As capivaras cruzando o Capibaribe
O maracatu e o frevo a tocar
Bonito são as suas cachoeiras
Em Boa Viagem, o sol, a areia e o mar
Recife, a Veneza brasileira
Ao lado de Olinda vem brilhar
Caruaru, Gravatá e Pesqueira
Sabem muito bem como encantar
Ó terra dos altos coqueiros
Linda do interior ao litoral
Com a cultura, impressionas mundo inteiro
Todos chegam pra ver teu carnaval
És terra encantada
Pra sempre lembrada
Da floresta ao sertão
Ó, Pernambuco
Sou mameluco
Te levo sempre no meu coração
Vou levar para sempre no meu sangue
Os fogos e o milho do são joão
O jeito e o DNA do teu mangue
Ajudaram a construir toda a nação
Tua população canavieira
Tem força até pra fazer Revolução
Em Recife, tivemos a Praieira
No sertão, o poderoso Lampião
Quero gritar para o mundo inteiro
As belezas do São Francisco e do Pajeú
Quero passar por inúmeros roteiros
Mas levo no meu coração apenas um
Somos um conjunto de jovens com almas artísticas unidas para distribuir tudo o que pudermos e acrescentar arte e (especialmente) poemas repletos de indagações, reflexões e sentimentos para todos os momentos.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Recife e Olinda
Chegou em casa com a mãe perguntando:
"Tu tava onde, menino?"
E Pedro disse: "Eu fui à praia do Janga, pra ver a ciranda e o seu cirandá. Ciranda!"
"Esse tempo todinho?", perguntou de novo a mãe agoniada.
"Não." disse Pedro. "Também fui 'lá onde o mar bebe o Capibaribe'".
"Sem avisar, menino?", insiste a mãe.
"Fui ver 'a moça bonita da praia de Boa Viagem' e depois fui pra Olinda e disse: 'Olinda! Quero cantar pra ti esta canção'. Daí, finalmente pude voltar pra casa e dizer 'Voltei, Recife! Foi a saudade que me trouxe pelo braço'".
"Tu tava onde, menino?"
E Pedro disse: "Eu fui à praia do Janga, pra ver a ciranda e o seu cirandá. Ciranda!"
"Esse tempo todinho?", perguntou de novo a mãe agoniada.
"Não." disse Pedro. "Também fui 'lá onde o mar bebe o Capibaribe'".
"Sem avisar, menino?", insiste a mãe.
"Fui ver 'a moça bonita da praia de Boa Viagem' e depois fui pra Olinda e disse: 'Olinda! Quero cantar pra ti esta canção'. Daí, finalmente pude voltar pra casa e dizer 'Voltei, Recife! Foi a saudade que me trouxe pelo braço'".
Mereço
Se você parasse com suas saídas descoordenadas,
Seus laços desnecessários,
Seus cigarros retardatários,
Escreveria mais.
Se você fosse menos insana,
Mais sem graça,
Mais careta,
Mais perneta,
Mais lambreta,
Mais chupeta...
Não, calma...
Talvez não era isso tudo.
Se você fosse menos mole,
Menos cabeça dura,
Menos protelação, mais amargura,
Mais coração
E muita ternura...
Apesar de que...
Eu sei que você é.
Pensei que você fosse engraçada.
Mas, é... nem tanto assim.
Eu pensei que iríamos nos dedicar.
Você se convidou,
Eu te aceitei.
Você veio, se foi, se deixou levar.
Sei lá...
Cadê você que não voltou?
Estou aqui e aguardo tuas cartas,
Guardo tuas latas,
Amasso tuas facas,
Enlaço tuas marcas
E te vejo partir.
O que é isso que se foi?
Nada mais.
A vida não é mesmo feijão e arroz.
Na verdade, não é nada que se dá para findar.
E aqui vou estar.
Eu escrevo mesmo, que é pra todo mundo escutar
(Ou seria ler?).
Você se foi, elas também.
Algumas dizem que voltam,
Outras dizem que é "complicado".
Ah, mais que nada!
Complicado mesmo é não ter expressão,
E isso a todos ofereço.
Mas se recebo sempre um "não",
Recebo mesmo o que mereço.
Seus laços desnecessários,
Seus cigarros retardatários,
Escreveria mais.
Se você fosse menos insana,
Mais sem graça,
Mais careta,
Mais perneta,
Mais lambreta,
Mais chupeta...
Não, calma...
Talvez não era isso tudo.
Se você fosse menos mole,
Menos cabeça dura,
Menos protelação, mais amargura,
Mais coração
E muita ternura...
Apesar de que...
Eu sei que você é.
Pensei que você fosse engraçada.
Mas, é... nem tanto assim.
Eu pensei que iríamos nos dedicar.
Você se convidou,
Eu te aceitei.
Você veio, se foi, se deixou levar.
Sei lá...
Cadê você que não voltou?
Estou aqui e aguardo tuas cartas,
Guardo tuas latas,
Amasso tuas facas,
Enlaço tuas marcas
E te vejo partir.
O que é isso que se foi?
Nada mais.
A vida não é mesmo feijão e arroz.
Na verdade, não é nada que se dá para findar.
E aqui vou estar.
Eu escrevo mesmo, que é pra todo mundo escutar
(Ou seria ler?).
Você se foi, elas também.
Algumas dizem que voltam,
Outras dizem que é "complicado".
Ah, mais que nada!
Complicado mesmo é não ter expressão,
E isso a todos ofereço.
Mas se recebo sempre um "não",
Recebo mesmo o que mereço.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Lábios
Hoje eu sonhei
Estar em cima dos teus lábios
Tua boca à vista
Tuas palavras convidativas
Nossas conversas sem sentido
O filme estava passando
Mas nenhum de nós realmente se importava
Você se aconchegava com o casaco preto
E eu era todo ouvidos
Eu era admiração
Teus lábios me cativavam
Teus lábios macios
Tua boca rosinha
Nunca mais vou esquecer
De como o sonho terminou
O filme ia passando, e você
Calorosamente me beijou
Estar em cima dos teus lábios
Tua boca à vista
Tuas palavras convidativas
Nossas conversas sem sentido
O filme estava passando
Mas nenhum de nós realmente se importava
Você se aconchegava com o casaco preto
E eu era todo ouvidos
Eu era admiração
Teus lábios me cativavam
Teus lábios macios
Tua boca rosinha
Nunca mais vou esquecer
De como o sonho terminou
O filme ia passando, e você
Calorosamente me beijou
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Olhos e olhares
Teus olhares de olhos azuis
Me inunda mares de amor
Rios de paixão
Poças de lágrimas
Apenas de emoção
Teus olhares de olhos castanhos
Me despertam uma selva
Um fogo estranho
Disritmia no coração
Teus olhares de olhos verdes
Me hipnotizam
Com tuas esmeraldas me cativando
Me enfeitiçando
Como se tu fosses medusa
Viro estátua
Teus olhares de olhos negros
Escondem de mim um mundo inteiro
Mas eu amaria assim mesmo
Teus olhares todos, de janeiro a janeiro
Teus olhos de verde do mar
Teus olhos de preto e o luar
Teus olhos de cor de mel
Teus olhos azuis como o céu
Me inunda mares de amor
Rios de paixão
Poças de lágrimas
Apenas de emoção
Teus olhares de olhos castanhos
Me despertam uma selva
Um fogo estranho
Disritmia no coração
Teus olhares de olhos verdes
Me hipnotizam
Com tuas esmeraldas me cativando
Me enfeitiçando
Como se tu fosses medusa
Viro estátua
Teus olhares de olhos negros
Escondem de mim um mundo inteiro
Mas eu amaria assim mesmo
Teus olhares todos, de janeiro a janeiro
Teus olhos de verde do mar
Teus olhos de preto e o luar
Teus olhos de cor de mel
Teus olhos azuis como o céu
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Ser humano: como ser?
Olhe para o lado e repare bem no que se passa. A verdade é que levamos a vida como uma farsa. Sempre dizemos que estaremos lá e nunca pediremos nada em troca. Bom mesmo é o ser humano que não pede. Mas, ao olhar de outros, este é apenas um inocente. Um tolo que não sabe de que se trata a vida. E os que se acham mais espertos vão vivendo por aí, se achando fortes. Não colocam nada a perder pra ninguém. Não se doam por ninguém. São tipos assim que nunca estarão lá para alguém se não estiverem lá por eles também. Muitos de nós achamos que tudo é uma troca imediata nesta vida. Achamos que aqui mesmo, neste aprendizado é que se faz e se paga. A verdade, é que nossas vidas são maiores que isso. Somos eternos, cada um de nós. Até o dia que nos resolvermos ou nos amaldiçoarmos. O caminho até a plena felicidade é árduo, mas resulta na paz. O que nos falta é sensibilidade. Pregamos amor sem sabermos amar. Fazemos nossos dramas por dores e solidão. Sim, tudo isso é plenamente normal. Somos seres humanos. Fracos, dependentes, assustados. Mas também somos melhores, e falta abrirmos os olhos para perceber. Somos tudo o que há de ruim acontecendo, mas temos plena capacidade de sermos o melhor que o mundo já viu. Nos limitamos. Nós fechamos, todos os dias, nossos próprios olhos para não encarar a verdade, e esta é que a felicidade depende da melhora e esta gera o amor.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Amor à vista
Quando eu te vi pela primeira vez
O mundo era mais azul
Eu pensei comigo mesmo
Planejei me aproximar
Mas você estava tão longe...
Te admirava à distância
Você era a mais bela pintura
A mais formosa escultura
A mais perfeita melodia
Você era meu jogo de palavras sem fim
E sei que isso pode parecer besteira
Mas significa muito pra mim
Eu passei o verão
Me imaginando em uma paixão
Passou-se o inverno
Minha vida amorosa inteira, um inferno
Teve também o outono
Meu coração era um fraco sem patrono
Mas, na primavera
Finalmente descobri quem você era
Como tuas sintonias se encaixavam com a minha loucura
Como tua beleza afastava minha amargura
Como nossos lábios já se conheciam há muitos anos
Como nos entendíamos tão bem que não precisávamos fazer planos
Eu não te encontrei
Foi a vida que quis assim
Quando você passou
A vida sorriu pra mim
E deixou-me pra sempre
Com este amor sem fim
Fiquei cego ao te olhar, raio de sol
Teu sono leve, como a lua
Teus beijos intensos como o mar
Enlaça minha vida com a tua
Deixa mesmo a gente se amar
Não vai demorar nada pra perceber
Que de ti, guardo um segredo
Eu tenho mesmo é medo
Do meu amor não ser você
O mundo era mais azul
Eu pensei comigo mesmo
Planejei me aproximar
Mas você estava tão longe...
Te admirava à distância
Você era a mais bela pintura
A mais formosa escultura
A mais perfeita melodia
Você era meu jogo de palavras sem fim
E sei que isso pode parecer besteira
Mas significa muito pra mim
Eu passei o verão
Me imaginando em uma paixão
Passou-se o inverno
Minha vida amorosa inteira, um inferno
Teve também o outono
Meu coração era um fraco sem patrono
Mas, na primavera
Finalmente descobri quem você era
Como tuas sintonias se encaixavam com a minha loucura
Como tua beleza afastava minha amargura
Como nossos lábios já se conheciam há muitos anos
Como nos entendíamos tão bem que não precisávamos fazer planos
Eu não te encontrei
Foi a vida que quis assim
Quando você passou
A vida sorriu pra mim
E deixou-me pra sempre
Com este amor sem fim
Fiquei cego ao te olhar, raio de sol
Teu sono leve, como a lua
Teus beijos intensos como o mar
Enlaça minha vida com a tua
Deixa mesmo a gente se amar
Não vai demorar nada pra perceber
Que de ti, guardo um segredo
Eu tenho mesmo é medo
Do meu amor não ser você
Assinar:
Postagens (Atom)