domingo, 29 de setembro de 2013

Doce menino.

Ah meu menino.
meu doce menino,

Como queria, eu, pobre senhora de alma, afagar teu coração assim como afago teus cabelos.
Afagar tua alma, teus sonhos, teus desalentos, tuas paixões, teus anseios, teus temores.

Mas sou senhora e tu és menino.
Sim. Menino. Fantasticamente ansioso e sem caminho. Meus pesares não podem a ti pertencer, pois já não pertenço a ninguém senão a minha própria desilusão.

És menino. Doce menino.
E que açúcar mais inebriante é a tua alma. Açúcar fino e novo, cheio de vidas a açucarar. Mas não te desesperes menino, porque como boa senhora que sou, a paciência me acompanha e sempre estarei aqui para quando voltares cansado da tua jornada fatigado por conhecerdes mais das almas.

Só tu não vês, ó meu menino.
apenas tu amargas o doce coração que a ti pertence. Sorte dos que te verem, sorte dos que te encontrarem e que tu, por piedade, por esperança, por descuido, desempacotar a ti mesmo e mostrar o esplendor tão glorioso da tua alma de poeta, escritor e artista.

Desses que dão vida a vidas secas por aí.