quinta-feira, 20 de março de 2014

Ah, Romeu!

Ei, você segurando a mão gelada
Você com o coração em disparada
Você que à família desobedeceu
Tu aí, que te chamas Romeu
Não percebes que ela partiu?
Já não há mais vida aí
Ninguém te contou que ela já não respira?
Bom, estou aqui e cumprirei esta sina
Sei que não me ouves direito
E que nem me enxergas
Mas tu me sentes
E sei que o que te digo é certo
Vai, Romeu
Te encaminha para tua amada
Que o encontro de vocês é no pós-vida
Vai lá, seu bobo apaixonado
Seu amante inveterado
Cumpre logo esse destino
Sabemos que nunca abandonarías ela
E diante de ti está tua prova final
Se achas que teu amor é verdadeiro
Enxergue que, pra ela, ele foi mesmo fatal
Deita-te no travesseiro
Atravessa-te com este punhal
E tudo estará certo

Agora que já pingas e choras
Tudo bem
Recolho em paz meu destino
Uma alma para o além
Uma alma para amaldiçoar
Que quem se mata por amor
Amor não vai mais encontrar
Quem é besta, em mim acredita
A verdade é que eu sou má
Eu sou a morte e sou infinita
Ninguém me parará
E se destruo amores desta forma
É uma pena para todos eles
Mas que fique claro esta minha faceta:
Levarei também comigo a Julieta