domingo, 21 de julho de 2013

Medo

Passos apressados em meio à escuridão
Sombria, tanto quanto a próxima esquina abandonada.
E nada. Nada mais na rua além dele,
Enquanto foge de seu medo mais terrível.
Frio e arrepios lhe fazem aumentar o ritmo da corrida.
Olha para trás e para os lados.
Apenas rastro de seu medo atrás dele.
Escuta seus passos na noite
E sente a fera aproximar-se.
Uma última olhada para trás o deixa mais louco
Quando percebe que nada há o perseguindo.
Ao apressar seus passos, esbarra com a fera
Que lhe arranca o coração do peito.
Sentindo seu sangue escorrer por seus dedos,
Vê que a fera já partiu com seu coração.
Movido pela loucura, lambe seus dedos, saboreia seu próprio medo,
Alimentando-se assim do que lhe fez mal
E tornando o medo em mais loucura e atitude.
Pode não mais ter um coração,
Mas medo, nunca mais.