domingo, 9 de fevereiro de 2014

Carta

Estou farto do lirismo que dá no peito
Não quero mais ter que aguentar tuas indecisões
Não quero estar entre paixões e corações
Quero ser, do teu predicado, sujeito
Se não quiseres, lamento a ti
Em outras tentarei encontrar
Viajarei por céu e mar
Acharei um amor para mim
Diga não, pra eu chorar aqui na tua frente
Eu sei que é isso que você quer
Correr pra mudar de assunto
Vai me evitar pra sempre
Mas um dia, eu vou me esgotar
Posso ser aquele que vai atrás incansável
Mas tudo isso finda
Você não deixa de ser linda
Mas pode deixar de ser amável
Só precisas dizer uma palavra
Mas o silêncio representa o medo de se envolver
E eu, fico como?
Desorientado e sem sossego
Dependendo de você
Que não me solta nem me prende
Só volta todo dia pra me alimentar
Por você, espero o mundo acabar
Pra ver se esse amor rende
Mas tu, vem com desculpas preparadas
Vem com frases que não querem dizer nada
Vem negando teus sentimentos
Caia na real, minha fada
Chega de tantos tormentos
Chega de sofrer por você
Eu quero nossa felicidade
Você vai dizendo que não vai ser bem assim
Que todo o amor vai chegar num fim
Mas ainda estamos na mocidade
Quero aproveitar meu tempo contigo
Antes que tu me esqueça pra sempre
Não quero ser só teu amigo
Quero subir de patente
Fazer o que preciso for
Te dar minha fé e meu amor
Ser tua resolução em movimento
Tua inquietação em desalento
Tuas insônias e tormentos
Teu medo e tua dor
Só por amor
Só pra estar junto a ti
Mal é o que tu me faz deixando longe, ao vento
Jogado, distante
Impregnado com esse veneno
Sem nem poder te amar
Do jeito que eu sonho toda noite
Parece meio precipitado
Mas deixa eu ser teu namorado?
Se não, me corta
Uma foice...
Uma guilhotina
Se sim, me comporta
À noite
Não me compartilhe
Me deixe ser e me retire
Da solidão
Me deixe ser, teu coração
Pr'eu te fazer feliz
Me perspective, me dê uma atualização
Me dê um beijo em baixo do nariz

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Dawn of the feeling.

Um copo de whisky, a fumaça de um cigarro,
Ambos matam-me e aquecem-me nessa noite em claro.
Aquecem junto com o som do velho violão.
Cordas velhas ainda tocam o coração.
Tons menores e dedilhado ardente sucedem-se,
Enquanto a imensidão brilhante do céu me envolve.
Enche meus olhos de água e emoção.
Perfeita sintonia entre um homem e seu violão.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Amor (III)

O amor é uma música
Eu sei pela melodia que sai da tua boca
Eu sei pela harmonia do nosso beijo
Eu sei pela quebra de ritmo dos nossos encontros
Eu sei pelo andamento que você impõe
Eu sei pelos nossos risos improvisados
Eu sei pelos nossos duetos descontrolados
Eu sei pela nossa percepção e compatibilidade
Eu sei pelos nossos graus quentes
Eu sei, pois consta na nossa pauta
Eu sei pelas rés que não damos
Pelos dós que não sentimos
Pelos sols que contemplamos
Pelos mis que dualizamos
Pelos sis que efetuamos
Pelos fás que fazemos
Pelos lás que nos encontramos aqui

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Maldade

Maldade é termos que ficar separados tanto tempo
É eu simplesmente não entender como as coisas funcionam
É quando eu eu acordo pensando em te encontrar
Mas não é nada do que você faz comigo
Não é de ti que vem castigo
De ti, vem o que eu preciso pra me manter
E eu, sem saber controlar, fico comprometido
Fico tentando não pensar tanto assim
Em você
Tudo isso me leva à loucura
A melhor do mundo
É o que me faz respirar fundo
E imaginar mais avoado
Querendo estar ao teu lado
Até quando disserem que vai ser o fim do mundo
É isso tudo que me faz tremer
Mas é tudo em mim
São coisas que não vão ter fim
Até quando eu te esquecer
E meu amor, por mim
Esse dia nunca vai acontecer

Céu

O céu grandioso e infinito
Sempre tão bem enfeitado
Seja uma hora pelo sol escaldante
Ou por um belo pôr do sol
Alaranjando uma parte de sua imensidão
Ou uma hora pela lua em companhia das estrelas
Em 4 belas fases, é a beleza no breu da noite.
E como se não fosse o suficiente
Resolve se vestir de várias cores
No entardecer se pinta e por fim,
Cai novamente em escuridão.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O farol (um psicopata por amor)

Era uma noite de garoa estragada
Com a cabeça cheia de agonia
Ele encostou em sua almofada
Para fantasiar a nostalgia
Sem sonhar, saiu perambulante
Lembrou-se do que podia emocionar
De repente, sem mostrar nenhum semblante
Achou o que estava a procurar
Chegou à sua porta com um buquê de lírios
Que estavam no vento do jardim a relaxar
Invadiu a casa e viu um delírio
Empalidecendo ao se aproximar
A mulher, perplexa, impressionou-se
O buquê ele entregou
Assustada, ela não apaixonou-se
Eis que ele então a machucou
Já era como um louco
Mais sombrio que a própria noite
Cortes superficiais foram pouco
Ele a esfolou as costas com um açoite
E a deixou derramar lágrimas de sangue
Enquanto ria, descontrolado
Levou-a ao mangue
O lugar tão esperado
Nos olhos dela, apenas desespero
Enquanto o carro os levava ao destino
Ele dizia que todo aquele drama era um exagero
Que ela choramingava feito um menino
Amarrou-a com cordas nas mãos e nos pés
Deitou-a na lama e ali passaram juntos
Contemplando o luar descansar no sopé
Enquanto preparava mais um defunto
Partiram então para o farol
E na areia da praia, ele não perdoou
Arrancou seu coração, lhe deitou num lençol
Lamentava ter perdido mais um amor
Subiu as escadas e assistiu a luz passando no escuro vazio
Assim como também se sentia
Amor nenhum lhe salvaria, era um assassino frio
Loucura e ódio o conduziam
E a razão da noite chegou, então
A lua deitou sua luz no corpo dela
Tocou seu peito vazio, sem coração
E ressucitou-a toda em branco, mais bela
Mas fria, como a brisa da noite
Ela cumpriu com seu simples destino
O relógio bateu meia-noite
E ela andou com seu ar feminino
Foi-se, em direção ao horizonte
Para, assim, nunca mais voltar
Nem ver seu assassino defronte
Pra não poder se vingar
E com ela, foi-se tudo
Destruiu seu coração
E no final, ele não se sentiu imundo
Não era amor, apenas paixão

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Minha tropa

Arma sendo carregada,
O som das nossas botas
Que faz o chão tremer.
Esquadrão Negro,
Família de camuflado,
Espírito de corpo.
Somos uma unidade
Enquanto de farda.
Somos um só coração,
Somos O Guardião.