quinta-feira, 31 de julho de 2014

Servir

Se me chamarem,
Servirei com ódio.
Nenhuma compaixão para com meus companheiros.
Nenhuma consideração para com meus inimigos.
Se me chamarem,
Se preparem.
Não vai ter abrigo
Que me pare
De cometer uma farra de mortes.
Brincadeiras com a sorte
Ao ver uma bandeira hasteada.
Se me chamarem,
Se preparem para ver
O desprezo que ninguém nunca sentiu.
Uma maldade que dominará mais de um ser
No seio amável do nobre Brasil.
E se fores vesgo,
Vai assistir de camarote,
Pois providenciaste mais dez mil mortes
Com a ideia da servidão.
Ora, se me chamarem,
Esqueçam tudo que um dia já fui.
Num caminho sem volta entrarei
E meu futuro, não sei quem possui.
Mas meus olhos vermelhos de sangue verei,
Ardendo em fúria antes de um suicídio.
Verão que no horizonte mando nascer
E trago pra terra mais um genocídio.