sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Perdido no mundo

A hora doída de dizer adeus
Já passou
Tudo que tinha que vir, veio
Tomou conta, devastou
E nada mais faz sentido
Sonhos não valem à pena
Pessoas são como robôs
Todas iguais
Todas decepcionantes
As palavras flutuam e não me dizem nada
A fé desaparece
Sem resposta
As coisas mais simples
Se tornaram complexas
Impossíveis de serem contempladas
E as músicas
Aos montes
São espaços cada vez mais vazios
Centenas e milhares de músicas
Não mudam o que sinto
Posso escolher qualquer uma
Das mil e trezentas
E nenhuma me satisfará
Por que não há nada de errado com o mundo
Apenas com este pobre ser que vos fala
E no mundo habita
Sobrevivendo a um ambiente estranho
Inóspito
O planete inteiro é enorme
Para seres desfigurados
Seres padronizados
E eu achei o ouro
A jóia mais valiosa
A pedra mais preciosa
Em seu nome, a rima com a dor
É assim mesmo o amor
Que veio, foi
Voltou
Partiu
Não sei...
Não voltou
Está por aqui
Está por aí
Me ajude a achar
Eu sei que está em você
Como já esteve em mim
Pois o amor tomou uma parte da minha alma
E se você volta junto com ele
Seremos mais que dois
Mais até que feijão e arroz
Mais que o sol beijando a colina de mansinho
Deixarei de ser um lugar vazio
Deixarei de viver como penso
Pois eu te pertenço
E o nosso amor não pode ter fim