terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Quantos monstros cabem em mim

Eles sussurram tantos absurdos 
Ou gritam alto, desesperadamente querendo escapar
Eles martelam ideias e recuam, sentem medo
Cada um tem sua própria identidade 
Cada um tem sua função
Mas se ajudam simultaneamente 
Se atrapalham e bagunçam tudo
Não dormem, não sentem o cansaço cair sobre suas cabeças
Eles não param, e como poderiam?
Suas olheiras são mais profundas que um abismo
Não há tempo dentro de tanto tempo
Eles culpam uns aos outros todo dia
Não tem uma decisão certa
A única certeza é nunca fugir
E quantos são? Creio que sejam poucos
Afinal cada um completa o outro 
Mas não sei mesmo é dizer quantos deles podem caber aqui.