domingo, 15 de junho de 2014

Dançando na chuva

Aquelas duas pessoas paradas na chuva,
Se você ainda não reconheceu, somos nós
No momento exato em que o contato visual é silencioso,
Mas diz mais que qualquer texto já escrito.
Você me cercou num campo totalmente aberto
Apenas com o poder dos seus lábios,
E com um delírio do coração
Eu vejo que a gente dança.
Eu vou nervoso, descompassado.
Você, flutua, esbanjando elegância.
E o meu coração suspira apaixonado
Com a chuva caindo em pujança.
A cena que ali nos apresenta é real
Mas tem toda uma atmosfera que parece um sonho.
Você me chama pra perto, e eu palpito.
Você me chama pra perto, e eu não hesito.
Você me chama pra perto, e eu quase caio.
Você chega mais perto, e eu já desmaio.
O guarda-chuva se torna totalmente dispensável
À medida que os corações se aproximam.
Os braços se deixam levar
E os corpos se revelam à chuva.
As gotas passeiam na superfície do rosto
E as feições nunca foram tão sinceras.
Os olhares se fixam e se confundem.
Os sorrisos aparecem e já anunciam o que há por vir.
Dali pra frente,
Os sorrisos se desmancham
E viram beijos.
Demonstrações eternas de desejo.
Dança mais pura e mais doce dos lábios
Que podemos dançar, todo dia, dezenas.
Mas na chuva, tudo vira cinematográfico,
E além de dança, nosso beijo vira uma cena.