peço café, a cada hora mais um litro
Vejo passando a piar um periquito
Vejo crescer um pé de palmito
Percebo na sombra um olhar esquisito
Gravo e recordo o som que emito
Enquanto os grandes astros imito
Idolatro pensamentos eruditos
Volto a pensar num assunto restrito
Procuro na minha mente, em cada brecha solicito
Um assunto que tenha o perfeito requisito
Não acho um que seja meu favorito
Me sinto cada vez menos expedito
Viajo, na mente, pro Egito
Percebo minha concentração da finura de um palito
Mais uma xícara de café ao meu lado deposito
Me olho no espelho e me dou um pito
Acabo pensando em bailarinas e seus modelitos
Tentei me lembrar se hoje tinha chuva de meteorito
Mas paciência é um bem finito
É, realmente, há dias que não se dá pra elaborar um escrito.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Com uma simples viagem...
Uma viagem se assemelha de tantas formas ao amor. Ficamos entre as nuvens, mas ainda sentimos o chão firme sob nossos pés. Não sentimos o vento bater em nosso rosto ou acariciar nossa pele, mas sentimos em nossos corações as nuvens passarem entre nossos dedos. Nos sentimos leves, intocáveis. E ficamos admirados com a vista, como se fosse aquele olhar de quem amas, pois é único e prende nossa atenção como se não houvesse nada mais belo. Não há nada que se assemelhe tanto ao amor como isso. Uma única viagem é como amar, sem realmente estar amando.
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