domingo, 29 de dezembro de 2013

Uma criatura como eu

Apesar de toda a confusão
E decepção
Bem no olhar psicótico do vampiro
Ele não era tal coisa
Nem besta, nem humano, nem fantasma
Nem assombração
Só a mente louca
Assassina
Genial
E principalmente
Gentil e amorosa
Incompreendida
Nos braços da solidão profunda
(Nossa solitude)
Bem justificável
Com a aparência de seu olhar desfigurado
Confuso e clamando paciência
Clamando menos noite
Menos morte
Clamando o amor
Que faz seu peito bater forte
E o ardor da paixão sem nenhuma sorte
Apenas meant to be
Bem como eu me sinto
Ele se sentiu do começo ao fim de seus dias
E compartilhamos dores parecidas
De solidão e de mórbida vida
De loucura em profusão
E alma corrompida
Como ele, deslocado
Me sinto assim também
Um tanto quanto entusiasmado
Esperando na janela pelo meu bem
Que como o dele
Veio e se encantou
Podia ter vivido uma bela história de amor
E como o dele, falhou
Transformando o mundo em dor
Me fazendo da solidão um refém