Era uma vez
Um velho jovem
Que já tinha vivido longos 334 anos
Caminhando pela estrada da sua jornada
Não estando nem na sua metade
Quando tinha 2 anos
Se apaixonou pela primeira vez
Descobriu o que aquilo significava
Teve seus primeiros sinais de nervosismo
Suas primeiras borboletas no estômago
E depois
Com a assinatura de uma viagem para longe
Acabou
E ali, ele amadureceu 3 anos
Aos 5
Se apaixonou outra vez
Apenas a contemplava de longe
Como se ela fosse realmente uma obra de arte
Ele se afastou
A arte acabou
E o jovem amadureu 6 meses
6 meses depois
O jovem foi forçado a se apaixonar pela primeira vez
Apenas por conveniência
E ali, colocou pra fora tudo o que sentia
E ali, foi declinado tudo o que sentiu
Ele virou a mesma criança que era bem antes de saber da existência das paixões
Se descontrolou
Se perdeu no meio do caminho
Até que se estabilizou
Mas como o destino quer nos mostrar
Que a vida não é assim tão fácil
Eis que vêm de novo
O seduzir à paixão forçada
E a ela, ele sucumbe
E assim se vai mais uma ponta de esperança de amadurecimento
E veio lamentação pra cá, choro pra lá
Até que o jovem veio a se recuperar
E ali, descobriu, de repente
Que era o amor que ele deveria procurar
E saiu a sua procura
Esperando ele achar
Virou a primeira esquina
E já foi se iludindo
Descobriu coisas que nunca tinha conseguido enxergar
E até hoje é grato por isso
Mas depois de aceitar a paixão
E por ela zelar
Por surpresa, vê-se declinado
Quando tudo parecia nas normalidades
Nas formalidades
Quando tudo estava simplesmente pronto para agir
O jovem, que tinha amadurecido mais 2 anos, agora voltava a falir
E virou de novo um obscuro chorão das profundezas
Um bruto enfurecido e decepcionado, com coração partido
Foi aí que, depois de se recuperar
O jovem evoluiu mais 3 anos
E daí, passou a construir sua identidade que tem hoje
Depois de um tempo passar
Achou outra paixão
Daquelas que não achava que iria findar
Que sonhava ser eterna
Mas assim não foi
Acabou antes de todos os planos que ele tinha feito
E, mais uma vez, o mundo dele caía a seus pés
Sem nada poder fazer
Mas quando se recuperou, mais 4 anos de progresso
Voltou e colocou a tapa a cara
Declinado
Sem grandes comentários
Na dele, experimentou o inesperado
E isso o mudou
Como todas as outras paixões o mudariam
Para sempre
Ele viu que as coisas podiam ser de outra forma
E que não havia limites
Descobriu que estava tudo em sua cabeça
Mas antes de poder se deleitar com isso
Foi rejeitado mais uma vez
E eis que, hoje
Sentado sozinho
Com sua caneta borrando o papiro
Ele percebeu
Que toda a dor o fez amadurecer
Mas ele podia ter feito tudo isso
Mesmo estando sozinho
Somos um conjunto de jovens com almas artísticas unidas para distribuir tudo o que pudermos e acrescentar arte e (especialmente) poemas repletos de indagações, reflexões e sentimentos para todos os momentos.
domingo, 13 de abril de 2014
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Compreensão
Enquanto eu estava no lugar que deveria, me jogaram textos, como fazem e sempre farão. E começa a leitura. É frase pra lá, conceito pra cá, citação e paixão... Hum... É perda de concentração. Concentro de novo e resumo com tópicos. Puxo setas e realço pontos principais. Sim, acho que entendi. Até minha doutora em compreensão me chegar com o mesmo texto, lendo-o, parágrafo por parágrafo, e tudo perder o sentido. De repente, a compreensão virou confusão. Virou entropia, desconcentração e quem dizia que entendia estava em meditação. Eu não via, não entendia, não ouvia, não percebia que o texto era isso tudo. Era isso tudo mesmo? Não sei... Afinal, que danado de discurso é esse que ela está falando? De que me vale se existe a análise francesa? Por mim, sei que ainda sou brasileiro e isso não há de mudar por ainda algumas décadas. Afinal, a gente pensa a mesma coisa ou roubamos as coisas um dos outros? E, antes de pensar sobre isso, realmente importa? A verdade é que queremos ser donos das ideias pra sermos importantes, mas não se vê a importância que já existe ao pensar e repassar uma ideia a toda a sociedade. Passado isso, tudo bem. Já reclamei que não entendi, já esqueci de tudo o que se passava. Numa volta pra casa mais longa que o habitual, voltei a refletir sobre a compreensão em si, e descobri que talvez eu já tivesse compreendido. Eis que, numa virada de esquina, avisto aquele rabo de cavalo dançando rápido em minha direção por trás de um vulto voluptuoso e misterioso. Até aí, nada de especial... mas atravessamos a rua no mesmo momento, e quando meus olhos, viajando em alguma esfera da minha mente, fitaram os dela, percebi uma obra de arte passando ao meu lado. Como se não bastasse, ela olha pra mim de volta e eu, mesmo que ainda estivesse a voar, percebi nos seus lábios um sorriso que poderia querer dizer tudo e nada. Que não poderia ser separado em tópicos e não poderia se realçar suas partes principais. Que não importava se ela era francesa, alemã, russa, ingles, judia, cristã ou siamesa. Como uma ideia, ela passou o seu sorriso por mim, e isso já foi o bastante, mesmo que eu nunca vá descobrir seu nome. O sorriso me levou além da compreensão e do que se pode compreender e me deu em troca a viagem de solidão do mesmo ser que sei que sou. E com tudo isso, se já achava que tinha me decidido, talvez eu deva voltar pra uma aula de compreensão de sorrisos.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Na volta...
Beijos e abraços
Juras de amor
Ditos que nunca serão esquecidos.
Partida e despedida
Viagem ao desconhecido
Rostos que não serão mais vistos.
Ventos que me levam embora
Não são os mesmos que me trazem de volta.
Tudo está diferente
Não importa o que tenho em mente.
Se esperei encontrar
Tudo do jeito que deixei...
Não há ninguém
Mais mergulhado em ilusão.
Se desejei me aproximar
Daquele que tanto amei...
Nunca terá alguém
Com o mais partido coração.
Juras de amor
Ditos que nunca serão esquecidos.
Partida e despedida
Viagem ao desconhecido
Rostos que não serão mais vistos.
Ventos que me levam embora
Não são os mesmos que me trazem de volta.
Tudo está diferente
Não importa o que tenho em mente.
Se esperei encontrar
Tudo do jeito que deixei...
Não há ninguém
Mais mergulhado em ilusão.
Se desejei me aproximar
Daquele que tanto amei...
Nunca terá alguém
Com o mais partido coração.
sábado, 5 de abril de 2014
Senhora e Senhor
É possível fazer mais
Fazer mais do que já não se faz
Tirar do coronel o capataz
Mostrar que o trabalhador também é capaz
E não pelo que mostra o cartaz
Que quer nos enganar com os "avanços"
Ninguém aqui é mais boi manso
Esses tempos de gado e boiada já se foram
Aqui se pede e se preza o desenvolvimento
E quem carrega o cimento
Deve ser bem respeitado
Quem chama a atenção pros problemas
É porque tá tudo acabado
Senhora vem me falar de garantir futuro
Senhor diz que precisamos melhorar
Todos dizem que somos capazes
E a situação completa irá melhorar
Mas o que se vê é o oposto
Senhora no poder
Ajuda a manter
A figura do conjunto que engana
Que faz curvas
Mandando à esquerda e à direita
Fazendo as insensatas decisões
Atrasando gerações
E Senhor
Tem a sorte de pegar um trem andando
Toma a carona e diz que tá tudo bem
Mas não vive ele no submundo
Com essas imagens de além
Que temos ao lado
Aqui bem nos nossos vizinhos
Nas nossas crianças
Camuflado pra ninguém ver
Mas à mostra pra saberem que existe
Senhor e Senhora que não fazem por merecer
O dinheiro que colocam no bolso do país
Ou nos seus próprios bolsos...
Senhor e Senhora
Que governam sem dor
E sem hora
Para fazê-la findar
E a dificuldade nunca vai acabar
Não adianta ter uma bela economia
Se a política é um mar de hiprocrisia
Fazer mais do que já não se faz
Tirar do coronel o capataz
Mostrar que o trabalhador também é capaz
E não pelo que mostra o cartaz
Que quer nos enganar com os "avanços"
Ninguém aqui é mais boi manso
Esses tempos de gado e boiada já se foram
Aqui se pede e se preza o desenvolvimento
E quem carrega o cimento
Deve ser bem respeitado
Quem chama a atenção pros problemas
É porque tá tudo acabado
Senhora vem me falar de garantir futuro
Senhor diz que precisamos melhorar
Todos dizem que somos capazes
E a situação completa irá melhorar
Mas o que se vê é o oposto
Senhora no poder
Ajuda a manter
A figura do conjunto que engana
Que faz curvas
Mandando à esquerda e à direita
Fazendo as insensatas decisões
Atrasando gerações
E Senhor
Tem a sorte de pegar um trem andando
Toma a carona e diz que tá tudo bem
Mas não vive ele no submundo
Com essas imagens de além
Que temos ao lado
Aqui bem nos nossos vizinhos
Nas nossas crianças
Camuflado pra ninguém ver
Mas à mostra pra saberem que existe
Senhor e Senhora que não fazem por merecer
O dinheiro que colocam no bolso do país
Ou nos seus próprios bolsos...
Senhor e Senhora
Que governam sem dor
E sem hora
Para fazê-la findar
E a dificuldade nunca vai acabar
Não adianta ter uma bela economia
Se a política é um mar de hiprocrisia
sexta-feira, 4 de abril de 2014
A teoria do querer
Um dia assim ensolarado
Um tanto anoitecido
Minha paixão platônica me perguntou:
"O que te dou de presente?"
E eu, inconsequente, mas não precipitado, pensei:
"Me dê teus lindos poemas
Tuas execuções instrumentais
Teus sorrisos excepcionais
Me dá teus beijos espetaculares
Teu cheiro relaxante
Tuas mãos de seda
Tua alegria dançante
Tua calmaria cativante
Tudo teu que me faz assim
Que me faz sentir
Que achei tudo o que procurava
Em uma só incrível pessoa
Me dá teu olhar sincero e engraçado
Me dá tua companhia
Que meu presente
Seja que tu estejas presente"
Depois de pensar profundamente
Em todas essas hipóteses e possibilidades
Eu disse:
"Uma lembrancinha tá bom"
Um tanto anoitecido
Minha paixão platônica me perguntou:
"O que te dou de presente?"
E eu, inconsequente, mas não precipitado, pensei:
"Me dê teus lindos poemas
Tuas execuções instrumentais
Teus sorrisos excepcionais
Me dá teus beijos espetaculares
Teu cheiro relaxante
Tuas mãos de seda
Tua alegria dançante
Tua calmaria cativante
Tudo teu que me faz assim
Que me faz sentir
Que achei tudo o que procurava
Em uma só incrível pessoa
Me dá teu olhar sincero e engraçado
Me dá tua companhia
Que meu presente
Seja que tu estejas presente"
Depois de pensar profundamente
Em todas essas hipóteses e possibilidades
Eu disse:
"Uma lembrancinha tá bom"
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Dia
Hoje é dia
Dos meus poemas
Das minhas cartas de amor
Das minhas declarações
Dos meus primeiros pensamentos matutinos
Das minhas esperanças de menino
Das minhas paixões
Do meu esplendor
É dia
Das histórias que eu vi
E das belezas que chorei
De tudo que senti
Um dia por alguém
Dia
Das minhas experiências tamanhas
Do que eu sinto nas entranhas
Do que eu deixei pra trás
E do que carregarei pra sempre
É hoje
O dia que sou toda esquina
É dia que eu sou a verdade
Vivendo a calamidade
Do meu privado público
Assassinado
No meu linguajar pútrido
Deteriorado
No meu pensamento profundo
Hoje é dia
De todas que me disseram
"Eu te amo"
Que disseram
Estar apaixonadas
Que me disseram que eu sou da melhor qualidade
E ainda assim, por bondade
A mim não se submeteu
Hoje é dia
De todos os relacionamento que eu tive
E das imaginações que construí
É dia do meu cupido sem mira
Que me deu todo o amor que já gastei
Que me deu toda a esperança que desperdicei
Hoje é dia da mentira
E desse dia, eu sou rei
Não há, para mim, consolo
Eu sou o rei. O rei tolo
Dos meus poemas
Das minhas cartas de amor
Das minhas declarações
Dos meus primeiros pensamentos matutinos
Das minhas esperanças de menino
Das minhas paixões
Do meu esplendor
É dia
Das histórias que eu vi
E das belezas que chorei
De tudo que senti
Um dia por alguém
Dia
Das minhas experiências tamanhas
Do que eu sinto nas entranhas
Do que eu deixei pra trás
E do que carregarei pra sempre
É hoje
O dia que sou toda esquina
É dia que eu sou a verdade
Vivendo a calamidade
Do meu privado público
Assassinado
No meu linguajar pútrido
Deteriorado
No meu pensamento profundo
Hoje é dia
De todas que me disseram
"Eu te amo"
Que disseram
Estar apaixonadas
Que me disseram que eu sou da melhor qualidade
E ainda assim, por bondade
A mim não se submeteu
Hoje é dia
De todos os relacionamento que eu tive
E das imaginações que construí
É dia do meu cupido sem mira
Que me deu todo o amor que já gastei
Que me deu toda a esperança que desperdicei
Hoje é dia da mentira
E desse dia, eu sou rei
Não há, para mim, consolo
Eu sou o rei. O rei tolo
terça-feira, 1 de abril de 2014
Só pra você
Só pra você saber
Eu fui-me embora
Deixei de te ler
E me vejo agora
Sem brilhos de aurora
Só os mundos lá fora
Que querem me devorar sem demora
A vida que me vem sem hora
Meu mundo findando ao final do anoitecer
Só pra você saber
Se eu me acordar de manhã
Pensando em você
Pode ter certeza
Que é só de brincadeira
Eu não desceria nem uma ladeira
Pra apreciar tua beleza
Só pra você saber
Se eu te disser que te amo
Te dedicar meus poemas
Te jurar meu amor
Te cantar minhas canções
Amarrar nossos corações
Ignorar minha dor
Eliminar meus dilemas
É engano
Sem você as horas passam tão rápidas
Quanto anos
Se eu deito na rede
Só pra passar o tempo
Eu nem penso mais em ti
Quando minha varanda me encanta
E minhas ruas calam a boca
Veja só, que coisa louca
Não é você a primeira coisa que eu penso
Tudo que sinto por ti, dispenso
Mas seria eu uma anta
Se com tudo que sinto
Não pudesse te amar
Eu fui-me embora
Deixei de te ler
E me vejo agora
Sem brilhos de aurora
Só os mundos lá fora
Que querem me devorar sem demora
A vida que me vem sem hora
Meu mundo findando ao final do anoitecer
Só pra você saber
Se eu me acordar de manhã
Pensando em você
Pode ter certeza
Que é só de brincadeira
Eu não desceria nem uma ladeira
Pra apreciar tua beleza
Só pra você saber
Se eu te disser que te amo
Te dedicar meus poemas
Te jurar meu amor
Te cantar minhas canções
Amarrar nossos corações
Ignorar minha dor
Eliminar meus dilemas
É engano
Sem você as horas passam tão rápidas
Quanto anos
Se eu deito na rede
Só pra passar o tempo
Eu nem penso mais em ti
Quando minha varanda me encanta
E minhas ruas calam a boca
Veja só, que coisa louca
Não é você a primeira coisa que eu penso
Tudo que sinto por ti, dispenso
Mas seria eu uma anta
Se com tudo que sinto
Não pudesse te amar
Assinar:
Postagens (Atom)