quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Querida Lisianthus,

            Já vai fazer um ano que viajo pela Europa graças a papai, que me permitiu fazer tal viagem. E hoje completa uma semana que estou na Inglaterra. É o lugar que sempre procurei. Simplesmente é um local muitíssimo belo com todas suas casas, praças e exposições. Me hospedei na casa de um tio nosso (que por sinal eu nunca ouvi falar). Sua casa é simplesmente enorme, com um bonito jardim de diversas cores (você iria adorar), e aqui também tem um campo bastante amplo onde vou toda tarde ler ou escrever à sombra de uma árvore qualquer. Mal posso esperar para ter autorização de mamãe para fazer uma viagem com você do meu lado ao invés de você também viajar mas com um roteiro diferente do meu (essa cabeça de mamãe... simplesmente não a entendo). Me conte onde você está agora e como é por aí, pois sinto muito sua falta e quero saber como andas.
             Ah, antes que eu me esqueça de mencionar, um rapaz me viu hoje à caminho do meu passeio diário pelo campo e ele pareceu interessado em mim, mas eu duvido. É bem capaz dele ter ficado somente curioso por nunca ter me visto antes (você sabe como sou, sempre vendo algo onde há nada). Ele conversou pouco comigo e logo foi embora, disse que estava atrasado para um certo comitê que ignoro as intenções. Era um rapaz bonito, mas não fazia muito o meu gosto. Ele não me falou seu nome nem nenhuma outra informação. Nem posso perguntar-te se o conheces (seja pessoalmente ou só por nome), pois vai que ele tenha alguma fama que desconheço...
           Bom, como gostei tanto daqui, pensei em passar mais do que somente quinze dias e vou pedir à papai permissão para ficar um período de trinta dias no mínimo. Você acha que ele realizará tal desejo meu? Só espero que ele não pense que eu tenho outras intenções, sabes como papai é (como eu, ele vê coisas onde nada tem). Enfim, me mande notícias porque eu há muito já sinto sua falta.

Com amor, da sua irmã, a Viajante.