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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Meu valor

Por três segundos, enquanto ela andava em frente, ela olhou para trás, olhou para mim e sorriu, e então me deixou lá, parado, observando-a se afastar.
Três míseros segundos! Um único sorriso! E o abandono...

terça-feira, 23 de julho de 2013

Só para lembrar...

     Ei, amor! Eu sei que faz muito tempo que a gente não se fala, mas eu não sabia se você havia se esquecido, então eu vim aqui te lembrar. Te lembrar que ainda te amo, dos momentos que já passamos juntos, das sensações que tivemos...
     Apesar de todos os dias, semanas, meses e anos que passamos separados, nada mudou. Ainda sinto as mesmas coisas ao olhar para você, ao escutar sua voz, ao ver seu sorriso (seja pessoalmente ou numa fotografia), ao sentir seu toque... e ainda sinto a mesma coisa ao ver-te se afastando, ainda sinto o abandono da primeira vez, a saudade de todos os dias, e ainda me pergunto “por que as coisas tinham de ser assim?”

     Eu sabia, desde o primeiro dia, que você nunca mais sairia do meu coração.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Solidão Celestial

Oh céu,
Tás lindo essa manhã.
Não soubesse da história?
Eu te amei...
Até agora.

Por que te mostras tão lindo
Com seu viajante estando tão feio?

Oh céu,
Por que me deixas tão sozinho
Nesta manhã tão cinza para mim?

Você poderia ao menos
Me emprestar sua máscara,
Impedindo os outros
De verem meu interior.

Mas me parece
Que eu sou
Nada para ti,
Pois me ignoras
E continuas com tuas vivas cores.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Pandora's Box

Um simples ato
uma simples ação
simples movimento
totalmente sem razão
futilidade é esta
que está em sua mão
que desvia um olhar
e estraga o coração
pode-se evitar
pequena desconcentração
pra provar que vale a pena
acreditar na audição
que a esperança que botei
não foi mais algo em vão
que foi algo sincero
não seja uma exceção
não me mate com rudez
faça até oração
mas nem Deus vai impedir
o que farei por decepção.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Outono

As lembranças vêm como o vento,
Me remexem por completo.
Me fazem cair, seja pouco a pouco ou de uma só vez.
Estou murcho. Minhas folhas me abandonam.
Fraco, me rendo até não sobrar mais nada.
E após todas as perdas,
Aguardo meu castigo chegar.
Aguardo meu tempo de hibernar e sofrer.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

E a mania renasce


É ridícula essa ideia de minha cabeça.
Cabeça, não.
É uma ideia tão besta que só pode vir do coração.
Essa mania infantil de achar que estou abandonado.
A tristeza com aquele aperto doloroso no peito.
Não tenho nada, nem ninguém.
Nem você eu tenho, e provavelmente nunca mais terei.
A dor, o desespero e a angústia perduram mesmo assim.
Coisas tão fúteis e tão escandalosamente desnecessárias
Me fazem sentir céus de sentimentos.
E no final, aquela raiva,
Aquele ódio característico.
De mim, de ti, do mundo.
Aquela vontade de que tudo se exploda
Que me faz perguntar "Pra quê isso?",
E me respondo "Não sei".
E é aí que a mania,
A tristeza,
A dor, o desespero e a angústia
E o ódio
Recomeçam como um ciclo,
De novo, de novo e de novo.