segunda-feira, 29 de julho de 2013

Meu primeiro amor

Naquela idade, eu pouco sabia sobre as coisas do amor.
Sobre os problemas, o sofrimento.
Nem até sobre a alegria.
Não tinha percepção de mundo nem muita consciência das coisas que me rodeavam.
E eis que me acontece
Um fato que, na época, era um tanto estranho
Vergonhante e diferente.
Ela corria atrás de mim e eu corria dela com medo da perseguição.
Com medo das fofocas e do mal entendido que seria causado.
Até que eu tava certo, mas se soubesse do que vinha pela frente,
Tinha ficado parado esperando ela me alcançar.
Mas não sabia eu que,
Depois de curtos 3 ou 4 anos,
Ela se tornaria meu primeiro amor.
A vergonha não acabaria por aí, lógico.
Passaria vários meses antes de me fazer admitir
Talvez até pra mim mesmo.
Mas no fim, o amor parece não falhar
E sempre chegar à percepção do amante,
Ele querendo admitir ou não.
Doeu pra mim ter que vê-la declarando diante de mim,
Na época, seu melhor amigo,
Seus sentimentos por outro,
Mas nada que fosse estragar a maior profundidade do ferimento posterior.
Após meses de tensão entre o saber ou não do sentimento,
Ela notifica que iria embora para sempre.
Sairia da minha vida pra voltar apenas uma outra vez,
Num dia 10 de fevereiro ou coisa próxima,
Perfumada, de vestido. Belíssima.
Me deixou até nervoso.
Mas não mais do que quando eu pensei que nunca mais a veria.
De repente, foi um desespero tomando conta de mim
E ela se despedindo.
O abraço foi apertado, mas não deu pra decorar o cheiro.
Na verdade, deu pra nada.
Só deu pra passar aquele tempo sendo cego
E aí, quando eu resolvi acordar, ela já tava indo embora.
Agora, já foi.
Nunca mais que ela volta.