segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Aquele dos "se"

De que adianta te escrever
Se não me lês?
De que adianta te esquecer
Se eu só te lembro?
De que adianta te amar
Se não me olhas?
De que adianta eu chorar
Se não me secas?
Já não me importa o teu carinho agora
Se não vem acompanhado de nós dois
Só valerá toda essa demora
Se for pra nós sermos felizes depois
Não quero mais teu silêncio
Se só me fizer indagar
Não quero mais tuas fugidas
Se for pra me machucar
Não quero mais minhas feridas
Se não for pra você cuidar
Não quero mais tuas partidas
Se tu nunca for voltar

sábado, 11 de janeiro de 2014

Problema

Se tem uma coisa
Que inevitavelmente é verdade
É que eu não sei fugir dos problemas que tenho
Não por não resolvê-los
Alguns não são irresolúveis
Mas o pensamento é forte e determinantemente
Ele fica
Ele domina
Ele manda
Não uso e não quero usar sedativos
Não vou aliviar a dor
De um fardo que carrego
Com burrice e com temor
Eu vou e vou levando
Enquanto ainda há tempo pra me fazer sentir
Estúpido
Pois quero e ainda assim, não
Fico paralisado em estado de confusão
E não resolvo minhas questões
Nada me custa
Mas não sei pra onde ir
E aqui que fico
Aqui que paro, penso e reflito
Com tudo estático
Me deixo ir em viagem alucinante
Agora, tanto faz
Se o problema já está comigo
Nem me conforta um amigo
Basta a alucinação da dor
E já esqueço que era um problema
Enquanto ele se transforma em amor

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A origem

Era tudo tão novo
Com ar de sombrio
Ela me olhava, um escroto
E eu me mostrava esguio
Me enchia da coragem
Que nunca tive antes
Mas eu era engraçado
E no falar, petulante
A conquistava facilmente
Sendo apenas eu
Um novo eu...
Mas o mais puros dos "eu" que eu mesmo já vi
Enquanto nós trocávamos olhares
Ficava um cheiro de amor pelos ares
Eu era cativado por um sorriso
E me vinha um olhar franco nos olhos
Um jeito derretido
E dos mais sinceros
Foi quando eu tinha a coragem
De dizer pra me tirarem tudo que tenho
E nem assim
Poderiam me tirar a felicidade de amar quem eu amava
Pena que o tempo foi passando
E, num piscar de olhos
Me tiraram a única coisa
Que eu achei que não podia se mover
O amor a tornava pesada
Que só eu poderia carregar
E a atração nos puxava pra junto
Mais forte que gravidade
Mas fomos cercados
Condenados
Eu saí ileso em corpo
Devastado e em prantos em alma
E ela, foi direto pra execução
Na fogueira queimou
Enquanto olhava nos meus olhos de paixão
Bem quando a brisa do amor se acabou

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Medo

     Inacreditavelmente complicado, e incrivelmente simples...
    O que sinto quando penso no futuro é bem óbvio: sinto medo, ansiedade, animação, crio expectativas e desejo ter você e realizar meus sonhos ao mesmo tempo. Me expressar se torna cada vez mais difícil para mim com o passar dos dias, porque eu não sei como irás reagir e tenho medo de que você diga "não" e que me deixe só, mas também tenho medo de você dizer "sim" e nós termos que nos afastar de qualquer maneira. O que mais temo nos dias atuais é de não poder viver uma verdadeira história de amor, independente dos motivos que me negue tal desejo. E esse medo é o que me trava a língua na hora em que decido lhe dizer que te amo e que te quero comigo.
     Sempre crítico aqueles que não se deixam viver por causa do medo, e isso me torna hipócrita porque o meu medo também me para na vida e me impede de aproveitá-la plenamente.

Meant to be (Todo amor que houver nesta vida)

Se era pra ser como você pensou
O destino não quis
Por que aqui ainda estou
Tentando ser feliz
E driblando todas as peças
Que você deduziu a mim
E impôs ao meu destino
Não sou mais o mesmo menino
Não vamos ter o mesmo fim
Vai acontecer
A vida me promete isso
Em cada sorriso
Cada gesto
Cada olhar
Cada taquicardia
Que nos envolve ao se encontrar
Fomos marcados pra acontecer
Antes de chegarmos a este mundo
E eu sei que você vai ver
Acontecer em nós um amor profundo
Que nos juntará por esta eternidade
E algumas outras mais
Seremos só eu e você e toda a felicidade
Duas almas e um sentimento de paz
Quando quiseres partir
Serei tua volta e tua ida
Tudo que te convir
Todo amor que houver nesta vida

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Silêncio às seis da tarde.

Vou subindo a escada
Atrás de cada porta uma vida
Em cada degrau um devaneio
E minha alma tomada de angústia
Tarde da noite embriagada
Todos em sua quietude dormindo

Já conheço seus jeitos e suas caras
Então por que, querida, te entregas a uma estranha
que bate na porta às três da tarde?
e virando encontro o teu olhar silencioso, que meu consentimento ganha.
Fica claro.
Saber que, apesar de afirmar,
a perda que sofro em minha garganta arde.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

À destinatária

Alma estranha
Corpo ao longe
Preciso te encontrar
Eu quero te livrar
Da vida que te tange
Da solidão que te abocanha
Eu quero te delirar
Ao símbolo perdido
Te revelar
O que ainda é desconhecido
Nessa busca sem fim
A recompensa que me trarão
É achar a resposta em mim
Pra dor que senti no coração
É descobrir que assim
Eu tenho tudo na mão
Desde que eu esteja também ao seu lado
Mais que um amigo ou irmão
Mais forte que abraço apertado
A maior e mais sincera paixão