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domingo, 12 de maio de 2013

Distância Temporal

     Estou me aproximando cada vez mais do meu destino. O tempo está se esgotando, e estou começando a ficar sem ele. Estou chegando no limite... no meu limite temporal. O tempo voa sem esperar por ninguém.
    Chegará um momento em que meu relógio da vida não irá mais funcionar, e o tempo não vai mais existir para mim. Fico trêmula só de pensar... mas não por conta da certeza de que meu coração irá parar igualmente com o relógio, e sim por causa da possibilidade de não ter feito tudo o que foi desejado. Temo terminar deixando algo inacabado, independente do que seja. Pode ser uma receita qualquer que eu tinha a intenção de fazer, ou até mesmo ir me despedir de alguém, muito importante para mim, prestes a viajar. Tenho medo de querer fazer tanta coisa, e que eu acabe fazendo nada, simplesmente porque o tempo não quis esperar, apressado como só ele.
     Incrível como o tempo pode ser curto quando se quer ele extenso. Temo o fim da estrada da vida não pelo seu fim em si, mas sim pela possibilidade de não fazer as devidas paradas desejadas.

sábado, 20 de abril de 2013

Frente e trás das grades

Estou eu refletindo novamente
Sem saber qual é a verdade
Apenas se estou preso na mente
Ou se também preso nessa grade
Eu não quero estar dentro
E fora não quero estar
Eu queria liberdade
Uma que seja de verdade
Uma pra poder descansar
Onde a saída fica?
Desse ferro que me segura
Que a vida da gente estica
Pra uma longa vida escura

Não adianta mais procurar
Nem sei qual lado eu quero
A resposta está em todo o lugar
Pra ela aparecer eu espero
Por que gostar dessa segurança,
Se ela nos tira as verdades?
Ela quem limita a dança
Na frente ou atrás das grades.