domingo, 22 de setembro de 2013

Loucuras de um verme

Sei que nem tudo que escrevo faz sentido pra ti
Mas nem tanto sentido assim pra mim faz
Sou um viciado em revelar minhas almas e aflições
Mas não quero mais tormentos nem paixões
Não quero teus cabelos juntos do meu
Não quero minhas mãos em você
Não quero tua cabeça em meu peito
Dane-se!
Já não quero
Não quero nada
Apenas seguir essa estrada
Deixar o que foi vivido pra trás
Não me iludir mais
Não escrever mais pra ti
E quem disser que estou errado
Não vou dizer o contrário
Vou dizer que estou sim
Mas agora, tanto faz pra mim
Se nunca vou ter o que tanto sonhei
Dane-se tudo, outra vez
Eu quero novos ares
Navegar em outros mares
Vou cuidar de mim
Pra ser feliz também
E quando te encontrar na próxima esquina
Vou me implorar pra voltar pra casa
E como um verme afogado de ressentimento
Angustiado com minhas decisões
Vou voltar de joelhos
E daí, podemos tentar outra vez
Vou virar teu freguês
Até que tu percebas
Que quem escreve pra ti
Sou eu